O verdadeiro poder

Aqui reside o verdadeiro poder. É este o castelo do Rei.

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Momento superlativo de felicidade

Nunca mais ter que aturar Cavaco & Cavaca. Só não é uma festa total porque o Marcelo não renovou o contrato como comentador.

A Maria nunca mais apareceu

 (porm. de quadro de adão cruz)

Os olhos, vindos do outro lado do mundo, fundos de ausência, casavam o branco e o negro para dizerem o que a boca não conseguia. O nariz afilava de um só traço o rosto magro, e os cabelos errantes fugiam da testa, cada pedaço para seu lado. A pele transluzia uma imagem por detrás dos vidros, imagem baça do avesso da vida.

Uma dor subtil desenhava os lábios maduros, finamente trémulos, como se estivessem prestes a chorar. Nunca alguma lágrima por eles correu ou voou algum beijo. Apenas o cigarro acendia e consumia a sua virgindade. [Read more…]

O Senhor Presidente é que nos Entende

 ASSIM NÃO DÁ, PORRA!
A GUITA NÃO CHEGA PARA AS DESPESAS
O senhor Presidente da nossa República, anda preocupado com a nossa vida.
Ele sabe o quanto custa viver com pouco dinheiro, ele que pouco mais tem que dez mil euros por mês e a sua amantíssima esposa não ganha mais que oitocentos, e os sacrifícios e malabarismos que é necessário fazer para que o magro vencimento chegue até ao fim do mês.
Estou consigo, senhor Presidente. Não fora as minhas despesas, que ultrapassam em muito o que tenho disponível mensalmente, o que faz com que, como o senhor, tenha de ir buscar todos os meses algum dinheiro do que andei a poupar durante muitos anos, e pode ter a certeza de que seria eu um dos primeiros a ajudá-lo com alguma coisita.
Nunca se esqueça de nós, senhor Presidente, e obrigado pela solidariedade.

Anabela – final capítulo 2

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Trazida ao mundo pela mãe, cuidada no mundo pelo pai. Anabela é também a feitura de duas situações diferentes. Situações das quais temos falado os antropólogos, por carinho e por pesquisa (Iturra 1990a), Reis 1991), e por intimidade amistosa. Por acolhimento. António é resultado de uma mãe que aí chega a Vila Ruiva do alto céu (Genealogia 8), conhece a Virgílio Lopes, que casa, faz o filho e a abandona. Com a desculpa de emigrar a Argentina. A procurar dinheiro. Lá fica com os irmãos que lá já estavam. Como também lá morre Virgílio no ano 82.

Sem ter visto ao lindo homem sedutor, que tinha feito. Um Virgílio sem terras, que precisa do dinheiro, como todos, para comprar de outro sistema senhorial que perde a propriedade. Como é também a aristocracia portuguesa morgada, descendente dos cálculos liberais de 1830, aristocracia mantida pelo ditador português do século 20. Essa ditadura que exporta força de trabalho que havia a mais nos campos lusitanos. Faz da exportação, uma indústria lucrativa para Bancos, comércios, [Read more…]

E esta noite, o Cavaco e a Maria, o que irão fazer?

Os meus parabéns ao presidente dos outros portugueses.

A Maria

A Maria

A Maria nunca mais apareceu.

Os olhos, vindos do outro lado do mundo, fundos de ausência, casavam o branco e o negro para dizerem o que a boca não conseguia. O nariz afilava de um só traço o rosto magro, e os cabelos errantes fugiam da testa, cada pedaço para seu lado. A pele transluzia uma imagem por detrás dos vidros, imagem baça do avesso da vida.

Uma dor subtil desenhava os lábios maduros, finamente trémulos, como se estivessem prestes a chorar. Nunca alguma lágrima por eles correu ou voou algum beijo. Apenas o cigarro acendia e consumia a sua virgindade. [Read more…]

Dia do Pai: por um novo Patrono

São José com Jesus nos braços, pelo pintor barroco italiano Guido Reni (1575-1642)

O Dia de São José, foi o escolhido para se comemorar o Dia do Pai.

Naquele tempo, José defrontou-se com uma Maria grávida e dela se afastou. Mas Deus, pela mensagem de um anjo, disse-lhe que ele fora o eleito para esposo de Maria e pai de Jesus.  O mesmo anjo terá assegurado a José que o filho que Maria trazia consigo era do “Espírito Santo”. Como na época “Espírito Santo” ainda não era nome de família, José aceitou Maria como esposa e Jesus como filho. E não sendo este seu filho biológico, foi recenseado como seu filho natural, até para evitar que a delapidação fosse o triste fim de Maria.

Acresce que para que Jesus fosse concebido, não foi necessária a participação masculina, mas sim a do “Espírito Santo”. E o próprio José também pouco aparece na Bíblia ou no Novo Testamento. Uma espécie de actor secundário, com um papel algo ingrato. Mas, justiça seja feita, que lhe valeu um Óscar da época pelo seu desempenho: o estatuto de Santo e de protector da Igreja Romana. Não foi estrela, mas virou santo. Não se pode ter tudo.

Em súmula, José, aconselhado por um anjo durante um sonho,  casou com uma mulher que estava grávida mas não dele, safando-a da delapidação e registou a criança em seu nome, que assim herdou os seus títulos de “Filho de David” e de “Filho de Abraão”.

Com o devido respeito por São José – que o merece! – convenhamos: podia ter-se escolhido outro Patrono.

Alguém quer sugerir um?

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