Uma piada recauchutada

Sabem porque é que algumas pessoas estacionam mal? Porque sempre lhes disseram que 20cm é quanto se cresce numa noite.

Fumar na praia

Comissão Europeia defende proibição de fumar nas praias

Não saber o que dizer misturado com ânsia de protagonismo dá nisto

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Assim se prova o assalto do CDS aos laranjinhas. Então não havia ninguém com uma camisinha azul e amarela?

Com que então o Costa anda a manipular o preço do Brent. Onde é que já se viu isto, ó xôra Cristas?! Olhe que fez muito bem em meter faladura.

Eu concordo com a educação para a abstinência

Como é sabido, o álcool afecta o desenvolvimento do cérebro das crianças e dos adolescentes.

Poema de Natália Correia dedicado à Juventude Popular do CDS

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Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! –
uma vez. E se a função
faz o órgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

Natália Correia – 3 de Abril de 1982 (detalhes)

Há um padrão nestes betinhos da jota do CDS.

E essa esperteza do Maçães…

… acha que dizer “não somos a Grécia” é o quê?

Acho que a troika não queria tantos cortes.

Primeiro-ministro assume que o Governo teve divergências com a troika.

Correcção: Portugal falhou o seu “programa”

O euro não seria o mesmo hoje se Portugal ou a Irlanda tivessem falhado os seus programas“, Passos Coelho, como habitualmente sem pensar, disse. Recordemos as metas iniciais e não as que foram sendo reescritas à la Animal Farm:

  • Diminuição da dívida pública: meta falhada, a dívida pública é superior ao que era em 2011.
  • Défice inferior a 3%: meta falhada, o défice numa foi o planeado.
  • Recuperação económica: meta falhada, o desemprego disparou e a criação de riqueza é uma miragem.

Ah!, perdão, o número de privatizações foi superior ao planeado, tal como o foram os cortes em salários e pensões. O número de dias de trabalho aumentou e as amnistias fiscais para fugas ao fisco passaram a ser lei. As nomeações continuaram em bom ritmo e a duplicação do estado continua (agora com a chamada municipalização da educação). Deve ser a isto que o primeiro-ministro se referia ao pretender que o “programa” não falhou. Pontos de vista, lá está.

Parvoíces

Ferreira Fernandes, cronista do DN, tem algum talento para, a partir de minudências, não-assuntos e casos particulares, discorrer para o geral e para o exemplar. É um talento que possui, reconheço. O problema é que uma minudência, um não-assunto, parte das vezes não chega a dar assunto. Assim, Ferreira Fernandes derrapa, contorce-se, retorce-se e procura uma saída para transformar um campo estéril numa produção de sumo fresco natural, nem que para isso se muna de um exemplo passado na Patagónia em mil e troca o passo para chegar a uma generalização qualquer sobre Pequim. Parte das vezes não dá para espremer mais e a crónica termina de forma idiota.

Ferreira Fernandes não é parco em conselhos dirigidos a terceiros nas linhas ou nas entrelinhas dos seus textos. Eu, que sou mais poupado nos conselhos a outros, tenho um para Ferreira Fernandes: homem, poupe-se, isso de uma crónica diária anda a fazer-lhe mal, você não tem assunto para tanto. Olhe, escreva metade, ganhe metade, publique a cada dois dias e pode ser que arranje forma de concluir sem escrever parvoíces.

Macacos me mordam – esteja descansado, não vou perorar sobre nenhum macaco em particular, nem sobre a Patagónia – se percebo o que quer dizer ou onde quer chegar nas linhas finais da sua crónica de hoje. Mas lá que é uma grande parvoíce, isso é.

A febre do ouro

Existe uma nova febre do ouro e eu deliniei um plano. Para poder ter pagamentos como nos terminais MB portáteis, vou trocar os dentes pelos equivalentes em ouro. Em termos de segurança, creio que esta estará assegurada e só à força me arrancarão o dinheiro. Mas nem tudo é perfeito. Poderei ter que deixar as nozes a quem Deus tenha dado menos dinheiro.

Agora às escondidas

Sofia Galvão in blind date

Depois de enganar todos os que votaram no PSD, que prometera não aumentar impostos, o governo entrou numa nova fase: procurar que as decisões sejam tomadas por outros e discutidas às escondidas. Pouco falta para chegarmos à clandestinidade da distribuição de panfletos, coisa de tempos que não vivi nem pensava vir a viver.

Momento Zandinga

Governo atribui quebra de passageiros nos transportes públicos ao aumento da fraude

Remontada

Palavra castelhana usada várias vezes pelo comentador português do jogo da selecção. Deve ser prima das “rebaixas”.

