Abundância pré-eleitoral

Ministro da Defesa anuncia 6.088 promoções nas Forças Armadas (DE)

O povo dos talões

A medida da nossa mansidão, ocorreu-me há dias, está também no zelo quase religioso com que usamos os talões de desconto.

Somos gente que conserva com desvelo de coleccionador os talões de desconto na carteira, para logo desenrolá-los como pergaminhos de cada vez que chegamos à caixa do supermercado. Só um povo paciente como nós é capaz de conservar talões na carteira durante semanas, ou mesmo meses, para que nos descontem vinte cêntimos num pacote de arroz ou nos ofereçam um pacote de leite a juntar aos seis que levamos. É preciso um povo assim para aguardar, serena e solidariamente, que quem está à frente no caixa use todos os talões que juntou – o cartão de desconto, o vale que só dá para a embalagem de meio quilo de asinhas de frango, os pontos que se acumularam do material escolar do puto – sem bufar, sabendo que aqueles cêntimos fazem uma grande diferença no orçamento daquela família. [Read more…]

“Pingo Doce”: sabe bem adoecer muito

O Aventar soube que, nas clínicas Walk’In Clinics, os pacientes poderão sair com mais doenças do que aquelas com que entraram não pagando mais por isso. Na verdade, os accionistas do Pingo Doce souberam dar uma nova dimensão à frase de Afonso da Maia: “Num país em que a ocupação geral é estar doente, o maior serviço patriótico é incontestavelmente saber curar.” [Read more…]

Aos que Zombam dos Zombies

Boas notícias no horizonte das nossas fomes selectivas. Tudo o que o Minipreço e o Pingo Doce decidam fazer para vender mais, superar a concorrência, baixando os preços, por exemplo, da carne-que-mal-vejo em 50% ou outra coisa qualquer, será bem vindo. Estou, aliás, determinado a voltar a ser um zombie, desta vez com proveito no bolso e no estômago, e a levar com o paternalismo censório do Sérgio Lavos, essa famosa Pilinha de Esquerda, aliás nada murchamente comentada, ela-Pilinha que maneja com pinças, e desde que liofilizado, o conceito privatizado de Povo