Que péssimo serviço, Carlos Magno!

Sofia Galvão in blind date

Durante muito tempo ouvi Carlos Magno às sextas-feiras debater a actualidade política com os seus colegas de Contraditório (programa da Antena 1) – por entre as frequentes interrupções que ele fazia à Ana Sá Lopes, já agora. Quantas foram as vezes que ele usou o seu tempo de antena para criticar o jornalismo das parangonas, das fugas ao segredo de justiça e da falta de garra jornalística, no geral.

Entretanto, foi nomeado para a ERC, onde me tem escapado intervenção de fundo alguma que se pudesse considerar de continuidade com o papel do comentador do Contraditório. Mas pode ter-me passado despercebido.

Já despercebido não me passou o facto ter sido preciso meio ano para que a ERC presidida por Carlos Magno se pronunciasse sobre o atropelo à liberdade de imprensa, essa mesma imprensa que foi seu alvo de críticas, protelado por Sofia Galvão. Recordando, esta militante do PSD organizou uma conferência para a qual chamou os jornalistas para dar cobertura mediática ao evento mas proibiu filmagens e recolha de som sem autorização prévia. E ninguém podia ser citado sem autorização do visado.

Ou seja, Sofia Galvão quis os benefícios da propaganda sem os incómodos da responsabilidade.

Como se não chegasse esta deliberação ter chegado completamente fora de tempo, Carlos Magno ainda votou contra a resolução do seu Conselho Regulador. Não se sabe a razão do voto. Terá discordado disto?

3.9 Entende-se, por isso, que a organização da conferência partiu de um pressuposto questionável  ao considerar legítima a possibilidade de impedir os jornalistas de recorrerem aos meios técnicos essenciais ao desenvolvimento da sua actividade e que permitem, desde logo, a recolha de som e de imagem. Relembre-se que a liberdade de informação, a qual compreende o direito à informação, é concebida como a liberdade de procurar, difundir e receber livremente  informações e opiniões (cfr. Parecer n.º 17/93 da Procuradoria Geral da República, in Procuradoria – Geral da República, Pareceres, Vol. III, Direito e desporto, 1998, pág. 299). A  colocação de entraves à forma como os jornalistas e órgãos de comunicação social procuram e captam informação deve ser justificada, necessária e proporcional. No caso em análise, não é  certo que os motivos invocados por Sofia Galvão, na sua resposta à ERC, possam justificar a limitação que ocorreu ao direito à informação. [Deliberação 154/2013 (DJ)]

Daqui a bocado vou ouvir o podcast do Contraditório de hoje, agora com Raul Vaz no lugar de Carlos Magno (e ainda com Luís Delgado e Ana Sá Lopes). Irão os ex-colegas falar do seu actual regulador? E em que termos?

Nota: sobre este assunto, não esquecer de ler o terrorista

Comments

  1. maria says:

    SOFIA GALVÃO NÃO TOMOU CHÁ DADO PELOS SEUS PAIS EM PEQUENA?? AI TOMOU,ENTÃO QUANDO DISSE BOA NOITE AO PAULO MAGALHÃES DIA 20 ÀS 22H E OS OUTROS COMENTADORES NÂO SÃO PARA CUMPRIMENTAR? MÁ EDUCAÇÃO, NÃO SOU COMUNISTA, NÃO… SOU DESDE O TEMPO DE SÁ CARNEIRO PSD.COM ESTE SR PASSOS JAMAIS VOTAREI PSD, FIU MILITANTE,AGORA NÃO!!!!! ENTÃO ERA DA COMISSÃO DA DR FERREIRA LEITE E ABANDONOU-A PORQUE O PASSOS LHE DAVA MAIS FAMA? EM POLITICA É NECESSÁRIO CRESCER…..NÃO SE ESQUEÇA QUE ESTÃO MUITOS OUVIDOS A OUVI-LA, FRANCAMENTE A MINHA FAMILIA DETESTA OUVI-LA, PARECE QUE ESTAMOS A OUVIR UMA MILITANTE DO PCP, NÃO? MAS PARECE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!PORQUE NÃO OFERECE-SE METADE DO SEU SALÁRIO PARA AJUDAR O PAÍS??????????? É SÓ BLA,BLA MAS O DINHEIRO QUE VENHA TODO PARA CÁ.

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