A revisitada teoria da suspensão da democracia

«Quando uma câmara está excessivamente endividada, quem vier depois a ganhar eleições não tem margem para tomar qualquer decisão política.» Rio, no Público.

E compraram camisinhas?

Ao ouvir a reportagem na televisão, com as repetidas perguntas sobre o que tinham os entrevistados comprado, havia uma questão que não me saía da cabeça. A quem é que raios interessa que a senhora Mirculina tenha comprado fraldas, óleo e alcachofras? Grande jornalismo, sem dúvida.

Fumar no carro

Fumar no carro com crianças vai ser proibido

Deve ser verdade…

“Máfias” dificultam alteração das regras de acesso dos táxis ao aeroporto de Lisboa

Por exemplo, nunca percebi porque é que só se começou a falar a sério do metro chegar ao aeroporto depois de se ter decidido pelo respectivo fecho. Deviam ser as máfias a conspirar.

Quando o bobo da corte passou a rei

Num certo país muito, muito distante, havia um rei grandemente convencido de si mesmo ao ponto de nunca se enganar e de raramente ter dúvidas. Esta atitude explicará porque é que ele nunca emendou a mão perante erros cometidos – e cometeu-os, pois errar é humano e ele era muito humano.

Certa vez, resolveu falar dos seus rendimentos, sobre o quão pobre estava, a ponto da sua bolsa de maneio estar a ficar perigosamente vazia e sem tostões para a diária. Um dos seus intérpretes, um tal Professor, na sua missa dominical fez o que os padres fazem e explicou os mistérios da bíblia real ao povo. Mas o povo não era bobo, que esse tinha ido para rei, e à primeira oportunidade brindou-o com uma salva de assobios.

Vaidoso, esse rei amuou e passou a mandar regressar a comitiva sempre que à sua espera houvessem sinais de ajuntamento popular. Certa vez, até de bando de miúdos a jogarem ao berlinde fugiu,  julgando que a ele se referiam quando, depois de uma jogada bem sucedida, um exclamou – Apanhei-te!

Contrastando com o anterior verborreico período, no qual não havia dia em que não houvesse edital, passou a ser acompanhado de guardas para impedirem que os escribas do reino colocassem alguma questão inconveniente. Consta que fez votos de pobreza franciscana quanto a palavras e pensamentos e não mais se soube dele. Esse verbo que fora fértil acabou seco que nem um cavaco.

Portugueses homenageiam políticos portugueses

túnel passos coelhoLargo Eng José Sócrates

Depois da portuense homenagem ao ex-primeiro-ministro português, o Aventar soube que os portugueses estão a seguir o exemplo e a homenagear os políticos portugueses, que tanto têm feito pela nação de forma tão desinteressada. Desde o caixa bancário, que largou as mangas de alpaca para ser ministro, ao edil, que se arrisca ser preso por causa do bem que fez pelo seu concelho, consta que o reconhecimento nacional prestado pelos eleitores é uma forma de dizer obrigado aos políticos por tomarem conta de nós.  Em declarações ao Aventar, isso mesmo confirmou um cidadão residente em Portugal há 10 anos e com um domínio quase perfeito da nossa língua.   «Estamos obrigados», acrescentou ele quando interrogado sobre este súbito agradecimento. Infelizmente, não foi possível esclarecer se não quereria dizer «agradecidos».

Um desses exemplos encontra-se nas duas placas em Massamá, a recordarem que nem mesmo grave esquizofrenia agravada por séria incoerência verbal impedirá o nosso PM de cumprir o seu destino. Outro exemplo pode ser visto na Praça de S. Bento, em Lisboa:

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Com Monti no governo italiano, a música será outra?

Mário Monti e o governo italiano
Vittorio Monti e as Csárdás

Aconteceu hoje

11-11-2011, 11:11:11.

Com tantos uns, só é pena as contas estarem a zeros.

Finalmente, alguém que nos acuda

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imagem: DN

Hoje, na minha habitual e atenta leitura pelos diários, a qual inclui boa parte do título e um crítico olhar pelas fotos (especialmente se se tratar do Correio da Manhã), dei com esta boa nova. A Agelina Jolie (foi? vai ser?) enviada para situações dramáticas. Atendendo a que na mesma foto está António Gueterres, o qual,como se sabe, resolveu perdoar a dívida à Madeira quando foi primeiro-ministro, diz-me o meu olho de lince que a craque do Thumb Raider foi/vai ser destacada para desenterrar o tesouro feito dos milhões de euros que o Alberto João enterrou na Madeira. Finamente, alguém que nos acuda, que estamos mesmo aflitos.

