Por muito menos se desenharam grandes teorias da conspiração

Foto: Hélio Madeiras@Diário de Notícias

No passado Domingo, e agradeço que alguma alma caridosa me corrija se estiver a proferir alguma alarvidade, Portugal bateu o recorde do Guiness de ignições num único dia, com 523 incêndios a deflagrar um pouco por todo o país.

O número é impressionante, o resultado devastador, e as mortes que daí resultaram aprofundaram ainda mais o revoltante luto em que vivemos mergulhados desde o início deste Verão, que não parece ter fim. Amanhã, prevê-se nova subida nos termómetros nacionais e o risco volta a ser elevadíssimo. [Read more…]

O Tempo das hienas

Há uns anos, apareceu na Europa um movimento – chamemos-lhe assim – com o nome de Zeitgeist, uma palavra da língua alemã que pode ser traduzida por Espírito do Tempo. O principal instrumento de comunicação deste movimento foi um documentário, um filme, com o mesmo nome, produzido por Peter Joseph, que abordava, na mesma linha argumentativa, temas como a História do Cristianismo, os ataques de 11 de Setembro, a Federal Reserve, a Guerra e aquilo que ficou conhecido por NWO, a sigla inglesa da Nova Ordem Mundial.

O filme teve um impacto muito significativo em certos meios internacionais e ajudou, de algum modo, a estabelecer e promover uma leitura da História que não era comum encontrar-se nos ambientes ortodoxos do mainstream que, normalmente, veiculam uma narrativa histórica estabelecida de acordo com padrões ideológicos pré-definidos, que servem de cimento psico-político e psico-social à mais poderosa estrutura de poder instalada no mundo, que é, de facto, uma Religião que dá pelo nome de Protestantismo, e cujo Deus, o seu instrumento mágico, espiritual e operativo fundamental, é o Dinheiro.

A verdade é que, sob a aparência de uma sociedade laica, totalmente dessacralizada, com Instituições “profanas” depositárias do Poder terreno e corporizadas num Estado que se afirma separado das Igrejas e dos cultos confessionais, aquilo a que realmente assistimos é uma exímia e poderosíssima expansão global do poder Protestante, que soube, como nenhuma outra religião, adoptar as transfigurações simbólicas e mitológicas adequadas no sentido de conferir aparência secular e profana a estruturas que, na verdade, assentam em rituais, símbolos e arquétipos religiosos, alguns dos quais mágicos, cuja origem se estabeleceu in illo tempore.

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As Gueixas de Sócrates e o seu Mulo Híbrido

gueixas de SócratesNão posso dar descanso ao tema que a tantos irrita eu aborde, não só porque tenho alívio e consolo nele, mas sobretudo porque as gueixas de Sócrates não dão descanso ao assunto. Dizem as gueixas de Sócrates que há uma reacção da Direita Portuguesa à figura patranhesca e piranhesca de José Sócrates. É falso. Há uma reacção transversal e vertical de rejeição a Sócrates. A Esquerda Portuguesa, prefigurada pela Igreja PCP, odeia Sócrates pelas políticas de Direita, pelo rapadorismo infrene dessa governação, por ter, em suma, criado todas as condições para o Pacto de Agressão, hostilizando os comunistas gratuitamente; o BE, esvaziado de bandeiras pelo hibridismo oportunista e rançoso dos gays e abortistas socratistas, odeia Sócrates por ter sido humilhado bastas vezes na caricatura em que, com Sócrates, consistiam os debates pesporrentes na Assembleia da República. Sócrates gritava mais alto. Sócrates era o mais histérico. Vencia debates após debates à conta do campeonato de decibéis. Louçã era atirado ao pó e à humilhação. Em resumo: as gueixas de Sócrates deveriam saber que todo o espectro político nacional com dois palmos de testa e um mínimo de honestidade intelectual e política abomina Sócrates por causa de Sócrates, para quem todos os fins justificavam os meios. [Read more…]

Serás considerada culpada até provares o contrário

Paula Montez, uma activista pela não-violência, foi constituída arguida num processo pouco justo e totalmente opaco, a que pode não estar alheio o seu activismo. Pede a ajuda de todos os que estiveram no 14n em S. Bento.

Teoria da conspiração ou burrice

E se as contas públicas estivessem tão más, mas tão más que a queda do governo seria melhor do que continuarem a se enterrar? A alternativa da burrice é ainda mais assustadora do que uma actuação maquiavélica.

Cavaco quer extinguir o cargo de Presidente da Republica

Marcado certamente pela relação difícil que teve com as “forças de bloqueio” do tempo da presidência de Soares, Cavaco continua paulatinamente o seu percurso para extinguir o cargo de Presidente da Republica.

Esta é a única explicação possível para uma frase tão fantástica quanto imoral num país onde a pensão média é cerca de 400€… ou de dizendo de outra forma, onde um reformado médio nem em dois anos recebe aquilo que o presidente recebe num mês.

E não me venham com histórias de que isto foi uma frase infeliz… afinal estamos a falar de um político que foi primeiro ministro durante 10 anos, faz hoje 6 que é presidente e foi ainda ministro das finanças durante algum tempo.

Esta foi simplesmente mais uma jogada do tipo do veto dos Açores, ou das criticas ao orçamento que têm como único objectivo demonstrar a inutilidade deste cargo que todos os anos custa uns troquitos a todos nós.

A gripe A, a freira, a ministra que nunca o foi, e a teoria da conspiração gripal em geral

João Vasconcelos Costa continua a oferecer-nos um inestimável serviço público no que toca à Gripe A:

 

Tenho muito que fazer e vou deixando para trás coisas até importantes, como, nesta situação de gripe, desmontar a incrível campanha de desinformação que por aí anda. Uma das peças a que se tem dado mais credibilidade é a entrevista com a freira Teresa Forcades (TF), depois da fácil denúncia de fraude de um tal "Dr" Horowitz, da óbvia paranoia da jornalista Jane Bürgermeister que invoca uma pretensa qualidade de jornalista da Nature, do caso triste de sequelas mentais de um acidente sofrido por uma "ministra da saúde" finlandesa que nunca o foi e que sabe de gripe o que lhe dizem os seus contactos extra-terrestres.

A freira é mais perigosa. Invocando um doutoramento em saúde pública, falando calmamente num cenário religioso, descrevendo casos aparentemente convincentes, elaborando um longo discurso articulado, pode parecer credível.

 

Leia o resto da desmontagem de mais uma vigarice que circula pela net, como um vírus.