Para que serve um Conselho Geral?

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Pelos vistos, serve para reconduzir um Director escolar sem ter de recorrer a essa maçada chamada eleições. E para fazer inúmeras e intermináveis reuniões burocráticas que servirão para legitimar uma decisão que já foi tomada. E para fazer a avaliação do trabalho do Director, mas, claro está, só depois de terminado o seu processo de recondução (por favor não se riam).
E dar aulas, não?

Alguém explica o que se está a passar no Agrupamento de Pegões?

via Blog de Ar Lindo - arlindovsky.net

via Blog de Ar Lindo – arlindovsky.net


Que eu não posso. Desde Alfena, fiquei escaldado. Mas as denúncias sucedem-se nos blogues de professores. Isto é mesmo assim?

Sob o segredo da (in)decência

Entrou numa empresa como a PT directamente para Director sem qualquer experiência prévia. Entrou numa lista de 25 pessoas presente ao governo sem qualquer ajuda política. Foi escolhido para administrador sem aproveitar o conhecimento e amizade pessoal com o primeiro ministro . Tudo protegido pelo segredo de Justiça! Não respondo, não posso responder!

Como é que se entra para director para a maior empresa do país , directamente, aos 27/28 anos ele não explica, como aliás ninguem consegue explicar. Como se entra numa lista de vinte e cinco crâneos aos 32 anos sem ajuda amiga tambem passa ao lado. Como é Administrador da maior empresa do país aos 32 anos sem ajuda política, para a quota do Estado, note-se, ainda se percebe menos.

Mas neste país o inexplicável tornou-se banal, contam-nos histórias que fazem de nós mentecaptos, atrasados mentais, gente sem capacidade de análise e  gente burra que não sabe nada da vida de empresas, nenhum de nós tem experiência, nenhum de nós precisou de ter uma carreira, tudo nos caiu no colo.

Bem se percebe que o primeiro ministro nos queira vender esta versão, afinal foi o que aconteceu com ele, nunca teve um emprego digno desse nome, foi subindo nas Jotas e no aparelho do partido, chegou a ministro sem experiência profissional e de vida, é pois natural que ache normal ter uma vida assim.

Não é, e ninguem acredita numa só palavra das que estes rapazes foram debitar para a Assembleia da Republica. E a prova, é que são tão maus que se deixaram apanhar numa caricata operação de controlo de uma estação televisa, a mesma que tinha uma jornalista que atacava o chefe, o seu querido e admirado chefe!

É com esta gente que chegamos ao último lugar no que ao bem estar diz respeito e a um país profundamente injusto, temos dois milhões de pessoas abaixo do limite da pobreza e outros tantos a receberem o salário mínimo, tudo num país onde rapazes com 36 anos ganham 2.5 milhões de euros/ano!

Acredita quem quer!

Quando os pais mandam nas escolas

Que os Encarregados de Educação tenham uma palavra a dizer sobre o funcionamento geral de uma escola, ainda vá que não vá. Bem, uma palavrinha será mais adequado. Agora, que os Encarregados de Educação mandem nas escolas e se intrometam até nos critérios de avaliação definidos pelos professores já me parece demais. Aliás, durante este ano lectivo, tenho vivido situações verdadeiramente inacreditáveis na relação com aqueles que se julgam os donos das escolas.
Já sei que os professores são sempre os culpados de tudo. Não são os pais que educam os miúdos, são os professores. A este tipo de gente, Maria de Lurdes Rodrigues foi beber as teorias que aplicou durante a sua passagem pelo Ministério da Educação. E sei também que a figura do Director está mais sujeita às influências que vêm de fora da escola, a fragilidade do cargo que ocupa leva a esse tipo de permeabilidade.
O caso que vou descrever passa-se numa escola básica do Grande Porto. No Regulamento Interno da escola, está escrito com todas as letras que o professor não pode escrever no teste a entregar aos alunos a cotação do mesmo, mas apenas a nota qualitativa. Não concordo, mas é o que está lá. Em reunião de Conselho Geral, os Encarregados de Educação propõem que os professores sejam obrigados a colocar as cotações. Nem sequer que fica ao critério de cada professor. E como hoje em dia os pais é que mandam nas escolas, os professores, infringindo o Regulamento Interno, irão passar a colocar sempre a cotação dos testes.
Como é óbvio, é ilegal. O Conselho Geral de uma Escola não pode ir contra o seu Regulamento Interno, da mesma forma que um Conselho de Ministros não pode ir contra a Constituição. Por isso, eu, que desde sempre pus a cotação nos testes a entregar aos alunos, estou a pensar em deixar de o fazer. Quando for chamado à atenção, como fui na altura em que colocava a cotação, direi apenas que estou a cumprir o Regulamento Interno.

Professores – avaliar como ? por quem ?

Daqui

Pretendendo que o anterior texto tenha mostrado que a avaliação é muito mais que uma classificação, que é um instrumento poderoso de gestão para alavancar a “performance” global das organizações, gostaria de abordar uma forma de implementação nas escolas.

Não podemos esquecer os principios, sem os quais, a avaliação não trará resultados : a) objectivos claros b) negociados e aceites por todos c) mensuráveis, d)com consequências na carreira e no vencimento, sem os quais não se consegue a coesão de grupo, o esforço na mesma direcção, e o entendimento claro do que o todo espera da acção individual.

Estamos numa Região Escolar que tem um conjunto de escolas com problemas comuns e problemas específicos. O ME tem uma visão global nacional e determina com cada uma das Direcções Regionais o que espera de cada uma delas, atento o ambiente social e económico, o historial e as diferenças e complementaridades em cada escola de cada região. [Read more…]

Sem palavras

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