Os ‘Réveillons’ da minha juventude

A qualidade dos ‘Réveillons’ que gozei na minha adolescência variava de local, música e género de miúdas, em função do material sonante que o meu grupo juntava nos bolsos – eramos solidários sólidos, desde o pagamento do café (‘bica’ aqui, ‘cimbalino’ aí) à comparticipação no custo das entradas para o baile.

E, então, no baile de fim-de-ano, estávamos em sintonia com a massa monetária disponível. Se os meios abundassem, escolhíamos lugar mais refinado: ‘Espelho de Água’ em Belém ou em ‘Belas Artes’ onde dancei ao som do ‘1111’ do José Cid, Mike Sergeant e outros – o baterista seria o Daniel Proença de Carvalho? Sinceramente não estou certo.

Nos anos de ‘tesura’, do mesmo tipo dos tempos actuais, seria obrigatório contentar-nos com os bailes de colectividade. O mais famoso dos conjuntos musicais dos bailaricos designava-se ‘Os 6 Latinos’. Onde eles tocavam, além das miúdas do bairro sob controlo materno, lá estavam os dançarinos de estilo profissional, elas e eles, mulheres e homens da noite lisboeta.

À distância, reflectindo sobre as alternativas decretadas por mais ou menos moeda no bolso, sinto saudades mais apertadas dos ‘Réveillons’ populares, do COL (O ‘Oriental’ do futebol) ou do Ginásio do Alto-Pina que ainda lá está, na Rua Barão de Sabrosa, a organizar anualmente a marcha do ‘Alto Pina’ e muito provavelmente as tradicionais sessões de dança. [Read more…]

José Luis Arnaut

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

2012/2013

2013IIO tempo-clima está hoje em total consonância com o tempo-alma e o tempo-país. Vivem-se dias conturbados. O futuro adivinha-se negro e tempestuoso para a maior parte dos Portugueses.
O final de um ano civil e início de outro são habitualmente comemorados com um espírito de renovação, de desejo de enterrar os fantasmas do ano passado, que ora finda, e de criar novas alegrias e também novos fantasmas no ano novo, que ora nasce. [Read more…]

E na passagem de ano, como estamos de IVA?

É apenas uma dúvida surgida um destes dias numa cavaqueira: quem jantar fora, o ainda chamado Réveillon (um dos escasso galicismos ainda não assaltados  pelo anglo-barbarismo dominante), e só pagar o seu consumo depois da meia-noite, leva com o IVA de hoje ou com o IVA do ano que vem?

A mim não me afecta, janto em casa, e aproveito para desejar a quase todos um bom ano de 2013, ultrapassada a crise bissexta que amanhã se continua.

Quase todos: não inclui ladrões de salários, privatizadores de Portugal, angélicas invasoras e outros assaltantes. Pode ser que em 2013 já não estejam onde estão.

Feliz 2010

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Faltam 10 minutos para a meia-noite.
Uma filha que esta linda, outro que vem a caminho, uma colocaçao à porta de casa, um grande Aventar.
Um ano em grande termina da melhor maneira. Bom ano para todos, amigos!