E os números do ministério estão errados?

14517558_1131366746949176_7518678896045357102_nJoão Miguel Tavares diz que descobriu que Jorge Coelho está na Quadratura do Círculo ao serviço do Partido Socialista. Para isso, baseou-se numa imagem em que se pode ver que o dirigente socialista está a ler um memorando do Ministério da Economia. Ao ler a cábula que lhe foi enviada, declarando que estudou o assunto em profundidade, não espantaria que o alegado comentador pudesse aparecer nas fotografias de curso de Miguel Relvas.

Jorge Coelho é um dos muitos chicos espertos do centrão cuja mediocridade o ajudou a chegar a altos cargos graças à frequência de aparelhos partidários. Tendo passado pela Mota-Engil, depois de ter estado no governo, Jorge Coelho é, assim, uma espécie de Durão Barroso dos pobrezinhos, no sentido em que terá usado cargos públicos como estágio para voos salariais mais altos.

De resto, é um caceteiro cujo momento mais brilhante correspondeu ao célebre “Quem se mete com o PS, leva!” Tanta falta de consistência intelectual, acompanhada por um discurso pobrezinho, fazem de Jorge Coelho o parente pobre do programa, diminuído, para mais, pela presença de gente com a dimensão retórica de um Pacheco Pereira e com a qualidade oratória de um Lobo Xavier, que têm independência suficiente para, pelo menos, não precisarem de prestar sempre serviços partidários ou políticos. Quando essa necessidade existe, nota-se demasiado: ainda me lembro das figuras tristes que Pacheco Pereira fez, nos anos oitenta, a defender o indefensável Cavaco Silva, no Flashback, antepassado da Quadratura na TSF.

A fotografia de João Miguel Tavares confirma, portanto, a pólvora: Coelho está, na SIC, a trabalhar para o PS, o que lhe garante, pelo menos, duas fontes de rendimento. Depois do fait-divers do descobrimento da careca, falta, agora, João Miguel Tavares demonstrar que os números do Ministério da Economia estão errados.

Imagem roubada: facebook de João Miguel Tavares

O alcarnache

Na lavoura, o alcarnache é sobejamente conhecido. Corta-se-lhe a rama mas basta um pedaço de raiz para a erva regressar com igual esplendor. Adapta-se aos herbicidas, torna-se forte com as adversidades e só desaparece quando tudo o resto secou.

Há personagens assim na política e a apresentação do livro de Miguel Relvas reuniu uma parte delas. A revista Sábado publicou esta semana um depoimento de Norberto Pires, ex-presidente da CCDR Centro, a denunciar como funcionam as pressões partidárias, no caso do PSD/CDS mas podia perfeitamente ser do PS, os partidos que têm passado pelo poder. É o mundo de Relvas, e de outros, como Marco António Costa, os homens do partido, que decidem lugares nas listas de deputados e nas nomeações. A corte esteve presente na apresentação do doutor por prescrição. [Read more…]

A verdadeira construtora do regime socrático

chama-se Mota-Engil. Não haverá ali nada para investigar? Jorge Coelho até já foi visitar as instalações em Évora

Os abutres e o cheiro a merda

Abutre

À medida que o regresso ao pote público se vai afigurando como uma realidade no horizonte dos pseudo-socialistas do PS, a tendência para o reaparecimento de velhos abutres torna-se uma constante. Há três dias atrás apareceu por ai Jorge Coelho, antigo homem forte da construtora preferida dos socialistas da direita nacional, a bater continência ao líder. Se os portugueses continuarem na senda do masoquismo e do abstencionismo irresponsável e António José Seguro chegar ao governo em 2015, algo que só não será verdade caso alguma manobra interna o substituía por António Costa, Antonio Mota tem motivos para esfregar as mãos. Nem que tenha que contratar outro (ex) ministro socialista.

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Diabólica Santeirice

Enquanto o coelhíssimo Jorge Coelho vem falar da brilhância da entrevista, há quem não vá por aí, pelas lambidelas gratas coelhónicas que, bons tempos!, uniram Salgado, o mesmo Jorge Coelho ex-MotaEngil e Sua Exma. Obscenidade José Sócrates para blindar as últimas PPP.

