A demagogia e o assédio laboral

Esta intervenção da deputada Isabel Moreira sobre o assédio no local de trabalho e sobre o projecto de lei de que é subscritora não é, certamente, uma brincadeira. Mas é perigosa propaganda. A Sra. deputada fala, entre outras coisas do mesmo calibre e eficácia, da criação de “e-mails” da IGF e da ACT para onde as vítimas podem escrever denunciando o assédio. A pergunta que fica é onde estará a Sra. deputada Isabel Moreira quando os patrões dessas vítimas descobrirem os autores da denúncia?

Estamos a brincar com coisas muito sérias, Sra. deputada.

Carta aberta a Pedro Passos Coelho*

Paulo Vieira da Silva

A Política sem risco é uma chatice, sem ética uma vergonha

Caro Presidente do PSD, Dr. Pedro Passos Coelho,

Começo por esclarecer que não sou candidato a candidato a Deputado à Assembleia da República. Tenho profissão, sou empresário, possuo uma licenciatura em Ciências Sociais, uma pós-graduação em Sociologia: Sociedade Portuguesa Contemporânea e um master em Marketing Digital. E sinto-me mais útil ao nosso País como administrador de empresas.

Nos últimos tempos, como militante do PSD há cerca de 25 anos e cidadão português, com 43 anos, pai de uma filha com 7 anos, tenho-me batido pela moralização da vida pública e politica portuguesa.

Por isso, não consigo entender nem perceber algumas das opções e escolhas que tem feito, nos últimos tempos, como Presidente do PSD. [Read more…]

Passos Coelho assume funções de Calimero

Calimero

Com a saída de cena de António José Seguro, Pedro Passos Coelho parece agora posicionar-se como herdeiro natural do capacete casca de ovo que até agora pertencia ao Calimero socialista. Pobre homem! Isto das tecnoformas e das ONG’s é tudo uma armadilha porque ele, coitado, afronta os interesses instalados e, ao que tudo indica, um mensageiro – possivelmente o próprio Vasco – terá informado o primeiro-ministro que o seu governo não iria durar muito. José Gomes Ferreira já nos tinha alertado para a possibilidade de Ricardo Salgado estar por trás das denuncias referentes aos “remedeios” e omissões de Passos Coelho. Marques Mendes, o homem que ajudou a fundar o CPC sem saber como funcionava, afirmou que o erro de Passos foi o timing das suas explicações ao país, já que a sua seriedade não lhe oferece dúvidas. Já Marco António Costa relembrou-nos estes dias que o primeiro-ministro é um referencial de ética e transparência, Penso que estarão reunidas todas as condições para que Passos Coelho seja a nossa nova vítima até às próximas Legislativas.

Ganhem vergonha

Plataforma de denúncia de empregadores sem vergonha.

O estripador de Lisboa e a Casa dos Segredos

Não sei se esta notícia terá algum fundo de verdade ou se não passa de especulação mediática feita para vender jornais. Por outro lado, não sou espectador de programas em que fecham uma dúzia de badamecos numa casa e ficamos a espreitar pelo buraco da fechadura a ver se têm relações sexuais entre si, se emagrecem ou não.

No entanto leio jornais e passo os olhos pelos títulos que falam desses exercícios de voyeurismo. Invariavelmente, ou quase, ressalta a estupidez, a falta de pudor, o desprezo pela privacidade, a baixeza de intenções e declarações. Uma coisa que me faz impressão é a disponibilidade desses concorrentes ( e suas famílias ) para a exposição da sua própria parvoíce, ignorância, vileza de sentimentos e falta de cultura, para não falar de outros valores que ultrapassem a vontade de brilho momentâneo, a necessidade de reconhecimento público por via da televisão apesar de, coitados, não haver nada para reconhecer.

Agora os jornais vêm dizer que a PJ terá descoberto o alegado estripador de Lisboa porque o filho queria participar num programa de televisão revelando – não à polícia, a um familiar, etc. – um segredo ao país que se pendura no buraco da fechadura: que o pai seria um assassino. Não é apenas estupidez e ânsia de protagonismo, não é apenas uma carinha laroca enfeitada de primitivismo e roupas de marca. É repulsivo, animalesco e não abona nada a favor da inteligência humana.

Vídeo: denúncia parlamentar

Podia ser a sério, mas não é. Podia ter sido em português, mas não foi.

Só por mera casualidade, obviamente.

Porque assuntos por cá não faltam, sejam escutas, faces ocultas, submarinos, empresas-fantasmas, contratos, contrapartidas, luvas, não importa o que se investiga.

Tudo entre o que é da Política e o que é da Justiça.