Dizes estas merdas para nos sacar guita, Gustavo?

Juro-vos, pela minha saúde, que não queria emprestar o meu pequeno palco a uma figura tão sinistra como Gustavo Santos.

Um tipo tão cheio de si que se apresenta como uma espécie de enviado de Deus.

E, para grande espanto meu, há quem acredite.

Mas desta vez não pude deixar passar.

Porque isto mexe-me nas entranhas.

E porque sei, minimamente, do que falo.

Faz este mês 10 anos que me juntei à Acreditar.

Sou voluntário no internamento oncológico da ala pediátrica do São João.

Lidei com dezenas, talvez centenas de crianças com cancro.

Crianças, recém-nascidos, bebés e pré-adolescentes.

E com mães e pais desesperados, sem saber o que fazer.

Ora, segundo a pseudociência de treta de Gustavo Santos, o cancro resulta de estados emocionais como raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor.

E eu gostava de perguntar a esse oportunista, que faz vida da exploração dos medos das pessoas mais frágeis, que raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor tem um recém-nascido com um tumor cerebral, como já vi alguns.

Aliás, gostava de o ver dizer isso na cara dos pais dessas crianças. E ficar a ver o resultado da audácia canalha e sem vergonha.

É interessante, para qualquer pessoa que conhece as narrativas alucinadas desta pessoa, notar igualmente a incongruência. Se raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor fossem razão para ter um cancro, Gustavo Santos já teria uns 20.

É revoltante.

Imaginem a mãe ou o pai de uma criança que luta contra um cancro e ter que ler uma monstruosidade como a que Gustavo Santos proferiu.

É difícil descer mais baixo que isto.

Portugal precisa de acordar, de facto, e recusar a demagogia populista deste oportunista sem escrúpulos.

Nem uma criança com cancro respeita.

E isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre ele.

Repugnante.

Absolutamente repugnante.

Nova Ordem Maquinal

Bill Gates says these are his superpowers

Gustavo Santos, o Cristiano Ronaldo da chalupice nacional, foi ao podcast de um indivíduo que fala com uma máquina que desmascara o sistema, ou seja, propaga teorias absurdas sobre vacinas, novas ordens mundiais e restantes talking points do manual de instruções da extrema-direita.
Fun fact: durante a conversa, que não ouvi na íntegra, a bem da minha sanidade mental – mas da qual ouvi partes no Extremamente Desagradável de hoje e da passada Sexta, que vos aconselho vivamente – fiquei a saber que a tal máquina é, afinal, o ChatGPT. O ChatGPT da empresa OpenAI, que tem como principal acionista a Microsoft de Bill Gates, que segundo pessoas como Gustavo Santos e outros utilizadores de chapéus de alumínio é o anti-Cristo que nos quer todos escravos.
Como é que tanta gente come esta narrativa absolutamente alucinada é algo que nunca vou perceber. Se alguém me conseguir explicar, agradeço.

O roast de RAP & Joana Marques a Gustavo Santos (e Miguel Milhão)

Chega a dar pena. O nível de alucinação é cinematográfico.

Quem é Gustavo Santos?

É um intelectual pimba com tal notoriedade que já foi várias vezes tema de alguns programas do Canal Q, que, como se sabe, está sobretudo orientado para a comédia.

A Ana Markl, a Joana Marques e o Daniel Leitão analisam o exemplar a seguir ao corte. Os vídeos são divertidos, porque o Gustavo é um triste. No fundo, é um monte de merda, o que explica por que razão só diz merda: que ninguém o acuse de inconsistência. [Read more…]

Os assassinos do Charlie Hebdo têm um cúmplice em Portugal

merdaChama-se Gustavo Santos, foi ao dicionário, encontrou a palavra egoíco, e depois escarrou sobre as vítimas:

Opinar sim, questionar também, agora gozar sistematicamente com convicções alheias é que me parece despropositado. Além disso, sempre que desrespeitamos alguém desta forma, estamos a trazer uma potencial ameaça para a nossa vida! (fim de vomitação)

Diz-se apresentador, escritor e conferencista (mais três nobres profissões insultadas). Chama-se Gustavo Santos, se tivesse vivido na geração do seu avô chamava-se Dutra Faria, Rosa Casaco ou Casimiro Monteiro.

Nunca entenderá que ainda assim sempre respiro de alívio porque ele existe, porque ele pode vomitar, escarrar e cuspir em liberdade, mas também lhe podemos despejar livremente um balde de merda pela cabeça abaixo, porque merda sobre merda fica apenas merda, e a isso se resume a existência de um pobre e mísero Gustavo Santos, em busca da fama que o editor para a Europa do Financial Times já tinha obtido.