O acto patriótico

Evocando um alegado consenso jurídico atingido sobre o assunto, consenso esse que, na verdade, apenas existe entre os promotores desta iniciativa legislativa e aqueles que preconizam o modelo de sociedade que ela busca instituir, o senhor Presidente da República promulgou, em pleno mês de Agosto e no intervalo de duas braçadas no Guincho, uma lei que permite aos Serviços de Informações do Estado violar as comunicações entre cidadãos, acedendo aos chamados metadados dos conteúdos que transitam entre eles.

Um dia depois da promulgação desta lei, cuja constitucionalidade foi ampla e reiteradamente contestada, deu a comunicação social nota de que o Ministério da Administração Interna terá autorizado a recolha de som pelos sistemas de vídeo-vigilância já espalhados pelo país, pelas ruas das nossas cidades, nos edifícios públicos e nos privados.

[Read more…]

Mobbing: a forma moderna de Tortura

Nuno Gomes Oliveira*

Longe vai o tempo da escravatura, do feudalismo ou da inquisição, quando a tortura era genericamente aceite como método de obter confissões ou punir delitos ou simples suspeitas.
É certo que a Inquisição persistiu até 1904 e que de 1540 a 1794 os tribunais portugueses mandaram queimar vivas 1.175 pessoas e impuseram castigos a 29.590.
Em Portugal o último condenado à morte pela Inquisição foi o padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida, Missionário no Brasil e pregador em Lisboa, que foi queimado no Rossio de Lisboa no dia 21 de Setembro de 1761 (80 anos antes da abolição definitiva, em 31/03/1821, há menos de 200 anos.)
A Revolução Francesa (1789-1799) trouxe significativos avanços no tratamento da questão, impondo às autoridades o respeito pela integridade física dos detidos e proibindo a tortura.

[Read more…]

As pessoas que se enfurecem com a verdade são aquelas que vivem na mentira

As-únicas-pessoas-que-se-enfurecem-ao-ouvir-a-verdade-são-aquelas-que-vivem-a-mentira
Hoje ao final da tarde estava sossegado no meu escritório a terminar um relatório para regressar a casa quando recebo um telefonema.

Atendi normalmente o telefone. A conversa começou normalmente. Tranquilamente ainda tentei manter a conversa num tom normal mas rápidamente passei a ser insultado aos gritos, seguido de um chorrilho de ameaças e mentiras.

Disse-me tudo o que lhe veio à cabeça e acto continuo desligou o telefone.

Uma atitude de um cobarde que me pareceu ser de alguém que estava de cabeça completamente perdida.

O objectivo será intimidar-me? Está enganado. O que poderá levar uma pessoa a ter este tipo de atitude? Parece-me que apenas o desespero.

[Read more…]

Ao cuidado de Paulo Padrão, director de comunicação do Banco Espírito Santo

Apanha-se mais depressa um banqueiro Espírito Santo que um apenas mentiroso. Ontem soltou-se o João de Deus que há em mim. Abra-se de par em par a porta sagrada. A fantochada acabou-se. Se deus nos der vida e saúde, vais ter trabalho, muito trabalho: [Read more…]