Canções Históricas

 

1- Ah! Ça Ira (1790)

Ah ! ça ira, ça ira, ça ira,
Le peuple en ce jour sans cesse répète,
Ah ! ça ira, ça ira, ça ira,
Malgré les mutins tout réussira.
Nos ennemis confus en restent là
Et nous allons chanter « Alléluia ! »
Ah ! ça ira, ça ira, ça ira
 

Pablo Iglesias e a retórica de Maximilien Robespierre

marat robespierre danton

Iglesias tem um vídeo e um artigo em que explica muito bem que a fundação da modernidade se encontra na Revolução Francesa. É verdade. É também verdade que a Guilhotina e a morte do rei tornaram-se um símbolo da Revolução e, quase mais importante, um símbolo da República. É obvio o que Iglesias está a dizer: Uma Revolução, especialmente uma Revolução como a francesa, que pretendeu – especialmente a partir de determinada altura – mudar por completo a sociedade em que se vivia, que pretendeu, na realidade, uma regeneração não só politica e social mas sim de valores e mentalidades, não se faz sem violência. Robespierre, tal como Iglesias aponta no vídeo, disse de facto que “castigar os opressores é clemência, perdoá-los é uma barbaridade.”

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À Bastilha

A Revolução Francesa deixou-nos duas prendas: o capitalismo, ao arrasar o Antigo Regime e abrir portas e janelas à burguesia e seus negócios, e  luta pela liberdade e igualdade, que o capitalismo se vai esforçando por impedir.

Carmagnole, uma letra de guerra escrita em 1792 sobre uma dança vinda de Itália, aqui em recriação.

Invasões Francesas

Um último filme sobre este tema, as Invasões Francesas em Portugal. Também aqui em 2 minutos. Num momento em que, no cinema, acaba de estrear Linhas de Torres – Linhas de Wellington. Quem sabe se futuramente estará na net.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Sob o domínio de Napoleão

Biografia político-militar de Napoleão Bonaparte, contada em dois episódios, que destaca as inovações promovidas por ele no mundo europeu. O primeiro episódio vai do momento em que Napoleão assume o poder na França (1799) até a tomada de Berlim, em 1806. O segundo episódio vai de 1806 até a morte do imperador francês no exílio, em 1821

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Scaramouche

Pouco antes da Revolução, a rainha Marie Antoinette pede ao seu primo que descubra a identidade de um panfleteiro que está atacando a imagem da Nobreza. Exímio espadachim, o primo mata o homem, mas deixa escapar seu amigo, que se refugia numa companhia teatral, onde vive sob a máscara de um bufão. Capa-espada de primeira, dirigido por George Sidney em 1952, mostra o ambiente pré-revolucionário da França.

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Da série Filmes para o 8.º ano de História

Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas

Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

A Noite de Varennnes

Apesar de não estar integralmente na net, está a maior parte – os últimos 55 minutos do filme, entre os quais se conta a cena belíssima (do ponto de vista cenográfico) da captura de Luís XVI. A ideia do filme, realizado em 1982 por Ettore Scola, é curiosa. Numa carruagem, o escritor Nicolas Edmé Restif de la Bretonne decide seguir a condessa Sophie de la Borde – juntamente com o velho sedutor Casanova e o patriota americano Thomas Paine – para encontrar o rei Luís XVI – que havia fugido de Paris.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Maria Antonieta

Um dos grandes filmes sobre a Revolução Francesa. Maria Antonieta, de 2006.Também está disponível na net a «Maria Antonieta» de Sofia Coppola.

