PSD: diz que é uma espécie de meritocracia

O PSD que promoveu este vulto da política nacional, que ainda há menos de um mês tecia rasgados elogios a Luís Montenegro, é o mesmo que afastou das listas André Coelho Lima, um dos melhores deputados do partido no hemiciclo. Diz que é uma espécie de meritocracia.

3 lições que aprendi no mundo do trabalho

Devemos praticar a consciência sobre o que nos acontece. Pensar nas situações que vivemos e retirar delas lições, ensinamentos, pequenos insights que podemos usar no futuro a nosso proveito.

Tenho pensado muito no aglomerado das minhas experiências profissionais, sobretudo aquelas que envolveram trabalhar para outras pessoas. E penso que aprendi várias coisas, retirando várias lições, de situações que me aconteceram transversalmente. Ou seja, que acabaram por ser familiares com todas as experiências profissionais que tive.

Eis o que aprendi em 8 anos de trabalho para outros.

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Os PSs a lembrarem-se da sua matriz ideológica?

Foto: PS

Depois de andarem décadas a pontapear os trabalhadores e a promover o capital, estará agora na altura de os sociais-democratas/socialistas se arrependerem dessa traição e se recentrarem no que deveria ser o seu genuíno papel?

“(…) o ex-líder da JS foi buscar um tema contra-intuitivo em Portugal – onde o mais comum é falar-se da necessidade de haver mais meritocracia – para fazer uma crítica do culto da meritocracia. Trata-se de uma nova abordagem política de um filósofo norte-americano da Universidade de Harvard, Michael Sandel, que escreveu o livro “A Tirania do Mérito”. Sandel entende que a meritocracia replica o privilégio das elites e mina a coesão social, criando as bolsas de descontentes que levam à adesão aos populismos (daí Trump ter as classes trabalhadoras ou Le Pen os ex-eleitores comunistas).

Como é filho de um industrial ligado ao calçado, foi buscar o exemplo das gaspeadeiras, as operárias, que cosem os sapatos: “As gaspeadeiras não têm mérito? Os técnicos de manutenção da CP não têm mérito? Só conseguiremos ser um país forte se respeitarmos o que une o povo com dificuldades. O que os une a todos é a cola da nossa comunidade, é o Estado social.”

No seu discurso, Pedro Nuno Santos trocou a meritocracia pelo “respeito” pelas classes trabalhadoras, como fez o novo chanceler alemão, Olaf Scholz, do SPD (Partido Social Democrata).

Porém, de A. Costa essa recuperação da memória não é mesmo de esperar; continua na linha de Schröder.

„Na “Tirania do Mérito” Sandel entende que a meritocracia replica o privilégio das elites e mina a coesão social“: é incrível como uma banalidade tão simples pode ser tão certeira e boa de ouvir.

Meritocracia? Capitalismo? Os dois?

Novo Banco tem prejuízo mas atribui prémio de 1,9 milhões aos gestores

Duas curtas histórias sobre o valor do trabalho em Portugal

pedro_guimaraes

Pedro Guimarães

Um grande grupo editorial do Porto, muito conhecido pela sua dimensão económica e pela sua presença no mercado dos manuais escolares, ofereceu-me em contraproposta a orçamento uns “generosos” 50 € pelo licenciamento de imagens para uso durante seis anos nos seus manuais de 5.º e 6.º ano. Educadamente recusei, reiterando o óbvio, que em vez de esmola preferiria oferecer o uso das imagens gratuitamente, exigindo em troca da disponibilização dos manuais gratuitamente a famílias necessitadas, sendo que os livros a disponibilizar deveriam alcançar pelo menos uma fracção do valor de mercado dos direitos que estes senhores procuravam adquirir. Estamos a falar de meia dúzia de livros, ou uns poucos kgs de papel se preferirem. Troca por troca. Mas não, nada disso, esmola ou nada. [Read more…]

Rigor, meritocracia e outros contos para crianças com a chancela do PSD

Passos Frasquilho

Na corte do monarca laranja que não queria reinar para dar empregos aos amigos, previsibilidade é palavra de ordem. O soberano diz-se previsível e a corte comporta-se da forma previsível a que nos foi habituando.

Assim, fiel a uma tradição de recordes na nomeação de boys à prova de austeridade que nem Cavaco, Guterres, Durão ou Sócrates conseguiram igualar, há novas panelas que nos chegam com o selo de qualidade da São Caetano à Lapa. Miguel Frasquilho, transferido da bancada parlamentar laranja para o AICEP, contratou na passada semana uma secretária-geral-adjunta que, curiosamente, foi sua assessora nos tempos em que era Secretário de Estado do Tesouro no governo do traidor que virou as costas ao país que o elegeu primeiro-ministro para exercer funções de mordomo astronomicamente remunerado. O caso está envolto em polémica, com trocas de mimos entre a Administração e a Comissão de Trabalhadores, que aponta o dedo a Fraquilho por não ter aberto um concurso interno e por estar a perseguir a actual secretária-geral, que aparentemente não apresenta o grau de obediência necessário. Segundo se pode ler ainda no Expresso, o cargo foi criado por Miguel Frasquilho e esconde uma tentativa de esvaziar a função de Luísa Neiva de Oliveira.

Noutras latitudes, o governo contratou oito novos técnicos para a REPER, que incluem um ex-adjunto do Ministro do Ambiente e uma assessora do gabinete da Ministra das Finanças. Com as eleições à porta, a casta passista tem que olhar pelos seus que a vida está difícil. Algo que, afinal de contas, é mais que previsível. São coisas do rigor.