Já faltou mais para o Estado

ter de resgatar o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias. A Controlinveste quer vender os edifícios históricos onde funcionam as redacções.

“Pelo jornalismo, pela democracia”

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A democracia faz-se com uma comunicação social livre. A liberdade constrói-se com uma comunicação social plural.“.
Concentração ontem, no Porto.

Por um Jornalismo com Pessoas Lá Dentro

despedimentos_controlinvesteA concentração é hoje, Segunda-feira, pelas 18h30.

ironias e coincidências

– a controlinveste anunciou hoje a redução de gastos do grupo, redução motivada pelas perdas acumuladas pelo grupo nos últimos anos (destaque especial para as perdas acumuladas pela jóia da coroa, a Sporttv) e o despedimento de 160 profissionais da comunicação.

– precisamente no dia em que o maior paladino da luta contra o império dos oliveirinhas no futebol, ou melhor, nos direitos de transmissão televisiva, Mário Figueiredo foi re-eleito na Liga (ou melhor, re-elegeu-se por harakiri cometido pelos outros) meses após a cerrada marcação feita pelo FC Porto e dos seus “afiliados políticos” que resultou inclusive na sua destituição antes do final do mandato (conseguida através de uma das maiores manhosices possíveis e imaginárias; foi-lhe chumbado o orçamento em Assembleia-Geral no passado mês de Março). a Benfica TV agradece. agora sim, há ordem para matar. e para negociar abre-pernas em troca de bons contratos. [Read more…]

Controlinveste desinveste

e prepara 160 despedimentos e rescisões, entre os quais mais de 60 jornalistas – mas mantém todos os títulos do grupo (!). O novo modelo de negócio tarda…

O «amigo Joaquim» tem medo de quê?

Agora que Joaquim Oliveira se recusou a ir à Comissão de Ética explicar os negócios do seu Grupo, fico à espera de saber o que têm a dizer todos aqueles que tanto criticaram o director do «Sol» por ter adiado uns dias a ida ao Parlamento.
Que Joaquim Oliveira prefere fazer as coisas pela calada, na sombra, já sabíamos. Agora, que se recuse a ir à Assembleia da República, já é algo que ultrapassa todos os limites. José António Saraiva foi, Pinto Balsemão foi, Moniz foi. E o amigo Joaquim, que ainda tem o desplante de processar o Estado, tem medo de quê?

Apresentem vocês uma moção de confiança

Resolveram-vos o vosso principal problema, o dos professores. Aprovaram-vos o principal instrumento da governação, o Orçamento. O que querem mais, meus senhores? Mordaças é para os vossos amigos da comunicação social. Os da Controlinveste e quejandos.
Querem uma moção de censura? Queriam, não queriam? Olhem, parafraseando o outro, apresentem vocês uma moção de confiança e, já agora, besuntem-se nela!

A verdadeira história de José Leite Pereira no JN

O «Jornal de Notícias» é um património, acima de tudo, do Grande Porto e da Região Norte. Jornal centenário, envolveu-se ao longo dos anos nas mais importantes causas da cidade, ao ponto de ser hoje um dos seus símbolos. No nosso JN, a liberdade foi sempre um valor supremo que ninguém conseguiu pôr em causa. A campanha pela demolição do Palácio de Cristal será, porventura, uma mancha num percurso nobre e fértil em momentos de defesa de toda uma comunidade.
Desde pequeno que me habituei a ver no JN um amigo. Cresci com as suas páginas, que há uns anos atrás eram muito grandes e desajeitadas. Passei horas e horas naquele edifício, procurando notícias sobre o FC do Porto no seu Arquivo Histórico e pagando, na altura, 30 escudos por cada fotocópia que pedia. Recordo com saudade a «Empresa do Jornal de Notícias», que editava também aquele vespertino de páginas amarelas e, mais tarde, «O Jogo». Todos os anos, com Serafim Ferreira à frente do pelotão, aí estava a «Empresa do Jornal de Notícias» a organizar a Volta a Portugal em Bicicleta.
É por isso que me invade uma enorme tristeza quando vejo o estado a que o meu JN chegou. Quando vejo naquilo que se transformou, nos últimos anos, por vontade de um empresário que percebe tanto de jornais como eu de automóveis. Por via do empresário e por via da pessoa que ele escolheu para dirigir o verdadeiro «porta-aviões» que é e sempre foi o JN no seio do Grupo Controlinveste. Falo de José Leite Pereira.
Recuemos uns anos. Em 2005, no âmbito de um negócio muito mais vasto, que foi patrocinado pelo poder político através de avultadas garantias bancárias, Joaquim Oliveira acabou por comprar uma série de títulos que estavam na posse da Lusomundo, como o JN, o DN, o 24 Horas, O Jogo ou a TSF. Para dirigir o título mais importante do Grupo, o JN, escolheu um jornalista que já fazia parte da Direcção desde 1998 e que dava garantias de se adequar aos objectivos que tinham conduzido ao patrocínio do negócio por parte do poder político.
Para se ter uma ideia dos objectivos que presidiram a essa escolha, o longo historial de jornalista de José Leite Pereira tinha como principal medalha a cova onde enterrou o «Diário Popular». A escolha ideal, como se vê, para dirigir um diário como o Jornal de Notícias. Algo que, de resto, se tem visto nos últimos anos: durante a sua gestão, o JN obteve os piores resultados de sempre a todos os níveis (comercial, audiências, qualidade, influência). A sua estratégia, suicida, de procurar ganhar espaço em Lisboa levou a um decréscimo significativo da importância do JN a Norte e, pior, sem resultados positivos em Lisboa.
Nada disto interessava, pois José Leite Pereira fora escolhido para liderar um projecto político bem claro. [Read more…]