E lições de moral sobre o caso Portucale, deputado Carlos Costa Neves? Também tem alguma para dar?

Foto via Dinheiro Vivo

Carlos Costa Neves, que foi quase ministro daquele segundo governo Passos/Portas que morreu à nascença, foi o escolhido para comentar a entrevista de Azeredo Lopes, no que ao caso Tancos diz respeito:

Não sabemos bem como é que podemos classificar esta situação, porque ela é de tal maneira grave, que as palavras “ridículo”, ou que a palavra “um jogo”, ou que a palavra “não saber para onde é que se vai”, não chega. (…) Nesta próxima semana, o PSD, na Assembleia da República, e no exercício daquilo que são as suas responsabilidades em democracia, vai tudo fazer para que isto se esclareça, e para que sejam assumidas responsabilidades. Há responsabilidades políticas neste caso e nós não deixaremos de partilhar com os portugueses aquilo que se souber.

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Assunção Cristas, uma indignada de ocasião

A líder do CDS-PP pediu ontem a demissão de Azeredo Lopes e Constança Urbano de Sousa. Cristas afirmou que “Não é possível restaurar a quebra de confiança que neste momento existe no Estado nos domínios da Defesa e da Segurança” sem que António Costa demita os ministros da Defesa e da Administração Interna, que “não souberam estar à altura das suas responsabilidades“, motivo que leva a candidata à CM de Lisboa a concluir que as suas demissões são “inevitáveis“. “Num e noutro caso, – prossegue Assunção Cristaso Governo tem fugido às suas responsabilidades e mostra-se incapaz de assumir os erros e tirar conclusões“. Por fim, Cristas afirma ainda esperar por “uma atitude firme por parte dos ministros em causa ou do primeiro-ministro, assumindo as suas responsabilidades e respetivas consequências políticas. Não o fizeram. Instámos o primeiro-ministro a retirar essas consequências. Não o fez. Passaram-se dias de um silêncio ensurdecedor“. And the blá blá blá goes on.

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A RTP e a privatização

O presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social defende, em entrevista ao Expresso, que uma possível privatização da RTP empurraria os outros operadores privados, SIC e TVI para uma concorrência feroz, não em busca do lucro, mas da sobrevivência. O responsável defende a manutenção do serviço público em tempo de crise económica e social. [no Público]

Como há dias escrevi, o papel do Estado não é garantir que o mercado dos privados existe. Isso é problema de quem investe. Mas ao longo dos anos temos visto justificado o persistente fecho do mercado de TV à conta do argumento “o mercado não chega para todos”. Esta lógica até se aplica quando em causa nem sequer está o limitado espectro radio-eléctrico, como no caso do cabo. Prova suficiente que as TV querem é proteccionismo, uma espécie de mercado farmacêutico dos remédios audiovisuais.

Se Passos continuar com a sua ideia de privatizar a RTP pode ter a certeza que SIC e TVI lhe moverão uma guerra sem quartel por causa do aumento de concorrência no mercado publicitário. Rapidamente, a agenda dos media se sobreporá à agenda do país.

Ainda as escutas…

Na sua página do Facebook, o excelente Professor Azeredo Lopes, actual presidente da Direção Executiva da Entidade Reguladora da Comunicação, deixa-nos a seguinte reflexão:

“É hoje habitual na conversas telefónicas, sobretudo quando falo com agentes públicos ou políticos, que se dê, talvez não como certo mas pelo menos como possível ou até plausível, que a conversa está a ser escutada. O que conduz a que, quantas vezes, se interpele directamente o possível “escutante”. O mesmo, quando falo com pessoas ligadas a grupos de comunicação social. Será esta sensação ou convicção normal num Estado de Direito Democrático?”

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