Carta ao Sr. Menezes – em Gaia há mais uma cratera

Sr. Menezes, chegou mais uma!cimpor

Encarrega-me o remetente postal da missiva em dívida – uma sociedade do Luxemburgo, segundo se sabe – de dar conhecimento a Vossa Excelência da decisão judicial.

Sim, é verdade – Vila Nova de Gaia e os gaienses continuam a pagar a sua gestão municipal descuidada, incompetente e sem respeito pelas normas da lei e do bom senso. Desta vez, são uns míseros 3.63 milhões de euros pelo colocação de um sinal de proibição!

Parece-lhe pouco? Daria para 6849 meses de salário mínimo, ou seja, para 570 anos de salário a um trabalhador ou, até para pagar um funcionário em cada escola do Concelho durante 5 anos!

Espere! O senhor Luís Filipe está a achar pouco porque a condenação inicial passava os 32 milhões, é isso? Pois, mas sabe, na Câmara está alguém que procura gerir com cuidado o dinheiro que é do povo, embora a nova gestão seja obrigada – pelos erros do passado – a recorrer a um mecanismo de saneamento financeiro para tentar ganhar algum futuro.

Se aos  14 milhões da outra carteira, se juntarem estes 3,6 começa a ficar mais clara a qualidade da sua gestão que nos levou até aqui.

Mas, já que estamos numa de abertura, permita-me a pergunta: não acha que este sinal ficou um pedacito caro?

Não lhe parece que seria adequado Vossa Excelência sentar o dito cujo onde é devido, para prestar contas, porque se é verdade que a Democracia o castigou na Invicta, não é menos verdade que as facturas continuam a cair do lado de cá do rio?

Sou quem sabe, até à próxima factura,

Gaia: um dia o feitiço vira-se contra o feiticeiro!

foto@jn

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Entre 1997 e 2013 os executivos liderados por Luís Filipe Menezes fizeram uma obra notável em Gaia. Trouxeram o Município de Gaia do ” terceiro mundo “, em diversas áreas, para um patamar de excelência à custa de uma visão estratégica notável de Menezes, mas infelizmente também com custos elevadíssimos para as finanças da autarquia e para a dívida do Município que comprometem a gestão autárquica dos próximos anos.

Por isso li com atenção e interesse o texto do João Paulo sobre as evidentes dificuldades financeiras da autarquia de Gaia, mas entendo que o mesmo passa muito ao lado daquele que foi o responsável pelo pelouro financeiro da Câmara Municipal de Gaia, entre 2005 e 2011.

Essa pessoa tem um rosto e tem um nome. Chama-se Marco António Costa. Temos que ter a coragem, como diz o nosso sábio povo, de chamar ” os bois pelos nomes ” .

Aliás, fica-se com a ideia que Marco António tem tanto orgulho no trabalho que efectuou em Gaia que o omitiu no seu currículo de deputado na Assembleia da República! Ou será que o fez propositadamente porque considera ” cadastro ” a sua passagem ao longo de 7 anos pela Câmara de Gaia?

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