A cruz nos subsídios, por Paula Teixeira da… Cruz

“A cruz nos subsídios” bem poderia constituir o título de uma peça de teatro trágico. O argumento recairia inevitavelmente sobre o roubo, perpetrado pelo governo de Passos Coelho; neste caso, sem prescrição do memorando de entendimento da ‘troika’, lembre-se.

Paula Teixeira da Cruz desmente Passos Coelho

Do vilão governo, coube agora à Ministra da Justiça vir a público  colocar a cruz nos subsídios e declarar que não está garantido o retorno dos pagamentos em 2015; coisa diferente e mais grave do que havia prometido o seu chefe Passos com a ideia da reposição gradual a partir de 2015, ratificada por ditos e contraditos do pastoso Gaspar – desprezemos ainda uma afirmação de Miguel Relvas de que a suspensão dos subsídios apenas vigoraria em 2012 e 2013.

Paula Teixeira da Cruz, também uma ex-jotinha feita nessa escola de talentosos políticos que é a Secção do PSD do Campo Pequeno, em Lisboa, desculpa-se agora com a Europa para justificar o roubo. Aguardemos que um outro ministro se venha a pronunciar e enuncie nova razão.

Faço-lhes um apelo: que se calem e acabem com este tipo de exercício macabro de adensar a mágoa das centenas de milhares de espoliados de remunerações que, de forma unilateral e arbitrária, o governo lhes retirou indevidamente.

Comments

  1. antonio oliveira says:

    Ai meu Deus que Cruz a nossa! Querem um conselho? O melhor é não pensar mais nisso!; Já agora, toparam a forma desempoeirada e solta (a língua) com que S.Exa. o Senhor Ministro de nome Gaspar, falou na reunião lá nos “States”? Parece que quando se trata de usar a língua mãe a coisa torna-se difícil, quase insuportável!

  2. Carlos Fonseca says:

    Caro António Oliveira,
    Estou de acordo: “o melhor é não pensar nisso”. Mas, ao menos, que os governantes, sempre sadicamente dissonantes, se calem.

  3. alexandra says:

    Grande cruz, a da desconsideração colossal deste governo.

  4. MAGRIÇO says:

    Paula Teixeira da Cruz acaba de assinar um despacho em que nomeia Ricardo José Galo Negrão dos Santos para o seu gabinete, com uma remuneração mensal de 3.892,82€ mais subsídio de férias e de Natal. O facto do nomeado ser filho de Fernando Negrão deve ser mera coincidência…
    Por muito menos do que esta gente sem escrúpulos está a fazer ao país, já houve revoluções sangrentas!

  5. patriotaeliberal says:

    ORGANIZEM-SE, caraças!

    Olhem, olhem, a ministra afirma isto no mesmo dia em que o Aníbal C. Silva afirma estar confiante que Portugal possa sair da crise mais cedo do que se espera ( que eu já não me lembro de quando é, tal a falta de planeamento, organização, conhecimento e visão, mas penso que era a 23 de Setembro de 2012 mas também poderá ser em 2013, 2014, 2015, 2016…2030 e por aí fora que o fim da crise é quando nós quisermos, como o Natal)

    Dentro destas balizas temporais para o FIM da crise, o Aníbal vai acertar, de certeza absoluta. Aliás, qualquer um de nós acerta.

  6. patriotaeliberal says:

    Paula Teixeira da Cruz desmente Passos Coelho que por sua vez já desmentiu o Miguel que entretanto desmentiu o FMI que desmentiu a troika e foi desmentido pelo Gaspar que entretanto foi desmentido pelo Aníbal e o Álvaro não se sabe bem se foi desmentido ou se desmentiu porque ainda não entendeu bem que cena é esta mas também nem quer saber porque isto é complicado e o melhor é não afirmar nada.


  7. Custa-me ver que quando se fala desta situação se refiram sempre os “subsídios” (que são retribuição, que são salários e assim deviam ser referidos, mas, ainda por cima, nunca ou raramente se fale das pensões de reforma, também roubadas e essas independentemente de o reformado provir do Estado ou da “privada”.
    Era bom que se falasse mais das reformas roubadas e menos dos “subsídios” (salários também roubados) esses apenas ao funcionários públicos (os novos judeus deste “reich”)

  8. Carlos Fonseca says:

    Caro Neri Moreira,
    É óbvio que, na roubo, se incluem as pensões dos reformados do sector privado, a maioria dos quais descontaram sobre 14 meses de remunerações, anos a fio.
    A Paula Teixeira de Cruz, como outros governantes actuais, começaram a crescer (em Angola), sem saber nada de nada do que foram a vida de milhões trabalhadores que iniciaram – e pagaram duramente – uma carreira profissional auferida com salários de miséria.

    Se retirassem ao pai Teixeira da Cruz os rendimentos e património algarvio, que diria a loura Paula?

  9. maria celeste ramos says:

    Para além de mais de mil pessoas que se suicidaram – valor que foi mais uma vez dado hoje 20 abril mas que não retive – é uma calamidade social pelo menos – um tsunami para dar ouvidos aos Lhemon Brothers como acaba Helena Roseta de dizer agora na SIC 21:00h – que afinal o que aconteceu não foi derivado da Lhemon e que a Dinamarca rasgou e mandou às urtigas os compromisos com o FMI – nem percebi bem como habitualmente pois nunca estou a ouvir completamente – faço outras coisas que me distarem – perdão

  10. Carlos Fonseca says:

    Maria Celeste,
    Se não estou em erro.em 2010 foram 1195 o total de suicídios.

  11. SensoComum says:

    Mas qual filho do Fernando Negrão!? Onde vão vocês buscar mentiras dessas? Não acreditem em tudo o que aparece na Internet, usem a vossa cabeça, por favor!

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  1. […] Fonseca, no Aventar, April 20, 2012 at 02:00PM Partilhe:Gostar disto:GostoBe the first to like this […]

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