Quando os pais mandam nas escolas

Que os Encarregados de Educação tenham uma palavra a dizer sobre o funcionamento geral de uma escola, ainda vá que não vá. Bem, uma palavrinha será mais adequado. Agora, que os Encarregados de Educação mandem nas escolas e se intrometam até nos critérios de avaliação definidos pelos professores já me parece demais. Aliás, durante este ano lectivo, tenho vivido situações verdadeiramente inacreditáveis na relação com aqueles que se julgam os donos das escolas.
Já sei que os professores são sempre os culpados de tudo. Não são os pais que educam os miúdos, são os professores. A este tipo de gente, Maria de Lurdes Rodrigues foi beber as teorias que aplicou durante a sua passagem pelo Ministério da Educação. E sei também que a figura do Director está mais sujeita às influências que vêm de fora da escola, a fragilidade do cargo que ocupa leva a esse tipo de permeabilidade.
O caso que vou descrever passa-se numa escola básica do Grande Porto. No Regulamento Interno da escola, está escrito com todas as letras que o professor não pode escrever no teste a entregar aos alunos a cotação do mesmo, mas apenas a nota qualitativa. Não concordo, mas é o que está lá. Em reunião de Conselho Geral, os Encarregados de Educação propõem que os professores sejam obrigados a colocar as cotações. Nem sequer que fica ao critério de cada professor. E como hoje em dia os pais é que mandam nas escolas, os professores, infringindo o Regulamento Interno, irão passar a colocar sempre a cotação dos testes.
Como é óbvio, é ilegal. O Conselho Geral de uma Escola não pode ir contra o seu Regulamento Interno, da mesma forma que um Conselho de Ministros não pode ir contra a Constituição. Por isso, eu, que desde sempre pus a cotação nos testes a entregar aos alunos, estou a pensar em deixar de o fazer. Quando for chamado à atenção, como fui na altura em que colocava a cotação, direi apenas que estou a cumprir o Regulamento Interno.

Faltam 435 dias para o fim do Mundo

Eu já tinha ouvido falar de uma que queimou o soutien nos idos de setenta. Ao longo destes anos já me habituei a ver queimar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel com o devido esmero, nas inúmeras manifestações nos diferentes países do eixo do mal (e não, não estou a falar do programa da Sic Notícias). Agora, ver um enfermeiro a queimar a sua bata numa manif é uma estreia. Só não sei se ria ou se chore. É que o ridículo mata… Nos tempos da outra senhora que se divertia, qual pirómana, a queimar soutiens, o Povo gritava nas ruas: “Os ricos que paguem a crise”. Como diz essa grande referência intelectual portuguesa: “acho bem!”.

Agora, algo completamente diferente mas que me permite manter o rumo neste post, uma vez que se pode enquadrar entre a senhora pirómana e a referência intelectual e, sobretudo, tirar do sério os aventadores professores, mais que muitos, que por aqui circulam:

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.
Esta é a convicção de Paul Pastorek.

Pois é, com toda a cagança, segundo o i, o Braga continua a liderar. É com cagança e com toda a pujança. Não nego, está um título do caraças! Realmente o Braga continua com “ela toda”….olha, olha, o meu Word diz que “caraças” é “locução própria do nível de língua informal, pondere o emprego de uma expressão alternativa”! Olha-me este Word todo ele cheio de cagança, deve ser de Braga! Sem pujança ficou o Carvalhal. Ele há dias assim. Já o meu Porto, com a devida cagança própria dos maiores do Mundo (e somos, carago!) foi buscar Kléber, o Gladiador. Vai ser um massacre!!! Ele fez falta no túnel, tinha sido uma mortandade, tipo a que aconteceu junto de Paredes da Beira, no seu conhecido Vale dos Mil, onde os cristãos mataram mais de mil mouros numa só noite…

Assim se caminha rumo ao fim do Mundo. Bom fim-de-semana.