Que péssimo serviço, Carlos Magno!

Sofia Galvão in blind date

Durante muito tempo ouvi Carlos Magno às sextas-feiras debater a actualidade política com os seus colegas de Contraditório (programa da Antena 1) – por entre as frequentes interrupções que ele fazia à Ana Sá Lopes, já agora. Quantas foram as vezes que ele usou o seu tempo de antena para criticar o jornalismo das parangonas, das fugas ao segredo de justiça e da falta de garra jornalística, no geral. [Read more…]

O triunfo dos lobos

govNum país em que a corrupção ou está legalizada ou é ilegal porém sujeita a habilidades jurídicas que lhe permitem sobreviver, o dinheiro que tem passado pelos cofres públicos serve, há mais de trinta anos, para distribuir favores de modo mais ou menos directo, quando deveria ter servido para desenvolver o país. Em vez disso, passou para as mãos dos que souberam escolher a cor certa, a ponto de ser possível afirmar que um cartão partidário é, no fundo, um cartão de crédito.

Assim, o Estado, democraticamente usurpado por quem o tem roubado, depois de ter gasto o nosso dinheiro em putas e bebidas estrangeiras caríssimas (e não em vinho verde, que, pelo menos, traria receitas ao Minho), vem, agora, dizer que não há dinheiro para o Estado Social, para a Educação e para a Saúde, do mesmo modo que um pai alcoólico poderá queixar-se dos filhos cuja alimentação lhe retira os trocos necessários à bebedeira quotidiana. [Read more…]

Energúmenos da mentira

Ao ler a notícia da TSF “Sofia Galvão: «Temo que não seja possível manter educação gratuita»” veio-me à memória uma história batida, a da falta de honestidade na construção argumentativa. Nada que existe no estado é gratuito, parecendo necessário lembrar à senhora Sofia Galvão que a educação não é gratuita. Talvez, com uma comparação mais terra a terra, ela perceba. Alguém que lhe diga que, tal como o ordenado dela sai dos impostos que pagamos, também a educação é paga com esses mesmos impostos.

Esses que vêm com a conversa da impossibilidade de continuar o serviço gratuito na educação, ou em que área for, querem, na verdade, selectivamente aumentar os impostos e, simultaneamente, tornar mais competitivas as alternativas disponíveis no privado. Que é como quem diz, arranjar negócio aos amigos.

Mas fazem-no com dissimulação e mentindo, atributos de gente de fraco carácter. Terem subido na vida o suficiente para conduzirem o destino de um povo diz muito sobre o ponto a que chegámos e sobre o povo que os escolheu.

Agora às escondidas

Sofia Galvão in blind date

Depois de enganar todos os que votaram no PSD, que prometera não aumentar impostos, o governo entrou numa nova fase: procurar que as decisões sejam tomadas por outros e discutidas às escondidas. Pouco falta para chegarmos à clandestinidade da distribuição de panfletos, coisa de tempos que não vivi nem pensava vir a viver.

Já sei quem é a Sofia Galvão

É professora. Muito primária.