Sejam bem-vindos ao esgoto virtual da direita radical, onde laranjas e nazis chafurdam lado a lado

A peça é do DN mas teve ecos um pouco por toda a imprensa nacional. Resumidamente, a reportagem revela que várias páginas de Facebook, alinhadas à direita e amplamente conhecidas pelas fake news que publicam, pela deturpação de informação e pelo ataque cerrado e constante a tudo o que mexe à esquerda da ala mais à direita do PSD são propriedade de uma só pessoa: João Pedro Rosas Fernandes, aparentemente o primeiro empresário português do sector das fake news. Isto, claro, se exceptuarmos a esmagadora maioria dos partidos políticos e as agências de comunicação que produzem mentiras e outros tipos de esterco por encomenda. [Read more…]

Informação, desinformação e contra-informação

No limite, o conceito de Informação pertence ao repertório militar e nesse universo teve origem. Coisa diferente talvez seja o Conhecimento e mais diferente ainda a Sabedoria.

[Read more…]

Quem for funcionário público ponha o dedo no ar!

No final do ano lectivo passado, António Costa declarou que as reivindicações dos professores custariam 600 milhões de euros aos cofres do Estado. Passado algum tempo, os sindicatos dos professores e o Ministério da Educação concordaram em criar uma comissão para se apurar exactamente quanto custariam as reivindicações dos professores. A verdade é António Costa e o Ministério da Educação sabem e não querem pagar ou não sabem e não querem pagar. Na verdade, não querem saber. Do colaboracionismo dos sindicatos e da maioria dos professores poderemos falar para a semana, quando o folclore da luta for retomado.

A propósito de (des)informações, comparem-se os títulos das notícias com direito a ligação, que não queremos que vos falte nada:

Percentagem de funcionários públicos em Portugal é das menores da EU (Julho de 2018)

Existem 675.320 funcionários públicos em Portugal. Número aumentou no 2.º trimestre (Agosto de 2018)

Quantos funcionários públicos há? Finanças não sabem, nem quanto ganham (Setembro de 2018)

Sabemos, não sabemos, temos a mais, temos a menos, não fazem nenhum, são fundamentais. Estou um pouco confuso!

A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

Hoje dá na net: O Poder dos Pesadelos

O Poder dos Pesadelos – a ascensão da política do medo, excelente mini-série da BBC onde se retrata o percurso de dois movimentos que têm muitas similaridades: os neo-conservadores nos Estados Unidos e os fundamentalistas islâmicos. Este é um documentário essencial para compreender a política internacional da primeira década do século que está prestes a terminar. Página IMDB. Depois do corte pode encontrar os links para os três episódios, legendados em português.

[Read more…]

Informação? Não queriam mais nada…

O pior governo de que há memória na democracia portuguesa, dirigido pelo primeiro-ministro mais irresponsável e manipulador de sempre, não podia ir-se embora sem causar mais prejuízos ao país do que aqueles que, por inépcia, arrogância e falta de sentido de realidade, havia já causado, justificando a presença da troika em Portugal .

O apagamento de informação dos computadores dos ministérios das Finanças e da Economia é, no mínimo, pura má-fé e presta-se a todo o tipo de especulações. O que haveria, afinal, de tão importante cujas pistas tivessem de ser apagadas? O que se pretendeu ocultar?

Isto, claro, para além do óbvio: mais um prejuízo gratuito, mais gasto público, mais trabalho desbaratado, menos eficácia e transparência. Iguaizinhos a si próprios até ao fim.

A pobreza

(adão cruz)

A pobreza transformou-se agora em bandeira eleitoral de todos aqueles que por ela são e sempre foram responsáveis. Descarada hipocrisia.

Em nome da competitividade e da convergência cometem-se as maiores barbaridades. Em nome da competitividade e da convergência, a indiscutibilidade das decisões, a globalização, a modernidade, a flexibilização e a privatização são as palavras inquestionáveis das estratégias de dominação por parte daqueles que sabem quem tudo ganha à custa de quem tudo perde. [Read more…]

A gripe A, a freira, a ministra que nunca o foi, e a teoria da conspiração gripal em geral

João Vasconcelos Costa continua a oferecer-nos um inestimável serviço público no que toca à Gripe A:

 

Tenho muito que fazer e vou deixando para trás coisas até importantes, como, nesta situação de gripe, desmontar a incrível campanha de desinformação que por aí anda. Uma das peças a que se tem dado mais credibilidade é a entrevista com a freira Teresa Forcades (TF), depois da fácil denúncia de fraude de um tal "Dr" Horowitz, da óbvia paranoia da jornalista Jane Bürgermeister que invoca uma pretensa qualidade de jornalista da Nature, do caso triste de sequelas mentais de um acidente sofrido por uma "ministra da saúde" finlandesa que nunca o foi e que sabe de gripe o que lhe dizem os seus contactos extra-terrestres.

A freira é mais perigosa. Invocando um doutoramento em saúde pública, falando calmamente num cenário religioso, descrevendo casos aparentemente convincentes, elaborando um longo discurso articulado, pode parecer credível.

 

Leia o resto da desmontagem de mais uma vigarice que circula pela net, como um vírus.

%d bloggers like this: