João Félix: Insultos injustificados e imbecis

Por um país asseado

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António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, esteve ontem a presidir à inauguração da nova sede do PS Gaia. Segundo relata o jornal Expresso, o primeiro-ministro centrou a sua intervenção na análise de alguns acontecimentos que têm vindo a dominar a agenda mediática nacional e no modo como certos agentes políticos actuam no exercício das suas funções e intervêm no espaço público e mediático, através do uso da palavra, do debate de ideias e da confrontação democrática de propostas políticas alternativas.

António Costa acusou a oposição ao governo de andar muito irritada com aquilo que ele classifica como sucesso do país, e de recorrer a “um exercício artificial de guincharia e insultos” para atacar o executivo e a maioria parlamentar que o apoia.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal tem, obviamente, toda a razão. O espaço público democrático não existe sem o debate aberto e a confrontação plural de ideias, mas a própria democracia, a República e a dignidade das instituições que a constituem, não podem tolerar a virulência, tantas vezes delinquente, de verdadeiros caceteiros de rua que, frequentemente atolados na vigarice mas mascarados de gente séria, utilizam o insulto repugnante, o ataque pessoal infame e a mentira cobarde, para confrontar adversários políticos, internos ou externos, ou para simplesmente enganar o eleitorado mais desatento.

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Da falência moral do PSD passista

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Quando em Novembro o secretário de Estado Mourinho Félix acusou o deputado do PSD Leitão Amaro de “profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária“, a bancada laranja incendiou-se em indignação e o caos instalou-se no Parlamento. Na altura como agora, continuo com algumas reservas sobre a violência de, no calor do debate, acusar um deputado de “disfuncionalidade cognitiva temporária”. Perante outros casos que vimos no passado, e podem encontrar aqui três bons exemplos, parece-me algo muito light.

Mas vamos assumir, com toda a legitimidade que lhes assiste, que o nível de virgemofendidez do PSD estava, naquele dia, muito elevado. Podemos ser condescendentes e aceitar que o deputado Leitão Amaro se sinta ofendido? Podemos sim senhor. Apesar de tudo, esperamos sempre um pouco mais de elevação dos representantes máximos dos portugueses. Assim, e pela mesma ordem de ideias, ver Maria Luís Albuquerque acusar António Costa de “ignorância e iliteracia, no mesmo dia, poderá também ser considerado um insulto. Pieguices. [Read more…]

Pieguices, parvoíces e outras disfuncionalidades

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Perdida no seu próprio vazio, a bancada parlamentar do PSD aproveitou ontem uma intervenção polémica do secretário de Estado do Tesouro, para explodir em indignação e se fazer notar. Segundo Mourinho Félix, que reagia a uma intervenção na qual António Leitão Amaro afirmou que o actual presidente da CGD teve acesso a informação privilegiada do banco antes de assumir funções, o deputado do PSD “tem um profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária“.

A indignação, a meu ver, insere-se na categoria das indignações parvas, porque assume que Leitão Amaro tem, efectivamente, uma disfuncionalidade cognitiva, ainda que temporária. A menos que ser acusado de ter “um profundo desconhecimento do RGIC” possa ser encarado como um insulto, o que me parece excessivo e, uma vez mais, parvo.  [Read more…]

Do parlamentar insulto

O grupo parlamentar do PSD ficou numa exaltada indignação, que provocou a interrupção dos trabalhos parlamentares. Eles não perceberam bem o que disse o secretário de estado que discursava, mas intuíram que, naquela elegante disjunção, estava contido um insulto. Não tinham a certeza. É que o grupo parlamentar laranja, na AR e Madeira – então ali…- quando insulta, insulta a valer e toda a gente percebe. “Puta que o pariu”, “burro”, “anormal”, “filho da puta”, “dou-te um tiro nos cornos”, são mimos que, da parte dos grupos parlamentares do PSD estão registados nas Actas dos Parlamentos da República e insular. Ora, quem está habituado a produzir tão franca e assertiva linguagem, forçoso é que fique indignado com o gongorismo da elegante alternativa “o senhor deputado ou é profundamente ignorante do regime ou sofre de uma disfuncionalidade cognitiva temporária” – temporária, imaginem! Assim, justifica-se a indignação dos passistas. Na verdade, com insultos tão rebuscados, como podem eles partilhar grupal e irmãmente a sua indignação, uma vez que, obviamente, a maioria dos seus companheiros de bancada ficou com cara de “o que foi isto”, isto é, com cara de disfuncionalidade cognitiva momentânea?
Compreende-se, pois, a indignação da direita parlamentar. Portanto, a próxima vez que quiserem insultá-los, bradem, à moda antiga: “V. Exa. é uma besta! Salta uma garrafa de Colares!”. E toda a gente, em parlamentar comunhão, percebe perfeitamente.

Taxi Driver

Das redes sociais às televisões, passando pelas conversas de rua e de café, parece existir hoje um consenso muito amplo acerca da personalidade de Donald Trump, o candidato do Partido Republicano à Casa Branca.

Talvez sentindo o perigo de uma eventual eleição de Trump, e querendo evitá-la, o mítico actor Robert De Niro gravou um vídeo onde profere um conjunto violento de insultos ao candidato, chamando-lhe, entre outras coisas, “cão”, “porco” e “vadio”. De Niro parece ter momentaneamente encarnado um dos seus muitos personagens sub-mundanos, que de forma tão sublime interpretou várias vezes ao longo de décadas, para fazer uma intervenção de natureza política, na pele de um cidadão como os outros.

FILM TITLE: Taxi Driver. STUDIO: Columbia Pictures. PLOT: Disrguntled war vet and cabbie Travis Bickle is a lonely man obsessed with pornography and violence. He longs to connect with a blonde goddess office worker, and to rescue/liberate a 12-year old prostitute named Iris from her predatory pimp. Both resist his efforts, and soon his frustration and alienation gives way to violence. PICTURED: MARTIN SCORSESE, ROBERT DE NIRO. (Credit Image: © Entertainment Pictures/Entertainment Pictures/ZUMAPRESS.com)

Credit Image: © Entertainment Pictures/Entertainment Pictures/ZUMAPRESS.com

Acontece que Robert De Niro não é um cidadão como os outros. É um actor extraordinário com notoriedade universal que, inevitavelmente, é admirado e tomado como exemplo por milhões de pessoas em todo o mundo. Independentemente das razões que tenha para atacar politicamente Donald Trump, e há muitas, De Niro tinha obrigação estrita e redobrada de o fazer de modo civilizado, de acordo com os padrões de urbanidade e respeito democrático que são a base dos próprios valores que parece defender a Constituição dos Estados Unidos da América. Estranhamente, ou talvez não, os seus insultos foram replicados pelas redes sociais como sinal e manifestação de assentimento e concordância com este modo inaceitável de defender a democracia e a liberdade de expressão. Isso diz tudo sobre o grau de degenerescência que atingiu a nossa ideia de cidadania e intervenção política.

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As pessoas que se enfurecem com a verdade são aquelas que vivem na mentira

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Hoje ao final da tarde estava sossegado no meu escritório a terminar um relatório para regressar a casa quando recebo um telefonema.

Atendi normalmente o telefone. A conversa começou normalmente. Tranquilamente ainda tentei manter a conversa num tom normal mas rápidamente passei a ser insultado aos gritos, seguido de um chorrilho de ameaças e mentiras.

Disse-me tudo o que lhe veio à cabeça e acto continuo desligou o telefone.

Uma atitude de um cobarde que me pareceu ser de alguém que estava de cabeça completamente perdida.

O objectivo será intimidar-me? Está enganado. O que poderá levar uma pessoa a ter este tipo de atitude? Parece-me que apenas o desespero.

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Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!

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Informo que tomei esta difícil decisão de não permitir comentários aos meus textos após uma longa reflexão depois de uma campanha inqualificável em que fui alvo de ataques pessoais e profissionais sustentados em escabrosas mentiras, insultado e até ameaçado, quase diariamente, ao longo de vários meses.

Peço desculpa, por esta minha decisão, aos meus companheiros do Aventar e aos leitores que civilizadamente comentavam os meus textos, mas estou convicto que compreenderão esta minha difícil opção.

Eu sou um democrata, defensor absoluto do debate, da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão, porém não posso permitir que alguns cobardes aproveitando-se da possibilidade de poderem comentar os meus textos usem esta funcionalidade para diariamente, várias vezes por dia, atacarem a minha honorabilidade e idoneidade pessoal.

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O meu desejo para 2016: a moralização da vida política e pública

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Durante este ano fui alvo nas redes sociais e também no Aventar dos mais violentos ataques com o objectivo de tentarem, colocar em causa, a minha honestidade, verticalidade e dignidade pessoal e profissional, coincidentemente ou talvez não, após uma denúncia que apresentei relativamente ao vice-presidente e porta-voz do PSD, Marco António Costa.

Dizem-me que, primeiro, vasculharam toda a minha vida, da minha família e das minhas empresas.

Como não apanharam nada viraram-se para as redes sociais, a que se juntou mais tarde o Aventar. De forma cobarde, a coberto do anonimato da Internet, através de perfis falsos, área onde pensam ser especialistas, tentaram colocar em causa a minha honestidade e idoneidade pessoal e profissional com escabrosas mentiras, ameaças e insultos vergonhosos, usando os mais variados argumentos.

 

Mas também aqui falharam dada a onda que se criou no país ao lado da minha causa pela moralização da vida política e pública. Foram ” engolidos ” pelo país e pelos portugueses a quem estou eternamente grato pelo seu apoio. Apesar de tudo isto ainda pululam por aí vários cobardes.

Um dos argumentos apresentados por esses cobardes, por sinal o mais ” light “, era que tinha feito a denúncia por uma questão de protagonismo pessoal.

Hoje, no último dia do ano de 2015, tenho que confessar que cedi a essa tentação tendo dado uma entrevista a umas das mais importantes revistas mundiais intitulada ”  Homem Especial “.

Mas como sou sempre de assumir o que faço deixo aos leitores do Aventar, em primeira mão a capa da revista do mês de Janeiro, que a partir de amanhã estará à venda nas bancas em todo o mundo.

Termino com o meu desejo que em 2016 o nosso país passe a ter mais políticos que dignifiquem vida pública e politica.

Votos, para todos os autores e leitores do Aventar, de um excelente 2016 com saúde e sucessos.

Meet António Albuquerque

Uma história com insultos, ameaças e um marido de uma ministra pronto para partir cabeças.

701 Insultos. Tenha um sempre à mão


Vários amigos têm-se queixado de que começam a faltar-lhes os adjectivos para qualificar os titulares de cargos públicos e as suas acções. Tendo tomado conhecimento do facto, e no sentido de procurar ajudar quem se encontra nesta condição, através de mão amiga (Carlos Robalo), cheguei a um blog onde isto está listado e a crescer: O imponente coiso.

Afinal, amanhã é a Greve Geral e não queremos que ninguém se sinta embaraçado por lhe faltar a palavra certa. Sublinho que nenhum dos termos utilizados tem qualquer conteúdo homofóbico, xenófobo, racista, sexista ou whatever. São mesmo só insultos, despidos destas semânticas. Ok?

É só escolher e insultar à vontade:

  • Aabafa-a-palhinha, abécula, abelhudo, abichanado, abutre, agarrado, agiota, agressivo, alarve, alcouceira, alcoviteira, aldrabão, aleivoso, amalucado, amarelo, amaneirado, amaricado, amigo-da-onça, analfabeto, analfabruto, animal, anjinho, anormal, apanhado do clima, aparvalhada, apóstata, arrelampado, arrogante, artolas, arruaceiro, aselha, asno, asqueroso, assassino, atarantada, atrasado mental, atraso de vida, avarento, avaro, ave rara, aventesma, azeiteiro [Read more…]

Dia das mães

Quando era novo, havia uma brincadeira suficientemente idiota para ser popular: dirigíamos um insulto na direcção de um grupo e, quando vários se voltavam, dizíamos que só tínhamos chamado um.

Na actual legislatura, as manifestações de desagrado na Assembleia da República têm sido demasiado frequentes, o que deveria levar governantes e deputados a pensar. Hoje, voltou a acontecer e, mais uma vez, os manifestantes foram expulsos.

Imediatamente, os deputados do governo mostraram a sua indignação e apontaram o dedo a conspirações da oposição.

Não ouvi, ainda, o que disseram os manifestantes, mas ouvi José Manuel Canavarro, deputado do PSD, a dizer, inflamado, que as “nossas mães não são para aqui chamadas.” Fico curioso: como é que os manifestantes sabiam o nome das mães dos deputados? Ele há manifestantes com uma capacidade de memorização extraordinária!

Também há outra hipótese: José Manuel Canavarro pensou que estavam a falar da sua mãe. Se os manifestantes disseram aquilo que estou a pensar, pergunto-me o que terá levado o ilustre deputado a ligar os ditos dos manifestantes à pessoa da sua própria progenitora.

De qualquer modo, ao contrário da brincadeira idiota da minha adolescência, é natural que tenham chamado mais do que um.

Português para espanhóis: foda-se e vai-te foder

Depois de ter falhado a conversão de uma grande penalidade (expressão futebolesa carregada de ressonâncias religiosas), Cristiano Ronaldo acabou por marcar um golo, na marcação de um livre indirecto. A complementar a descompressão, soltou um sonoro e evidente “foda-se!”, essa interjeição tão portuguesa e tão reveladora de alívio, revolta, raiva, frustração ou qualquer outro sentimento à escolha.

Sendo o português e o castelhano línguas de tão próximo parentesco e estando o balneário do Real Madrid em estado de sítio, a comunicação social espanhola, pouco conhecedora da língua portuguesa, deixou-se enganar pela aparência e julgou que Cristiano Ronaldo estaria a insultar alguém, escolhendo Mourinho como hipotético alvo de um insulto inexistente. [Read more…]

É oficial: Mira Amaral passa a ser sinónimo de idiota

“Sou classe média, não sou rico”, disse o grandessíssimo Mira Amaral!

Nem mentir sabem ou só sabem mentir

 A austeridade imposta pelo governo é necessária, como já foi amplamente demonstrado e como o futuro demonstrará. Vivemos todos acima das nossas possibilidades. Os sacrifícios estão distribuídos de maneira equilibrada pelos cidadãos portugueses. Estas e outras mentiras foram afirmadas por membros do actual governo, depois das promessas de Passos Coelho em campanha eleitoral.

Tinha ficado estabelecido que os cortes dos subsídios de férias e de Natal teriam lugar em 2012 e em 2013. O Ministro das Finanças, hoje, confirmou isso. Passos Coelho, posteriormente, declarou que a reposição desses mesmos subsídios só terá lugar em 2015 e disse-o como se nunca tivesse ficado estabelecido que o corte terminaria em 2013.

Na televisão, dois comentadores, face a esta situação, começaram por se preocupar com a descoordenação do governo e soltaram alguns lamentos compreensivos. [Read more…]

Não Merecemos Melhor do que Isto!


Não merecemos mais que isto. Seis candidatos que nos mostram o nível do nosso País.
Nos seis, encontramos de tudo, desde o que se poliu subindo na vida e de quem toda a gente fala e toda a gente ouve, o que deveria ter nascido já polido mas que infelizmente ficou baço e cada vez mais fala para ninguém, os que pela formação deveriam ser-se polido mas descambam de vez em quando e pouca gente lhes liga, o que polido ou não está numa situação em que tem de debitar a cassete e só os teimosos o ouvem, e o que não será nem quererá ser ou mostrar-se polido.
Destes seis, cinco têm uma coisa em comum, o desejo de derrotar o sexto. E para isso, tudo fazem, descendo ao nível mais baixo das relações entre as pessoas, mostrando não o que valem, mas tentando demonstrar o que vale ou não vale o outro.
O reflexo e a imagem do que nós somos. [Read more…]
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