Mercenário bom, mercenário mau

No âmbito de uma das suas muitas cruzadas do bem contra o mal, os EUA treinaram e armaram mercenários afegãos, à época freedom fighters ungidos por Deus, Alá, Jesus e Maomé.

Entretanto, a operação no Afeganistão perdeu rentabilidade e os heróis da Marvel foram em busca de outro Thanos, abandonando Cabul da forma digna e airosa que todos pudemos constatar.

Os afegãos da S.H.I.E.L.D., coitados, ficaram sem trabalho. Mas o mercado, que nunca falha nestas coisas, tratou de corrigir a assimetria. Não é que o russo seja um império tão abastado como o americano. Mas se teve recursos para garantir a cumplicidade das democracias liberais durante 20 anos, em princípio também consegue pagar o salário destes jovens desempregados. Deixam é de ser freedom, e passam apenas a ser fighters. Não se pode ter tudo.

Propaganda de guerra

Segundo o Washington Post, do senhor Amazon, o FSB informou o governo de Kiev que o Kremlin enviou uma milícia chechena para assassinar Zelenskyy.

Informado pelos serviços secretos russos, o governo ucraniano reagiu, neutralizou e abateu os mercenários, a soldo do governo russo, entidade patronal do FSB.

End of story, para quem acredita nela. Teoria da conspiração por teoria da conspiração, prefiro a dos microchips do Gates.

O erro de Putin

A imprensa internacional está a avançar que Putin terá contratado 400 mercenários do grupo Wagner, para assassinar Zelensky. Um erro incompreensível, vindo do hiper-cerebral ex-KGB,que podia e devia ter optado por assassinos a soldo da americana Blackwater, que passou a chamar-se Academi, após processo de reciclagem.

A grande vantagem dessa escolha, e é aqui que reside o erro de Putin, é que, ao contrário dos seus homólogos do Wagner, os mercenários da Blackwater são mercenários do bem. O próprio massacre da praça de Nisour foi um massacre do bem, o que ajuda a explicar o perdão presidencial concedido por Trump aos sicários da Land of the Free.

Para quem já teve o presidente e o responsável máximo da diplomacia norte-americana no bolso das moedas, contratar mercenários americanos seria, para o Adolfo de São Petersburgo, peanurs. Alguém o anda a aconselhar mal. Pode ser que tombe mais rápido do que imaginamos.

VERGONHA!

Mas este gajo está a brincar comigo?

Derrota pesada magoa um bocado“, diz Jesualdo no Público. Só pode estar a brincar! Um bocado? Ó meu grande facínora, não é um bocado, é um enorme pedaço qual iceberg a vaguear pelo Árctico! É uma vergonha e tanto. O meu Futebol Clube do Porto não é um qualquer clube europeu, é um dos vinte melhores, seu grande incompetente! Um bocado? Só podes estar a brincar connosco, Portistas! Não é um bocado, grande salafrário, é uma gigantesca vergonha. A minha alma sangra ao ver semelhante desastre. Foram cinco bolas a zero, cinco, meu grande….!

Grande patarata, eu que nem queria escrever sobre este pesadelo, eu que me farto de dizer que as grandes dores são mudas, estou em fúria com este….eu nem digo mais nada. Só estou à espera, à espera de ver quem de direito a tomar uma posição definitiva!

Mas espera……..olha-me este: “Temos de levantar a cabeça, há três troféus a ganhar“. Levantar a cabeça? Só se for para a colocar a jeito pró corte da dita! Depois da miséria das últimas jornadas, uma goleada com o Arsenal e querem levantar a cabeça? Tenham vergonha! Olhem para a história recente deste clube e pensem bem no que andam a fazer. Bando de ……..!

Eu nem digo mais nada.