Para sublinhar o ridículo da argumentação da PAF..

… nada como ouvir Mora Amaral hoje no Fórum TSF. “Não estamos à beira de um regime totalitário”, respondeu ele quando o moderador o interpelou sobre as declarações incendiárias dos dois líderes da coligação PAF.

Diz Nuno Magalhães que “é bom termos todos, nesta fase, muito cuidado com as palavras”. E bem poderia, ele mesmo,  dar o exemplo.  Perdeu o líder parlamentar da extrema direita uma boa oportunidade para estar calado ao se entregar ao exercício da “argumentação destinada a impressionar a opinião pública”, tal como explicou o vice-presidente do PSD, Mota Amaral.

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Fala do comunista Mota Amaral

o enorme aumento de impostos determinado para 2013 vai reduzir contribuintes à insolvência, fazer falir muitas empresas, aumentar o desemprego.

Correio dos Açores

Missa

Daniel Rocha, 2004 (republicada no Público em 2012)

Acordo Ortográfico: algumas questões pertinentes

Os deputados do PSD/Açores, neste documento, fazem algumas críticas ao Acordo Ortográfico e dirigem, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, perguntas pertinentes. Esperemos que a resposta de Paulo Portas não se fique pela pobreza argumentativa que inclui referências à necessidade de internacionalizar uma língua que tem dificuldades em afirmar-se no país europeu em que é falada ou ao facto de ser um processo irreversível ou à obrigatoriedade de haver uma fase de adaptação e estranhamento. A argumentação a favor de um instrumento tão importante como um Acordo Ortográfico merece que os respectivos defensores dêem o seu melhor. A não ser que isso não seja possível, por incompetência de quem argumenta ou por inexistência de bons argumentos.

Entretanto, para quem defende a suspensão do Acordo, é animador que, na bancada de um dos partidos do governo, haja quem tome posições destas.

Gorduras de Estado

“Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária; .
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011″

O que move Mota Amaral?

As famosas transcrições de escutas foram autorizadas por um Juiz e feitas no âmbito de um processo a correr no Ministério Público. Foram remetidas, a pedido da Comissão de Deputados, para serem parte integrante das audições que estão a ser efectuadas ao caso PT/TVI.

Não se trata de um qualquer imbecil que se lembrou de tomar estas decisões. Trata-se de um magistrado que , inclusivé, pergunta ao PGR se pode ou não enviar o material pedido e o PGR responde que essa decisão é da sua competência, do Juiz de Aveiro. E, mais, está junto ao processo um extenso parecer jurídico a confirmar que não há qualquer impedimento constitucional para que o material não seja tido em conta.

Dois deputados ficam a conhecer o material em segredo de Justiça e um deles classifica-o de “avassalador” para o conhecimento da verdade! No mesmo dia Passos Coelho afirma, publicamente, que se a Comissão chegar à conclusão que o Governo andou metido em trapalhadas para “controlo” da comunicação social, então deixará de ter condições para governar.

Todos sabemos que o governo não tem saída digna. Não pode fechar o país, não pode demitir-se e as notícias serão cada vez piores. Tambem ninguem quer governar nestas condições!

Há, pois, que tentar perceber o que se passa com Passos Coelho. Não pode ajudar o  país na economia e, ao mesmo tempo, derrubar o governo. A apresentação da Moção de Censura pode ler-se à mesma luz. O PCP e o BE sabem que não derrubam o governo e o PSD vai abster-se .

Mota Amaral, pode fazer da matéria em segredo de justiça uma interpretação conforme as necessidades da estratégia seguida. Sócrates vai continuar a estar sob fogo!

Não se contava (eu não contava) era que Zapatero desse o golpe de misericórdia  na credibilidade do primeiro ministro, adiando o TGV!

É rápido demais para Passos Coelho chegar ao governo?