Aquela alegada promiscuidadezinha público-privada que não agita a São Caetano à Lapa

AMIDC

Não tão grave pela posição ocupada, mas igualmente promíscuo, foram três outras alegadas ofertas de passeios ao Euro2016, menos escrutinadas pela imprensa, ou não tivesse sido um dos seus grandes barões a alegadamente pagar a factura. Falo das viagens, bilhetes e refeições alegadamente pagas pelo empresário Joaquim Oliveira aos deputados do PSD Luís Montenegro, Luis Campos Ferreira e Hugo Soares. A minha fonte? A mais insuspeita possível: o Observador. [Read more…]

ironias e coincidências

– a controlinveste anunciou hoje a redução de gastos do grupo, redução motivada pelas perdas acumuladas pelo grupo nos últimos anos (destaque especial para as perdas acumuladas pela jóia da coroa, a Sporttv) e o despedimento de 160 profissionais da comunicação.

– precisamente no dia em que o maior paladino da luta contra o império dos oliveirinhas no futebol, ou melhor, nos direitos de transmissão televisiva, Mário Figueiredo foi re-eleito na Liga (ou melhor, re-elegeu-se por harakiri cometido pelos outros) meses após a cerrada marcação feita pelo FC Porto e dos seus “afiliados políticos” que resultou inclusive na sua destituição antes do final do mandato (conseguida através de uma das maiores manhosices possíveis e imaginárias; foi-lhe chumbado o orçamento em Assembleia-Geral no passado mês de Março). a Benfica TV agradece. agora sim, há ordem para matar. e para negociar abre-pernas em troca de bons contratos. [Read more…]

Saldos de ocasião

O amigo Oliveira troca dívida por jornais.  Para Portugal e em força.

Twilight Zone Press:

O dia em que comprei o JN e levei o Acção Socialista

O «amigo Joaquim» tem medo de quê?

Agora que Joaquim Oliveira se recusou a ir à Comissão de Ética explicar os negócios do seu Grupo, fico à espera de saber o que têm a dizer todos aqueles que tanto criticaram o director do «Sol» por ter adiado uns dias a ida ao Parlamento.
Que Joaquim Oliveira prefere fazer as coisas pela calada, na sombra, já sabíamos. Agora, que se recuse a ir à Assembleia da República, já é algo que ultrapassa todos os limites. José António Saraiva foi, Pinto Balsemão foi, Moniz foi. E o amigo Joaquim, que ainda tem o desplante de processar o Estado, tem medo de quê?

Faltam 423 dias para o Fim do Mundo…

Os amigos são para as ocasiões e Constâncio sabe disso. E adivinhem lá, adivinhem: quem vai pagar a crise, quem é??? Entretanto, um português foi raptado por piratas somalis! São burros estes piratas, então não sabem que nós ainda estamos economicamente piores do que eles?

Joaquim Oliveira trata a AR como se fosse a Liga dos Clubes. E nada como ver e rever as gaffes da nossa classe política, nada como rir para alegrar a classe média.

Assim vão os nossos dias…

ADENDA: Absolutamente notável é esta posta do Gabriel no Blasfémias:

E a responsabilidade é da senhora que ainda dirige o partido, que há muito deveria ter criado condições, retirando-se atempadamente, para que tal partido estivesse  neste momento pronto a dar plenamente o seu contributo, com projecto claro para o eleitor. Mas por razões pouco claras, tal não era do seu interesse, pagando o país por isso uma factura muito cara.

Pedro Marques Lopes, a «isenção» da TSF e o «amigo Joaquim»


«Bloco Central» é um programa de actualidade política da TSF cujo nome diz tudo. De um lado, Pedro Adão e Silva representa o PS. Do outro, Pedro Marques Lopes representa o PSD.
Pedro Adão e Silva foi dirigente nacional do PS e autor da moção de José Sócrates no último Congresso. Pedro Marques Lopes não é nem nunca foi nada no PSD. Pedro Adão e Silva defende com todas as forças o PS e o primeiro-ministro e está sempre a atacar o PSD. Pedro Marques Lopes ataca com todas as forças o PSD e Manuela Ferreira Leite e não raras vezes defende o primeiro-ministro.
É assim a isenção da TSF. Claro que ninguém foi dizer a Pedro Marques Lopes o que ele devia dizer. E ninguém foi dizer a o director da TSF Paulo Baldaia para contratar Pedro Marques Lopes para um programa deste género. Não é preciso. Lembram-se da história do cãozinho amestrado? Pois, o «amigo Joaquim» não precisa de dar ordens. Todos sabem, a cada momento, o que hão-de fazer.

