“É da família? Venho dizer adeus”, dizia-me uma senhora dos seus sessenta, de Guiness na mão, quase tão vazia como a minha. Mas não era. Aconteceu estar de roupa negra, em linha com a dos outros convidados do funeral. Mais tarde, John, filho do falecido, viria fazer-me a mesma questão e informando-me que o táxi chegara. “Ah!, não está para o funeral. É tão parecido com ele.” Esperei que ele não se referisse ao morto. O seu olho brilhante, aliado ao adocicado aroma de erva, tranquilizaram-me. “Veio gente de tantos países.” Realmente, o pub estava de tal forma animado que mais parecia estar a decorrer um baptizado. Mas o extremo da vida era o outro. “Posso oferecer-te uma pint?” Ora, já fazia parte do funeral, como poderia recusar?
Tirar o dinheiro do rabo

Não foi o Rabo Bank, de Dublin, foi outro igualmente sujo…
Por cá, também houve quem se risse com o BPN e quejandos. Porque eles – nós! – aguentam…
Aconteceu em Dublin
Pelo quarto ano, o grande Bono, vocalista dos emblemáticos U2, animou as ruas da «fair city» Dublin. Aqui, acompanhado por Lisa Hannigan e Glen Hansard. Quem também alinhou nesta cantoria solidária foi a fantástica Sinead O’Connor, juntamente com outros artistas. Todos ele fizeram da bela Grafton Street, símbolo do consumismo, uma rua solidária. Estes seres humanos admiráveis juntaram-se a fim de angariar fundos para instituições de ajuda a pessoas sem abrigo, no que já se tornou uma tradição da noite de Natal de Dublin.
Eu, hoje, sou do Braga, olé,olé
E, se tivesse comprado o bilhete há seis meses, como estes adeptos benfiquistas, também era do Braga desde pequenino.
Só espero que joguem de vermelho.
FC Porto – Braga: Dublin é hoje
Desde a minha Carta de Amor a Dublin, debrucei-me sobre alguns aspectos da vida em Dublin: os pubs, a cerveja, a música (nos pubs), a Guiness, o Temple Bar (e os seus pubs), o que se come, o que se bebe (nos pubs).
Falta uma referência ao que de mais importante Dublin tem: as pessoas. Não é que seja grande viajante pela Europa e pelo mundo, mas já conheço uma boa mão-cheia de países. E nunca, até hoje, vi pessoas tão simpáticas como as de Dublin. De uma simpatia, hospitalidade e disponibilidade ímpares.
São pessoas que fazem de Dublin a cidade que é. Uma cidade que não tem propriamente grandes monumentos (não terá um único), mas que tem um ambiente formidável e único.
E agora, que venha a bola.
A caminho de Dublin (faltam 5 dias)

A gastronomia não é propriamente um dos melhores cartões de visita da Irlanda e dos países que compõem a Grã-Bretanha. Jacques Chirac chegou a dizer uma vez, referindo-se à Inglaterra, que um país que não tem gastronomia não merece qualquer consideração.
Assim, não admira que a maior especialidade de Dublin seja o Fish and Chips, ou seja, Peixe com Batatas Fritas. Trata-se de um filete de peixe frito, envolvido num polme e vendido, juntamente com as batatas fritas, numa folha de jornal.
Em Dublin, o Leo Burdock é o restaurante mais famoso no que diz respeito ao Fish and Chips. Sem lugares sentados, é já um lugar mítico devido aos nomes famosos que passaram por lá: Kate Moss, Rod Stewart, Naomi Campbell, Bruce Springsteen, Tom Cruise, BB King, Edith Piaf e muitos mais. Enrole-se o peixe e coma-se no agradável largo da Christ Church, que fica mesmo ao lado.
Já que falamos de comida, aconselho o pequeno-almoço irlandês. Quase todos os hotéis permitem optar pelo continental, mas comer bacon com ovos, feijão e salsichas às 8 ou 9 da manhã é uma experiência a ter em conta.
Laurentino Dias é grande, mas não é grande coisa
Foi mais ou menos o que disse Pinto da Costa acerca do ainda Secretário de Estado do Desporto, que manifestoua sua preferência pela vitória do Braga na Final da Liga Europa.
Pinto da Costa atirou-se a Laurentino Dias e fez muito bem. Sendo governante, a função dele é ser imparcial e tratar de igual modo os dois clubes. Não interessa se é de Fafe ou de Vila Fresca de Troca-o-Passo, interessa que deve manter uma posição equidistante perante todos.
Claro que a Laurentino Dias, que só tem tamanho e mais nada, isso não interessa nada. Todos nos lembramos da forma como em 1988, era então Deputado do PS e Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, esteve por trás da despromoção do Famalicão
ao e da subida do Fafe à I Divisão..
A caminho de Dublin (faltam 8 dias)

A cerveja é uma marca fundamental da cidade de Dublin, ou não fosse a bebida mais consumida nos inúmeros pubs que existem em toda a cidade. Ali, a cerveja escorre directamente da fábrica da Guiness para as goelas dos dubliners e seus visitantes.
A Guiness foi fundada em Dublin em 1759 por Arthur Guiness. Desde essa altura, a sua composição é a mesma: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Produzida em 55 países, é consumida actualmente a um ritmo de 10 milhões de copos diários. O seu símbolo é a Harpa irlandesa.
Ir a Dublin e não beber uma Guinness é muito mais grave, mas muito mais, do que ir a Roma e não ver o Papa. Afinal, com uma Guinness à frente, quem é que no seu juizo perfeito quereria ver o Papa?
A caminho de Dublin (faltam 10 dias)
Um dos maiores símbolos de Dublin é Molly Malone, com diversas estátuas e painéis evocativos por toda a cidade.
Molly Malone foi uma peixeira do século XVII, com banca instalada no centro de Dublin. Era conhecida de toda a população pela sua jovialidade e pela alegria contagiante que demonstrava. Morreu muito jovem, com uma febre alta que não se conseguiu debelar, em 13 de Junho de 1699.
Apesar de a sua existência ser mais lendária do que verídica, a Câmara de Dublin não hesitou, durante as comemorações do primeiro Milénio da cidade, em 1988, em oficializar 13 de Junho como o «Molly Malone Day».
Quanto à canção,foi registada pela primeira vez em 1883 em Cambridge. Alguns autores associam a sua origem a uma antiga canção folclórica, outros autores fazem recuar as suas origens até 1790, ano em que aparece uma música com o verso «sweet Molly Malone». Das versões mais recentes, destaque para as que foram assinadas pelos míticos Dubliners e por Sinead O’Connor.
Letra completa:
In Dublin’s fair city,
Where the girls are so pretty,
I first set my eyes on sweet Molly Malone, [Read more…]











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