O regresso de Jorge Coelho

Depois de 6 anos a mamar nas tetas do Estado, açambarcador de obras públicas inúteis, Jorge Coelho voltou à política com um forte ataque ao actual Governo. Não lhe podemos negar coerência. A construção das auto-estradas, hoje completamente vazias, foram o seu ganha-pão durante anos. E continuariam a sê-lo não fosse Sócrates ter ido passear para Paris.
Jorge Coelho não escondeu que o regresso à política lhe estava saber bem. Voltou aos comícios em Viseu e voltará ao comentário televisivo na quinta-feira. Cheira-lhe a poder?
Entretanto, Entre-os-Rios nunca aconteceu. E o tabuleiro de xadrez, já apareceu?

Sexta, Quando Gaspar se Demitiu

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. [Read more…]

Mas o Coelhone da Mota-Engil veio gabar o modelo

Estudo prova batota de milhões nos contratos das PPP [DN]

Abriu uma vaga para ministro a remodelar

Jorge Coelho demite-se da Mota-Engil.

Alô Álvaro…

Quantas pontes precisam de cair?

Entre-os-Rios foi há 10 anos. Mas à excepção dos mortos e das suas famílias, ninguém pagou.
O presidente da república de então, Jorge Sampaio, limitou-se a pedir um inquérito. A queda de uma ponte, com morte de 70 pessoas, não foi para ele motivo para demitir um Governo minoritário que, na prática, já tinha deixado de existir. Importava manter no Governo os amigos socialistas, os mesmos que, logo que pôde, voltou a conduzir ao poder.
O primeiro-ministro de então, António Guterres, tem hoje um salário principesco no ACNUR. Enriquece a cada dia à custa dos refugiados, da miséria alheia. Cada genocídio, cada fuga de milhares representa para ele um orgasmo milionário. Os milhões estão no papo. Há 10 anos atrás, a queda de uma ponte, com morte de 70 pessoas, não foi motivo suficiente para se demitir. Perder umas eleições foi motivo para se demitir. A morte de 70 pessoas não.
O ministro do ambiente de então, José Sócrates, é hoje primeiro-ministro. Um dos maiores criminosos do Portugal democrático deixou o país no estado que todos conhecemos. Há 10 anos atrás, a inacção do seu Ministério em relação à extracção ilegal de areias do rio (os Godinhos sempre existiram e Sócrates sempre gostou de ser besuntado) não lhe pareceu motivo suficiente para se demitir após a morte de 70 pessoas. Porque não há coincidências, um dos Secretários de Estado desse Governo, Ricardo Magalhães, é hoje em dia o Presidente da Estrutura de Missão do Douro e principal promotor da Agência Regional de Desenvolvimento do Tua – por outras palavras, um dos lacaios do poder incumbido de destruir definitivamente o Vale do Tua e a sua via férrea ÚNICA. [Read more…]

Um novo blog

O Porto foi sempre uma cidade de tertúlias. Recentemente passei a integrar uma:  A Tertúlia do Cafeína. Alguns dos seus membros decidiram criar um blogue: Os Cafeínicos.

Por gostar imenso de cafeína não podia ficar de fora e junto-me ao grupo explicando o significado da velha máxima de Jorge Coelho: quem se mete com o PS, leva! Imaginem o que leva: AQUI.

Ai leva, leva e em grande. Por isso, já sabem, agora também me encontram por lá.

menos despesa, menos estado, nada de obras públicas

Berram desalmadamente tantos ex-ministros contra a despesa pública, pregando o FMIcalipse, do Carreira ao Salgueiro passando por tanto outro,  mas não ouço a avisada voz de Joaquim Ferreira do Amaral:

– IX Governo Constitucional, Ministro do Comércio e Turismo; XI Governo Constitucional: Ministro do Comércio e Turismo, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações; XII Governo Constitucional, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações donde seguiu para a Lusoponte (concessionária eterna de todas as travessias da foz do Tejo), ou as ideias combativas de Jorge Coelho:

jorge coelhoXIII Governo Constitucional, Ministro Adjunto, Ministro da Administração Interna,  Ministro do Equipamento Social e que ainda ganha a vida na Mota Engil.

Há mais, mas estes dois já valia a pena.

