A decorrer: atentado ambiental no areal da Praia do Ourigo

Porto, 20 de Maio de 2021. Poucos dias após o arranque da época balnear, deparo-me com esta fotografia, enviada por um camarada aventador, na qual podemos ver uma estrutura em betão armado, construída sobre o areal da Praia do Ourigo, na Foz do Porto. Será certamente um deleite para os turistas estrangeiros, ali poderem contemplar o Atlântico, enquanto comem e bebem algo chiquérrimo, mas o que ali se passa, verdadeiramente, é um atentado ambiental. Mais um.

Resta saber quem são os cúmplices do construtor e do proprietário, sendo sabido que a zona sobre a qual nasce este absurdo edifício é e continuará a ser propriedade do Estado, logo de todos nós. Isto teve o aval do Ministro do Ambiente, que vêm a ser portuense? A APA aprovou esta aberração? Rui Moreira licenciou? Os ambientalistas já se pronunciaram? O PAN, o PEV, o BE e o Livre, sempre tão activos na defesa do ambiente, já tomaram uma posição relativamente a mais este crime ambiental? Ou estará tudo a assobiar para o lado?

Desalojados em luta

pelo direito à habitação.

EDP e a Escravatura Amarela

É tudo um sonho mau.

O Plano Nacional de Barragens Vai-Nos Custar 16,000,000,000.00 euros*

* dezasseis mil milhões de euros, com lucros garantidos à EDP, uma empresa a caminho de 100% de capital privada que, com a conivência da Entidade Reguladora do Sector Energético, se dá ao luxo de pagar 3 milhões de euros de bonus a António Mexia (2009).

O Plano Nacional de Barragens hipoteca seriamente a continuidade do Douro como Património da Humanidade; entretanto, a senhora ministra do Ambiente faz o que lhe compete: está calada porque, dizia, a barragem já tem um paredão imenso.

Isto de sermos governados por ignorantes é uma merda.

Encontrado Mais Um Cadáver*

É mais um cadáver descoberto dentro de portas e sem cheiro; sem que alguém tivesse alguma vez dado sequer pela sua existência, eis que o Instituto de Conservação da Natureza foi encontrado morto, prostrado na sanita, quando se preparava para cooperar na “gestão do fundo Baixo Sabor“; a banal descoberta aconteceu por acaso quando o próprio Ministério do Ambiente procurava um novo buraco para se esconder, já que gosta de pautar a sua existência pelo recato e inutilidade.

O Ministério da Cóltura manifestou já a sua solidariedade, advogando – como compete a um cão amestrado – que a Barragem do Tua é também um imperativo não de Trás-os-Montes ou de Portugal mas sim de toda a Humanidade.

* com o Alto Patrocínio da EDP