A cruz nos subsídios, por Paula Teixeira da… Cruz

“A cruz nos subsídios” bem poderia constituir o título de uma peça de teatro trágico. O argumento recairia inevitavelmente sobre o roubo, perpetrado pelo governo de Passos Coelho; neste caso, sem prescrição do memorando de entendimento da ‘troika’, lembre-se.

Paula Teixeira da Cruz desmente Passos Coelho

Do vilão governo, coube agora à Ministra da Justiça vir a público  colocar a cruz nos subsídios e declarar que não está garantido o retorno dos pagamentos em 2015; coisa diferente e mais grave do que havia prometido o seu chefe Passos com a ideia da reposição gradual a partir de 2015, ratificada por ditos e contraditos do pastoso Gaspar – desprezemos ainda uma afirmação de Miguel Relvas de que a suspensão dos subsídios apenas vigoraria em 2012 e 2013.

Paula Teixeira da Cruz, também uma ex-jotinha feita nessa escola de talentosos políticos que é a Secção do PSD do Campo Pequeno, em Lisboa, desculpa-se agora com a Europa para justificar o roubo. Aguardemos que um outro ministro se venha a pronunciar e enuncie nova razão.

Faço-lhes um apelo: que se calem e acabem com este tipo de exercício macabro de adensar a mágoa das centenas de milhares de espoliados de remunerações que, de forma unilateral e arbitrária, o governo lhes retirou indevidamente.

Extinção de Tribunais: começar a casa pelo telhado

casa_desmoronadaComeçar a casa pelo telhado dá mau resultado. A ministra Paula Teixeira da Cruz está a enredar-se em labirinto abstruso quanto à metodologia da reforma do ‘sistema de justiça’.

Na cega obediência à ‘troika’, para corte de custos depressa e em força, o Ministério da Justiça está decidido a encerrar um conjunto de tribunais, em vários distritos do País – 46 tribunais, segundo o DN.

A referida extinção e a solução de um único tribunal por distrito são o cerne da proposta. Do ponto de vista do direito à justiça, correspondem ao corolário daquilo que, a nível da macropolítica, os governos dos últimos 35 anos nunca resolveram e agravaram: a desertificação do interior do País. Tribunais, escolas e unidades de saúde a encerrar é receita para esse imenso interior do isolamento e da velhice.

O pior é que as causas críticas das ineficiências do ‘sistema judicial’ não se confinam às condições de funcionamento das infra-estruturas judiciais – tribunais e Ministério Público. Derivam, em muito, da complexidade dos instrumentos legislativos, sobrepondo-se ao estatuto e papel das entidades encarregues do processo.

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Os tecidos angolanos do Governo e da Justiça

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Parcela importante da urdidura do actual governo é composta e tecida por artesãos de afro-tecelagem. Passos Coelho, Miguel Relvas e Paula Teixeira da Cruz – e, por exemplo, o agora menos mediático Pedro Pinto, todavia deputado – são fios de superior meada da juventude angolana de 1974.

O facto seria despiciendo, se fosse natural desfecho da vida colectiva e não reflexivo de actos conscientes ou, demos de barato, subconscientes. Em ambos os casos, nocivos para a vida do povo português. Como é evidente, a acção é protagonizada por uma elite de retornados – palavra horrível – que sobraçou indevidamente uma causa, justa em relação a muitos, mas hipocritamente usada em proveito próprio por uma minoria.

Com efeito, e sobretudo no PSD, filtrados maioritariamente pela Secção do Campo Pequeno – Lisboa, a história, se aprofundada, é em grande parte preenchida pelas investidas vigorosas e ambiciosas dos ‘filhos privilegiados da colonização e da descolonização’. Ao tempo, os ora bem sucedidos, apresentavam-se como ‘teen-agers’ travestidos do ideário social-democrata. Francisco Sá Carneiro era, então, o  supremo e admirado apóstolo, sob cujo comando e doutrina se abrigaram e encobriram.

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Marinho Pinto vs. Paula T. da Cruz: vão decidir o combate aos pontos ou por KO?

O bastonário da Ordem dos Advogados e a ministra da Justiça gostam tanto um do outro como eu de piri-piri nos olhos. Round a round, cada um vai tentando amealhar uns pontos e fragilizar o outro. Além das tristes figuras institucionais que fazem, esquecem-se da tal justiça para a qual dizem trabalhar. É que alguns destes conflitos resolver-se-iam melhor nos locais próprios: a barra dos tribunais.

Uma auditoria levada a cabo pelo Ministério da Justiça afirma ter detectado 17 mil irregularidades nos pedidos de compensação feitos pelos advogados no âmbito do apoio judiciário e chega mesmo a falar de fraude. Num país transparente ocorreriam duas coisas: o MJ comunicaria o resultado das averiguações ao Ministério Público e a Ordem inquiriria os advogados e determinava sanções para os prevaricadores. Fora isso mantinham-se os dois caladinhos enquanto corriam os processos. Por cá não é bem assim – entre olhos negros e dentes partidos, Marinho e Paula vão dando uso às luvas de pugilismo.

Para já, e antes de apurar o que quer que seja

Em comunicado publicado na sua página da Internet, a Ordem dos Advogados acusa a ministra da Justiça de atacar a advocacia portuguesa ao “proferir afirmações gravemente atentatórias da honra e consideração dos advogados que participam no sistema do acesso ao direito” [Read more…]

O PS não terá que mudar o primeiro ministro?

Não podemos continuar a fazer de conta que não existem estas suspeitas contínuas em relação a José Sócrates. Qualquer um se estivesse em condições de o fazer daria explicações públicas. José Sócrates já não tem condições para voltar a dar explicações.

 

Quem é que acredita que agora este caso das escutas do Face Oculta é novamente uma campanha negra contra a sua pessoa ? Com tantos pesos pesados socialistas, como é possível que alguem que é apanhado no "olho do tufão" pode dizer que não sabe de nada ?

 

Se a isto juntarmos todos os casos em que Sócrates  está envolvido e em que teve que dar explicações públicas a credibilidade não é nenhuma.

 

Paula Teixeira da Cruz acaba de dizer na SIC N que isto é o "Estado gangster", que é o próprio Estado que comete os maiores crimes e que depois controla quem o devia julgar. Dá o exemplo de um contrato com as  Estradas de Portugal, onde um consórcio dá como contrapartidas 200 milhões de euros para ganhar o concurso, e quando o contrato chega ao Tribunal de Contas, pelo caminho, os 200 milhões desapareceram. Este caso não é único!

 

Saldanha Sanches diz que José Sócrates não tem condições de continuar Primeiro Ministro, o PS ganhou as eleições tem direito a indicar o Primeiro Ministro mas não necessariamente este.

 

O PGR é cilindrado por um e por outro, envolve-se em contradições que não abonam em nada a sua capacidade e independência em ocupar o lugar.

 

Entretanto, na Assembleia da República, perante a exigência de explicações, o líder parlamentar do PS, pateticamente, vem acusar a oposição de querer politizar a Justiça!

 

Um Primeiro Ministro sob suspeitas é um caso eminemtemente político e só depois deixe-se a Justiça fazer o seu caminho.