Eu, refugiada

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Max Ernst, Les apatrides (1940)

A senhora da secretaria da escola anunciou cruel:
Sem um documento de identificação válido não poderá fazer o exame.
Tínhamos tido uma trabalheira para arranjar aquele documento, que a senhora da secretaria, que jamais tinha visto algo assim na vida, se recusava agora a aceitar.
Este documento não serve, disse ela firme.
Não tenho outro, ripostei segura dos meus direitos.
Diga à mãezinha que venha à escola, disse a senhora da secretaria.
Este documento não serve, repetiu ela. O que a menina precisa de trazer é um bilhete de identidade de cidadão nacional. A menina é uma cidadã nacional, não é?
Eu não sabia se era uma cidadã nacional. Se ser um cidadão nacional era ter um documento onde isso estava escrito, então eu não era um desses cidadãos. E no entanto, no meu coração, ainda tão jovem, eu era alguém que trazia já o país todo dentro de si, [Read more…]

A epistemologia da infância: ensaio de Antropologia da Educação

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O falecimento de Celso Costa, em 18 de Outubro deste ano, fez-me lembrar das nossas conversas e dos trabalhos partilhados com a sua mulher, Maria Luiza Cortesão, desde 1984, em Alfândega da fé. Este original ensaio, é dedicado a ela dedicado a ela, Luiza. Entre os Zuzarte Cortesão, se escreve de forma tradicional.

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apDC – Direito ao nome e à identidade

A apDC – associação portuguesa de Direito do Consumo – é uma sociedade cientifica de intervenção que se vota à:

– formação e educação para o consumo

– informação para o consumo

– e a estudos técnico-científicos susceptíveis de reforçar o estatuto do consumidor mediante sugestões e propostas de alterações legislativas.

Como sociedade científica produz documentos com que intervém no mercado de consumo, denunciando situações que merecem o mais vivo repúdio dos consumidores.

Conquanto sistematicamente confundida, a apDC distingue-se da DECO-Proteste.

Em quê? [Read more…]

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