Bodas reais

Não me interessa o casamento real. Não sou súbdito da rainha, a qual considero invasora e ocupante do meu país.

Agradar a “gregos” e “troicanos”

Por tróica entende-se um conjunto de três pessoas que visam um ou vários fins políticos em acção concertada. Mas significa, também, em russo, trenó puxado por três cavalos.

Agrada-me mais a vertente do trenó, que sempre dá a esperança de ser algo que vai dar algum tipo de impulso ao nosso país. Mera ilusão, é certo, porque não é para isso que os “troicanos” estão cá. Eles estão cá porque vemo-nos “gregos” para pagar aos nossos credores. E, em boa parte, porque não queremos abdicar das nossa guerras partidárias estéreis, com cartas de desamor à mistura, ou de estatutos e sinecuras que delapidam o Estado e seus recursos, entre outros mimos que têm minado a nossa República.

Até aqui, tivemos a Líbia, o casamento real e agora até a morte de Bin Laden (dizem que está morto, dizem …) para entreter a rapaziada, mas parece que a lista da cura de emagrecimento para a nossa obesidade insolvente já está na calha.

Agradar a “gregos” e “troicanos” não vai ser nada fácil.

Chapéus há muitos, seu palerma!

chapéus (1)chapéus (2)Chapéus (4)

Segundo os noticiários, somente a mulher de David Cameron não se apresentou de chapéu – para a próxima fica à porta da abadia, congeminou o intendente-geral da cerimónia.

Todas as outras adornaram as lindas cabecinhas com chapéus. O da Rainha Elizabeth II era o tradicional ‘tacho’. As restantes ‘ladies’ exibiram modelos para diversas preferências. Mais vanguardistas, menos vanguardistas. De bom e mau gosto, havia, pois, de todos estilos e géneros. Uns em redondo, outros tipo miniatura de batel, com proa e popa, outros ainda com  aplicações surrealistas, inspiradas na pintura de Salvador Dali. Sei lá!

Em suma, como afirmava Vasco Santana, em ‘O Pátio das Cantigas’: “Chapéus há muitos, seu palerma!. Mas eu confesso  ter acreditado, sempre, tratar-se de mero exagero de guião de filme. Nunca me ocorreu ser possível ver tantas cabeças enchapeladas juntas.

O povo saltou, gritou e gostou. E até bebeu champanhe. Quanto a mim, já não sei se hei-de saudar o casamento ou os chapéus…. Saúdo tudo, pronto. Fico de bem com a monarquia e com a chapelaria.

(Obs.: Se quiserem mais, poderão ver aqui)

Parabéns aos noivos

Ai que linda vai a noiva, a princesa

no quiero ser magnífica, no quiero ser reina, quiero ser libre y plebeya

William é filho de Charles? Carlos será pai de quem?

A real boda britânica é, quer se queira quer não, um dos grandes acontecimentos da semana. Para além de muitas opiniões republicanamente desfavoráveis ou monarquicamente entusiásticas, face à esplendorosa superprodução do casamento do neto da rainha de Inglaterra, continua a fazer-me espécie, comichão mesmo, a tendência, também jornalística, para chamar William a um príncipe que, em Português, é Guilherme, como o pai é Carlos, a avó é Isabel ou o bisavô é Jorge. É certo que a tradição não nos impôs que Shakespeare deixasse de ser William, mas a mesma tradição refere quatro monarcas britânicos com o nome de Guilherme, sendo que o primeiro até devia estar mais habituado a que lhe chamassem Guillaume.

Sorry, old republican chaps!

Royal Wedding Posting

Pode ser um exagero, pode ser uma lamechice, pode ser excessivo em tempos de crise. Mas a euforia não se esconde, só os mais tristes não gostam de uma história de amor e dinheiro gera dinheiro. Lamento muito pelos republicanos que nos dias que correm espumam mais raiva do que o habitual mas, caros amigos, a cerimónia vais ser transmitida a biliões de pessoas, milhões vão estar presentes e, provavelmente a maior parte do mundo (que é feminina) queria estar no lugar da Kate. É certo que segundo as últimas sondagens 10 por cento dos britânicos queria ter uma república, mas acho melhor não passarem pelo vexame republicano da Austrália que viu negado os seus “democráticos” intentos pelo referendo de 2005. E certo é também que nestes dias aumentam os clamores moralistas sobre os gastos daquela gente que vive o conto de fadas. Porém, no país de Oscar Wilde, toda a publicidade, mesmo a má, é boa. Sugiro aos que nunca sonharam que no próximo dia 29 desliguem a televisão, a rádio e que nos dias a seguir não leiam jornais. Vai ser doloroso.

Segredos de um casamento real

A Royal Romp estreia dia 30 num canal x perto de si, e pretende antecipar o “casamento real” que por estes dias ocorre num ilhéu da Europa, e que vai unir um tal de William com Kate Middleton. Este vídeo promocional é soft, não se assustem.

Parece que a “família real” portuguesa não foi convidada.  A mais velha aliança do mundo (eufemismo para os vários séculos em que fomos methuinicamente uma semi-colónia britânica) já não é o que era.

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