A verdadeira história de José Leite Pereira no JN

O «Jornal de Notícias» é um património, acima de tudo, do Grande Porto e da Região Norte. Jornal centenário, envolveu-se ao longo dos anos nas mais importantes causas da cidade, ao ponto de ser hoje um dos seus símbolos. No nosso JN, a liberdade foi sempre um valor supremo que ninguém conseguiu pôr em causa. A campanha pela demolição do Palácio de Cristal será, porventura, uma mancha num percurso nobre e fértil em momentos de defesa de toda uma comunidade.
Desde pequeno que me habituei a ver no JN um amigo. Cresci com as suas páginas, que há uns anos atrás eram muito grandes e desajeitadas. Passei horas e horas naquele edifício, procurando notícias sobre o FC do Porto no seu Arquivo Histórico e pagando, na altura, 30 escudos por cada fotocópia que pedia. Recordo com saudade a «Empresa do Jornal de Notícias», que editava também aquele vespertino de páginas amarelas e, mais tarde, «O Jogo». Todos os anos, com Serafim Ferreira à frente do pelotão, aí estava a «Empresa do Jornal de Notícias» a organizar a Volta a Portugal em Bicicleta.
É por isso que me invade uma enorme tristeza quando vejo o estado a que o meu JN chegou. Quando vejo naquilo que se transformou, nos últimos anos, por vontade de um empresário que percebe tanto de jornais como eu de automóveis. Por via do empresário e por via da pessoa que ele escolheu para dirigir o verdadeiro «porta-aviões» que é e sempre foi o JN no seio do Grupo Controlinveste. Falo de José Leite Pereira.
Recuemos uns anos. Em 2005, no âmbito de um negócio muito mais vasto, que foi patrocinado pelo poder político através de avultadas garantias bancárias, Joaquim Oliveira acabou por comprar uma série de títulos que estavam na posse da Lusomundo, como o JN, o DN, o 24 Horas, O Jogo ou a TSF. Para dirigir o título mais importante do Grupo, o JN, escolheu um jornalista que já fazia parte da Direcção desde 1998 e que dava garantias de se adequar aos objectivos que tinham conduzido ao patrocínio do negócio por parte do poder político.
Para se ter uma ideia dos objectivos que presidiram a essa escolha, o longo historial de jornalista de José Leite Pereira tinha como principal medalha a cova onde enterrou o «Diário Popular». A escolha ideal, como se vê, para dirigir um diário como o Jornal de Notícias. Algo que, de resto, se tem visto nos últimos anos: durante a sua gestão, o JN obteve os piores resultados de sempre a todos os níveis (comercial, audiências, qualidade, influência). A sua estratégia, suicida, de procurar ganhar espaço em Lisboa levou a um decréscimo significativo da importância do JN a Norte e, pior, sem resultados positivos em Lisboa.
Nada disto interessava, pois José Leite Pereira fora escolhido para liderar um projecto político bem claro. [Read more…]

Pedro Lomba afastado do «Diário Económico» depois de denunciar o Governo

Então é assim: no dia 12 de Novembro, Pedro Lomba escreveu no «Público» um texto que começava assim: «Acto I. Estamos a 3 de Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o "novo" conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.»

No dia 16 de Novembro, no próprio dia em que iria entregar o seu texto semanal ao «Diário Económico», foi dispensado sem qualquer explicação.

O «Díário Económico» pertence à OnGoing.

A OnGoing está a negociar a compra de parte do grupo do «amigo» Joaquim Oliveira.