Ernâni Lopes (1942 – 2010) não volta a defender cortes de 20% nos salários da Função Pública

Ernâni Rodrigues Lopes nasceu em 1942. Doutorado em Economia. Professor universitário no ISCEF e na Universidade Católica. Exerceu vários cargos no Banco de Portugal. Entre 1975 e 1979, foi Embaixador de Portugal em Bona. Integrou o IX Governo Constitucional, o do chamado «Bloco Central», entre 1983 e 1985, como Ministro das Finanças e do Plano. Neste cargo, tomou medidas de contenção e de rigor muito duras, dada a crise económica que então se vivia no país. Foi nesse período de tempo que o FMI esteve em Portugal.
Mais recentemente, defendeu que os Funcionários Públicos deviam ter cortes de 20% nos seus salários. Teve de contentar-se com 5%.

Jardim nunca aceitará esta ajuda!

A Ordem dos Arquitectos e a Ordem dos Engenheiros pela escrita dos respectivos Bastonários, vêm dar uma série de conselhos técnicos a Alberto João no sentido deste não tornar a cometer as barbaridades de Urbanismo e Construção que cometeu no passado.

O drama da Madeira como já aqui escrevemos é uma oportunidade , como o Prof. Ernâni Lopes logo dois dias após, ensinou. O Turismo pode ser melhor, ter mais qualidade e mais-valias que atraem o turista que fica e consome.

Estes três técnicos credenciados colocam à disposição da Madeira e do seu povo conselhos que têm todo o sentido, até pelos resultados que, infelizmente, estão aí à vista de todos. Não se pode construir em leito de ribeira nem de cheia, não se pode construir em falésias que atraem o desastre, não se pode encher de betão uma ilha que se quer única para atrair turistas de qualidade e, sem medo da palavra, ricos!

Mas é certo e sabido que o Presidente da Região olha para esses conselhos como alguem que lhe quer tirar o poder de fazer sem olhar às consequências, são cubanos cheios de prosápia, mandem lá no “contenente” que na Madeira mandam os madeirenses, leia-se o Alberto João e os amigos! Quando saiu da toca, passada que estava a intempérie, aí estava ele para as televisões ouvir ” tudo túneis que foi o que se aguentou, não vou em conversas…”

Pois, o grande mal é não saber em que conversas deve ir…

Ernâni Lopes – oportunidade na Madeira

Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, diz que a tragédia da Madeira é uma oportunidade para salvar a ilha e para mudar o modelo de desenvolvimento.

É agora possível, já que tem que se investir milhões para recuperar a Madeira, proceder à correcção dos erros cometidos, e relançar a principal actividade económica da região, o Turismo, em outros moldes, abandonando a política de betão e tirar maior partido da beleza natural da ilha.

Manda o bom senso que os túneis, pontes, autoestradas, edifícios, hotéis deixem de  ocupar todo o bocadinho de terra que resta e se passe a exigir um turismo de qualidade, incompatível com a concentração do betão e da demografia predadora.

Já agora vale a pena falar na ilha de Porto Santo, santuário recentemente descoberto pelos “artistas” do betão, as construções já andam muito perto da areia da praia e da água, tudo gigante, a invasão já deu os primeiros passos.

Adeus ilha de Porto Santo

Como tu não há igual

és a praia mais bonita

do reino de Portugal

cantava o MAX com o lenço na cabeça, ainda o vi já velhinho, nas festas das empresas a desafinar que era uma aflição. Pobre MAX se soubesses o que fizeram à terra que tanto amaste e que tanto cantaste!

Década perdida

Desde 1996, ano em Guterres formou governo, que o país não deixa de empobrecer.

 

Ernâni Lopes, ministro das finanças de Mário Soares, afirma que "Esta década revelou-se um registo sem garra, sem ideias, sem verdade, sem força, sem lucidez, sem densidade política"

 

"Portugal terá grandes dificuldades para sair da crise, é na sociedade que se vão arrastar por mais tempo os efeitos da crise. Portugal está a viver um cenário de definhamento. Este é o principal problema da economia nacional "

 

" Um permanente esforço exibicionista sem conteúdo e uma expressão sem nobreza."

 

Campos e Cunha tambem ele ex-ministro de um governo do PS: "Espero que a legislatura não seja cumprida". A economia vai enfrentar um período dificil relativamente prolongado, e o governo vai estar sempre em pré-campanha."

 

Para sair da crise, é preciso acabar com todas as medidas que não têm efeitos dinamizadores na economia, como os grandes projectos políticos, que apenas têm contribuições negativas para o crescimento e condicionam o financiamento do Estado.A condição para se manterm os apoios sociais, é não levar por diante o TGV, novas autoestradas e com o novo aeroporto, embora este possa ser construído por módulos.

 

A deflação espreita, o que é um problema complexo de que se sabe pouco. A política orçamental deveria dar uma ajuda para evitar este potencial perigo, mas não há folga.

 

O que terá levado gente tão mal preparada para o governo?