Frozen

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Só pode ser brincadeira. Então o OLAF, intervindo no âmbito de um pedido de apoio que lhe foi dirigido pelas autoridades portuguesas, declara taxativamente que houve fraude na gestão dos fundos europeus atribuídos, entre 2000 e 2013, aos projectos da Tecnoforma e o MP português arquiva, em Setembro de 2016, por falta de provas, o processo? Sem sequer fazer referência, no respectivo despacho, à investigação que correu naquele organismo da Comissão Europeia especializado no combate à fraude?

Mentir? 

Mentir ao país foi o que fez Passos Coelho com a sua história de incumprimento com a Segurança Social e o seu estatuto de deputado em regime de exclusividade. Alguém acredita que um político com capacidade para chegar a primeiro-ministro não soubesse que o pagamento à Segurança Social não era facultativo?

Para a história fica mais um caso polémico e nebuloso de incumprimento fiscal do primeiro-ministro, que se junta ao recente caso de alegada violação do estatuto de deputado em regime de exclusividade e fuga ao fisco. [Passos Coelho: entre a irresponsabilidade e o incumprimento]

Resumindo e concluindo, o que temos então? Desonestidade, violação do estatuto de deputado em regime de exclusividade, fuga ao fisco, 30 mil euros sacados ao Estado de forma ilícita, responsáveis políticos incompetentes e mentirosos, instituições que não funcionam, prescrições, boys e propaganda. Pelo meio ficaram declarações de IRS, requeridas por lei, referentes ao período 95-99 por entregar na AR, fundamentais para comprovar se Passos teria ou não recebido rendimentos incompatíveis com o regime de exclusividade que requereu. A impunidade é total. [Portugal Surreal – Passos, Tecnoforma e trafulhice]

Ide ler estes artigos do João Mendes e, sobretudo, este titulado “Tens a certeza que queres dar lições de honestidade ao Centeno, Passos?” para depois falamos de mentiras por parte de responsáveis políticos. 

O Observador e a Tecnoforma

Tecnoforma

Estou certo de que a exposição do artista Silvestre Pestana é de elevado valor, mas há outra Tecnoforma que está tristemente caída no esquecimento e que também requer a nossa atenção. Ainda que a arte, sem sombra de dúvida, mereça mais destaque do que formações inúteis e despesistas para aeroportos desactivados, com recurso a esquemas pouco transparentes. Cada um acautela o futuro como pode. Mas, quem sabe, talvez um dia o Observador decida regressar a este tema.

(risos)

Grandes temas caídos em esquecimento

ppcmac

Não, não vos vos falar dos Panama Papers. Esse, apesar de já pouco se falar sobre ele, ainda vai dando o ar da sua graça, entre misteriosos suspeitos e sacos azuis com políticos e jornalistas corruptos à mistura. Há suspense, intriga e tensão. Só não acontece nada mas também ninguém esperava que acontecesse. Ainda assim uma boa novela. [Read more…]

Passos e Relvas, uma história de amor

PPCMR

Não há maiores BFF’s na cena política portuguesa. A história de amor que une Pedro Passos Coelho e Miguel Relvas remonta aos tempos da JSD, com o segundo a suceder ao primeiro no cargo de secretário-geral, altura em que Passos assumiu a vice-presidência das camadas jovens do PSD. Desde então, nunca mais largaram as mãos.

Quando Relvas chegou a Secretário de Estado da Administração Local em 2002, já Passos Coelho espalhava charme nos corredores da Tecnoforma. Amigo do seu amigo, Miguel lá conseguiu que a esmagadora maioria dos fundos previstos pelo programa Foral fossem parar às acções de formação do Pedro, algumas das quais destinadas a funções que tão pouco existiam. [Read more…]

Miguel Relvas e o Banco Efisa: the plot thickens

Relvas

O PS apresentou um requerimento para chamar Miguel Relvas e a ex-secretária de Estado do Tesouro Isabel Castelo Branco ao Parlamento, de modo a obter esclarecimentos sobre o caso da venda do banco Efisa. Relvas será ouvido na qualidade de accionista da sociedade que adquiriu o banco ao passo que Isabel Castelo Branco será questionada sobre a recapitalização do banco com 90 milhões de euros que autorizou. Os socialistas ponderam, inclusive, a possibilidade de chamar também Pedro Passos Coelho.

A história do Banco Efisa cheira mal. Cheira mal pelo timing pré-eleitoral, cheira mal pelo preço a que foi vendido, uns módicos 38 milhões de euros, apesar da recapitalização, e cheira mal porque o historial de Relvas e Passos Coelho não inspira confiança. Terá sido esta a forma encontrada por Passos Coelho para agradecer os favores do passado? O Organismo Europeu de Luta Antifraude andava em cima deles. Será que os amigos de Bruxelas arquivaram a coisa?

Fotomontagem gentilmente cedida por Uma Página Numa Rede Social

Tecnoforma: a face (ainda) oculta de Pedro Passos Coelho

Tecnofraude

(Comeriam estes convivas uns bons robalos nos tempos das jantaradas da JSD?)

Quantos robalos se podem comprar com 5 mil euros por mês durante três anos? Não faço a mínima ideia, tudo dependerá das flutuações no preço desta commodity, algo que me ultrapassa, nunca percebi muito bem os meandros da especulação mercantil. O que eu sei, pelo menos a julgar pelo que a “imprensa” cor-de-rosa regurgitou há uns meses atrás, é que a família Passos Coelho aprecia um bom robalo (e deixa boas gorjetas). Eu também gosto muito de robalos. Armando Vara e Manuel Godinho são connaisseurs. Miguel Relvas será com toda a certeza doutorado em robalologia, bastará para isso que tenha passado, pelo menos uma vez na vida, a 100 metros de uma peixaria. [Read more…]