Jorge Coelho tem de ganhar a vida


Obras públicas são para avançar, diz o primeiro-ministro.

E diz muito bem. Poque há compromissos assumidos, porque há prioridades confirmadas, porque há pessoas que têm de ganhar a vida. E é assim que a ganham.

Dupliquem-se, pois, auto-estradas; construam-se barragens que vão destruir o ecosistema e mesmo vias férreas («só falta encher isto de betão»); TGV que vão andar vazios; Aeroportos desnecessários.

Construam. Jorge Coelho tem de ganhar a vida.

Coelho e Parreirão arguidos, novidades só no continente

Jorge Coelho e Luís Parreirão, seu anterior Secretário de Estado que o acompanhou na transferência para a Mota Engil, foram constituídos arguidos num processo que investiga transferências de dinheiro entre a Câmara de Santarém, o CNEMA (propriedade da CAP) e as Estradas de Portugal.

Em causa 4,5 milhões de euros. Sobre o assunto Jorge Coelho afirmou:

“Esse processo desenvolveu-se há 11 anos e não tem nada a ver com a minha vida actual. Espero que o responsável seja punido, mas não tive nada a ver com isto.”

11 anos? Hum… prescrição, tudo bons rapazes. Mais uma campanha negra. O PSocrátes está habituado.

Coisas do Diabo – Motta Engil e Jorge Coelho

É a empresa que mais concursos públicos ganha, que mais deve aos bancos e que acolhe mais ex-governantes socialistas. Acções dispararam com a vitória do PS. Agora, o Banco de Portugal quer passar as dívidas do grupo a pente fino.

Sabia que desde que Jorge Coelho passou a administrador da Mota Engil, cada português deu, pelo menos até agora, 170 euros àquela empresa? Este é o saldo das “negociatas” entre a empresa e os sucessivos governos socialistas. Com as vitórias do PS, a construtora subiu “em flecha” na bolsa graças às encomendas dos “camaradas” no poder e ao aumento catastrófico da dívida pública.

Quando Jorge Coelho era governo atribuiu mais de mil milhões de euros de concessões rodoviárias a consórcios liderados pela Mota Engil. Na mesma altura, o secretário de Estado Luis Patrão, saiu directamente do governo para a construtora. Jorge Coelho seguiu o mesmo caminho, após as famosas SCUTS, terem sido atribuídas, na sua maioria à empresa.

Em apenas um ano a empresa conseguiu duplicar o valor em bolsa! Com a recente vitória socialista, em pouco mais de um mês cresceu 29% – o maior de sempre para este tipo de empresas, esperando-se que em 2010, atinja os cinco euros por acção, o que corresponde a um aumento de 500 por cento em apenas dez anos!

E dizem eles que se não os agarram fogem do país. Mas há algum país que dê dinheiro a ganhar desta forma e com estas cumplicidades ao nível dos governos e do mundo empresarial?

Helena de Lisboa

O Movimento de Cidadãos por Lisboa acolheu-se nos braços do PS nestas últimas autárquicas, o que foi para mim uma grande desilusão. Mas parece que nem tudo está perdido.

Recebi hoje por mail a notícia de que o Movimento apresentou a todos os partidos da oposição a reivindicação de anularem na Assembleia da República o contrato dos Contentores de Alcântara, acordado ente o governo de Sócrates e a Mota-Engil. Este contrato, chumbado pelo Tribunal de Contas, que enviou o relatório para o PGR, é um verdadeiro assalto a Lisboa, desde o número de contentores permitido até aos 30 anos de prazo, aos 600 camiões que terão de entrar em Lisboa numa das principais entradas de Lisboa, às obras caríssimas de abaixamento da rede ferroviária de Lisboa/Cascais, que vão obrigar a desviar o caneiro de Alcântara. E todas estas obras são pagas pelo contribuinte.

A Helena Roseta diz que a sua vida política responde pela sua independência. Também temos as presidenciais e a vontade secreta de Sócrates deixar apeado Manuel Alegre, é pois muito possível que Helena não deixe morrer o Movimento. Para já, está a prestar um grande serviço a Lisboa e ao país!

Vamos então, ver como se comportam os partidos com assento na Assembleia da República neste caso concreto que tanto criticaram!

 

Texto de LUIS MOREIRA