Hoje, pelas 16h, o Presidente da Junta Metropolitana do Porto (Rui Rio) e o Presidente da Câmara da Maia reúnem com a ANTRAM e as diferentes Comissões de Utentes das SCUTs do Grande Porto e Norte Litoral.

Um bom motivo para reflectir antes da reunião: Que Sócrates não submeta onde Salazar recuou

https://aventar.eu/2010/06/21/1068280/

Ler:

Que Sócrates não submeta onde Salazar recuou.

SCUTs e Portagens

Hoje o JN dedica dois artigos de opinião ao tema. São ambos de leitura obrigatória:

Direito de Resistir (CAA)

Toca a pagar (RB)

Acresce esta notícia no Diário Económico

Os que não pagam (DE)

e dois blogues a desconversar: Deus e a Minoria

SCUTS, Portagens e Desobediência Civil

No “Directo ao Assunto” da passada Quarta-feira, o Carlos Abreu Amorim teve a coragem de chamar os bois  pelos nomes e não foi nada meigo com os responsáveis do Ministério das Obras Públicas. Ele disse aquilo que todos pensam e até contou a velha história da tentativa falhada do Estado Novo de colocar portagens na Ponte da Arrábida. Já o desafiei para contar essa história na blogosfera.

Continuo sem perceber: a estranha forma de colocação de pórticos na A28 que livrou as câmaras socialistas de portagens; a isenção da Via do Infante e da A25, A23 e A24, entre outras; a forma “mole” como o povo do Norte está a reagir, ainda, a mais esta afronta; como se vai pagar as ditas portagens (Via Verde? e quem não tem? e os automóveis  de matrícula estrangeira? e quem não é da região mas por aqui passe?); quanto custaram os pórticos e quanto vai custar ao Estado as “vias verdes” gratuitas? Quanto vamos pagar todos, via contratos, às empresas concessionárias e quanto do que vamos pagar directamente em portagem vai corresponder em diminuição de pagamento do Estado às concessionárias?

O medo voltou!

Carmona Rodrigues foi afastado ou afastou-se no prosseguimento de uma acusação grave.Teria favorecido a empresa Bragarques em 10 milhões de euros na permuta de uns terrenos. O Ministério Público acusou, o Tribunal ao fim de três/quatro minutos de julgamento (na 1ª sessão), considerou inocentes todos os réus. O resultado só poderia ser a absolvição e, por isso, o julgamento seria um “procedimento inútil e como tal proíbido pela lei.” E agora?

Os autarcas do Norte do país face à imposição das SCUT (pagamento de portagens) não conseguiram contratar uma empresa da especialidade para fazer um estudo. Todas têm medo de perder o seu principal cliente. O Estado socialista! É a isto que chegou Portugal! Voltou o medo!

E, claro, daqui a pouco temos o futebol, terça- feira o Papa e, mais logo, uma sessão de fados numa qualquer viela. Recorda-vos algum tempo?

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Coisas do Diabo – Motta Engil e Jorge Coelho

É a empresa que mais concursos públicos ganha, que mais deve aos bancos e que acolhe mais ex-governantes socialistas. Acções dispararam com a vitória do PS. Agora, o Banco de Portugal quer passar as dívidas do grupo a pente fino.

Sabia que desde que Jorge Coelho passou a administrador da Mota Engil, cada português deu, pelo menos até agora, 170 euros àquela empresa? Este é o saldo das “negociatas” entre a empresa e os sucessivos governos socialistas. Com as vitórias do PS, a construtora subiu “em flecha” na bolsa graças às encomendas dos “camaradas” no poder e ao aumento catastrófico da dívida pública.

Quando Jorge Coelho era governo atribuiu mais de mil milhões de euros de concessões rodoviárias a consórcios liderados pela Mota Engil. Na mesma altura, o secretário de Estado Luis Patrão, saiu directamente do governo para a construtora. Jorge Coelho seguiu o mesmo caminho, após as famosas SCUTS, terem sido atribuídas, na sua maioria à empresa.

Em apenas um ano a empresa conseguiu duplicar o valor em bolsa! Com a recente vitória socialista, em pouco mais de um mês cresceu 29% – o maior de sempre para este tipo de empresas, esperando-se que em 2010, atinja os cinco euros por acção, o que corresponde a um aumento de 500 por cento em apenas dez anos!

E dizem eles que se não os agarram fogem do país. Mas há algum país que dê dinheiro a ganhar desta forma e com estas cumplicidades ao nível dos governos e do mundo empresarial?