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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

Danton – O Processo da Revolução

Georges Jacques Danton foi um advogado e político francês e uma figura destacada nos inícios da Revolução Francesa. Esta longa-metragem de 1983 é sobre a sua participação na Revolução.
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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

A Revolução Francesa

Início de um novo tema, a Revolução Francesa. Filme-documentário do Canal História que serve bem como introdução ao tema – causas, evolução e consequências.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 7 – As transformações do mundo atlântico: Crescimento e rupturas
Unidade 7.2. – O triunfo das Revoluções Liberais

A tomada da Bastilha

                                Prise de la Bastille

Bem sabemos que o povo revoltado da França e de outros sítios do país não apenas tomou a fortaleza prisão das monarquias reinantes do, em esses tempos, Monarquia da França, bem como sabemos que derrubaram a monarquia Bourbom, Casa Reinante a seguir a de Valões no Século XVI, por causa do matrimónio de Margarita de Valões com o rei de Navarra, Henrique de Borbom. [Read more…]

Como Se Fora Um Conto – As Francesinhas na Revolução Francesa

I

Vivia-se no ano da graça de 1809 e o mês de Junho.

Soult, General e mais tarde Marechal, regressava a casa triste, acabrunhado e abalado com a derrota. A bem da verdade não tinham sido os Portugueses a vencê-lo, tinham sido os Ingleses, mas isso era ainda uma desonra maior. Perdera fama, prestígio e muita gente nesta campanha. E só fora ‘dono’ da cidade pouco mais de dois meses.

Era de noite e o General tinha fome. Apesar de a Galiza estar ocupada pelas suas tropas e no trono espanhol estar o irmão de Napoleão, José Bonaparte, há dois dias que só comia fruta dos pomares por onde passava e um caldo horroroso que Pascal, seu novo escudeiro, lhe preparava com o que ia encontrando pelo caminho. Estava a ser difícil o regresso por terras espanholas, os Galegos também lutavam contra o invasor, e os seus mais dedicados criados tinham desaparecido. E que falta lhe faziam, já que um era o seu cozinheiro particular que sabia segredos culinários que mais ninguém sabia e o outro o padeiro cujas mãos para amassar pão de diversas qualidades o levara ao seu serviço. Há já alguns anos, a bem dizer muitos, que esses dois homens o acompanhavam. Teriam morrido? Teriam sido capturados pelas gentes do Porto? Não sabia e não tinha hipóteses de os ir procurar. Que maçada! [Read more…]

Direita e Esquerda

Este texto foi já publicado há meses atrás. No entanto, parece-me oportuno usá-lo novamente, agora como princípio de resposta à questão que o Fernando Moreira de Sá, secundado pelo Luís Moreira, levanta sobre a eterna questão dos conceitos de Direita e de Esquerda.

A raiz dos conceitos de direita e esquerda estará, segundo sempre ouvi dizer, no facto de nas assembleias políticas anteriores e posteriores à Revolução de 1789, os políticos mais conservadores se sentarem à direita da mesa da presidência e os mais radicais à esquerda. Na Assembleia Nacional (1789), a expressões «gauche» e «droite» eram aplicadas respectivamente a republicanos e a monárquicos; na Convenção Nacional (1792), o termo usou-se para distinguir jacobinos de girondinos. Os primeiros eram defensores dos chamados sans-cullotes, os deserdados da fortuna; os segundos eram deputados que representavam a burguesia ilustrada, hesitante entre a monarquia constitucional e a república.

De então para cá, o campo semântico dos dois termos foi-se alargando e especializando, incorporando contributos e empréstimos vindos de todas as áreas do conhecimento e, da localização, aleatória de duas facções nos hemiciclos da França de fins do século XVIII, os conceitos de direita e esquerda saltaram para a liça das grandes lutas sociais e políticas. O poeta Jean-Arthur Rimbaud disse que era preciso «mudar a vida». Karl Marx, (que, tal como Engels, nunca disse ser «de esquerda»), afirmou que era indispensável «transformar o mundo».

Eis aqui duas boas sínteses para o conceito de esquerda, a mudança da vida e a transformação do mundo, numa palavra, a Revolução. A direita, também com contributos os mais diversos, vindos também de todos os quadrantes do conhecimento, procura conservar o que considera serem valores intemporais – reage mal à mudança da vida e pior a todas as transformações do mundo que não sejam regressos ao passado. [Read more…]