Ironias

Um milanês interpreta “Arde Tróia” na Praça do Rei em Barcelona. Tantas ironias.

(Para quem não conhece Vinicio Capossela aqui ficam dois outros registos, completamente diferentes, de um autor com mil registos)

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Discurso de Mourinho aos jogadores do Inter

O último treino do Inter em Milão foi mais ou menos assim:

-Quem quiser ir a Barcelona está proibido de jogar à bola. – disse José Mourinho.

-Desculpe lá, Mister, não estou a perceber.

-Para jogar à bola está lá o Barcelona. Nós vamos para ganhar a eliminatória.

-Ganhar sem jogar? Mas assim perdemos.

– Por isso é que o Special sou eu. Se queremos ganhar não podemos jogar.

-Então o que é que fazemos?

-Deixamos o Barcelona jogar, dar três ou quatro toques, e tiramos-lhes a bola.

-É aí que contra-atacamos.

-Não, entregamos a bola aos tipos.

-E depois?

-Depois deixamo-los dar três ou quatro toques e tiramos-lhes a bola.

-E não atacamos?

-Isso é jogar e nós vamos para não jogar.

-E se correr mal?

-Eu é sou o Special One, se corresse mal eu era só o Normal One. Perto do fim do jogo até podemos deixar os gajos marcarem um golo para dar um frisson à coisa e torná-la mais especial.

-E correr, podemos?

-Quanto menos melhor, eles que corram, nós não somos uma equipa de atletismo. Perceberam?

-Mais ou menos.

-E tu, Quaresma, percebeste?

-Percebi, Mister, a gente chega lá e parte aquela merda toda, nem os deixamos tocar na bola, mostramos aos gajos que quem sabe jogar somos nós.

-Bem me parecia que ias ver o jogo da bancada para aprenderes a não jogar demais. E tu, Balotelli, percebeste?

-Claro, Mister, se for preciso andar à porrada eu parto aquela merda toda e mando os adeptos dar uma volta.

-Bom, tu vens connosco e ficas no banco, pode ser que venhas a ser preciso. Mais alguém quer jogar à bola? Não? Então bora lá ganhar a eliminatória.

Inter, Barcelona: Messi? Milito, Mourinho!

-Vamos ver se o Barça é a melhor equipa do mundo – disse Mourinho antes da partida.

Hoje, em Milão, não foi. E Messi? Messi, contra o Inter, também não foi o melhor jogador do mundo, não foi quase jogador sequer, jogou o que o deixaram, ou seja, pouco mais que nada. Não teve espaço, nem arrancadas, nem dribles, nem iniciativas.

O Inter entregou a posse de bola ao Barcelona, mas não o deixou jogar. Posse consentida, mas só até certo ponto do terreno, depois “toma lá a bola outra vez e volta a fazer tudo de novo”, enquanto o Inter lançava contra ataques ( ataques rápidos é mais exacto ) venenosos. O Milão foi sempre mais perigoso e objectivo, nunca perdeu a noção posicional e anulou sempre o Barcelona onde mais lhe conveio, apesar de ter sido o Barça a inaugurar o marcador na única oportunidade clara da primeira parte.

No confronto de treinadores, ganhou Mourinho e por muitos. No campo ganhou o Inter, por 3-1.

Benquerença mostrou muitos cartões, como gosta e foi polémico. Como é habitual.

0-1
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O que se diz por aí

A detenção de dois presumíveis membros da ETA em Portugal, levanta sérias preocupações de segurança, tanto mais em plena presidência espanhola da UE. Há que garantir a máxima colaboração e partilha de informação entre forças de segurança portuguesas e espanholas. A ver vamos ver o que diz o Ministro Rui Pereira.
Mas para os espíritos não aquecerem muito, eis que temos neve no Porto e um pouco por todo o país, com o clássico encerramento dos acessos à Serra da Estrela. A neve já terá chegado a Portalegre e Évora. Vai ser já grande motivo de reportagens com carros a patinar e autoridades a apelar à calma, para mostramos aos norte-americanos, canadianos e afins que também temos cá disto. Julgam que isto é só sol e praia, não?
E isto do frio não é só por cá, o que pode ser bom negócio: que o diga o capote alentejano, cada vez mais apreciado na Europa.
E por falar em frio, Mourinho esteve ao rubro ao ver o seu Inter a conseguir ganhar ao último classificado, o Siena, apenas nos últimos minutos do jogo. A continuar assim, um dia prescinde do seu sobretudo.
Já no Reino Unido, um estudo revela que a faixa etária dos 16 aos 25 representa uma “Geração perdida” por falta de opções de trabalho e de carreira. Por cá a realidade não será muito diferente: reformas cada vez mais tarde, ensino desarticulado das necessidades do mercado de trabalho, ensino de mérito e qualidade duvidosos, e endividamentos familiares tantas vezes sem sentido, não são bons auspícios para o caso português. Ainda para mais quando se sabe agora que até as contas bancárias da Justiça em Portugal são duvidosas. Com exemplos destes estamos à espera de quê?
Por fim, uma boa notícia, vinda da Ministra Dulce Pássaro, que prometeu resolver a questão das suiniculturas durante esta legislatura. É uma boa notícia, se se concretizar a intenção, obviamente, pois que as suiniculturas continuam a ser uns dos mais graves focus de poluição do país. É caso para dizer que é mais que tempo de se resolver esta porcaria.