Governo vai eliminar 50 mil funcionários

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Só falta conhecer o método de execução. Parece que no Texas os condenados já não têm direito a última refeição, e cá? Com um título destes, não percebo como falharam estas informações.

Associação de Extorquidos* Para Pagar Cenas

Li hoje no Público sobre uma tal Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Tive que ler duas vezes mas percebi.

Esta inesperada Associação deu-me uma ideia: acho que vou também criar uma associação.

Associação de Extorquidos* Para Pagar Cenas

Estatutos

1. Admissão de novos sócios: feita pelo acto de berrar ao nascer, sendo essa a forma de manifestar vontade de aderir à AEPPC.

2. Deixa de ser sócio quem, querendo, preencha um dos seguintes requisitos:
2.1 atingir a idade de 99 anos depois da idade adulta;
2.2 ou seja capaz lamber o seu próprio cotovelo.

nota: o ponto 2.2 não se aplica aos vivos.

3. Todos os bens do sócio poderão ser-lhe temporariamente retirados, passando a pertencer ao Estado.

nota: o sócio pode pedir os seus bens de volta se optar por cancelar a sua inscrição nesta associação, o que terá de ser feito nos termos do ponto 2.

* chamam-lhes Contribuintes, como se fossem os próprios a quererem, de livre vontade, ver-se livres dos seus rendimentos

TGV: Concurso de ideias

O Aventar, na linha de serviço público que o distingue, lança aqui um patriótico apelo à criatividade lusa, também conhecida por desenrascanço, por forma a ajudarmos o nosso primeiro-ministro a encontrar mais ideias sobre como fazer um TGV que se tinha prometido não fazer e, ainda, poupar uns tostões, perdão, uns cêntimos. À ideia mais criativa será oferecida uma lâmpadazinha onde ela possa brilhar.

CONCURSO DE IDEIAS TGV-AVENTAR

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Contribuições:

  • Uma linha e meia de TGV, com esquema de bifurcação para duas linhas. Autor: Pedro Passos Coelho.
    Comentário do júri: a ideia até é gira, pois quando o comboio abrandar para os 20Km/h nessas bifurcações até deve dar para ir às uvas
      
  • Em vez do pequeno troço de via dupla, as pessoas atiravam-se todas para o lado de fora do comboio para que andasse só com um dos rodados nos carris, assim à moda dos “cascadeurs”. Autor: pessoa equilibrada.
    Comentário do júri: poderá ser uma opção arriscada pensar em equilíbrios quando as nossas contas estão tão desequilibradas
     
  • Uma rampa de lançamento para fazer um TGV passar por cima do outro que viesse em sentido contrário. Autor: Leonardo da Vinci
    Comentário do júri: mais uma vez se comprova o génio de da Vinci que, há uns 500 anos, já anteviu a hipótese de um TGV ir em via simples até Poceirão-City
      

  • Deixe a sua ideia na caixa de comentários. O país agradece.

Vamos colocar na Constituição um limite ao número de infectados com doenças sexualmente transmissíveis

A ideia é simples e resume-se ao que diz o título deste post. Já a explicação é um pouco mais demorada, pelo vamos a ela sem delongas.

Como é público, as doenças sexualmente transmissíveis prejudicam as pessoas e a sociedade em geral. Defendo por isso que se deve inscrever na Constituição um limite de 3% como tecto para o número de contágios devidos a esta doença.

Esta abordagem tem ainda a vantagem de ser familiar aos portugueses, o que facilita a respectiva adopção, já que segue o habitual padrão de se fazer uma lei sempre que há um problema e é preciso dar a impressão de se estar a fazer algo para o resolver.

Finalmente, assim defendidos pelo latex protector da lei das leis, outras liberdades naturalmente virão. Por exemplo, pode-se passar a morrer mais por insuficiência renal, já que, ao que parece, há que cortar nos transplantes dos rins.

Sugestão: perdoa-me

Os árbitros resolveram trazer algum calor a este Verão chocho. Parecem estar a viver a sua primavera-rebelião. O Sporting que se acautele. Eu, no lugar deles, tratava já de mandar um belo pedido de perdão. Sugiro este:

 

 

Se estiverem com dificuldades nas palavras, é só copiar.

Os professores vigilantes não podem estar sentados durante o exame

O Ministério da Educação elaborou um documento com instruções para a realização dos exames nacionais 2011. Apesar das suas 71 páginas serem uma ode à burocracia, um Agrupamento de Exames da zona da Lisboa achou que ainda não se tinha ido longe o suficiente. Por isso, decidiu “resumir” o documento original para “apenas” 35 páginas mas com a particularidade de acrescentar o que se segue:

Recomendações do Agrupamento de Exames
Os professores vigilantes não podem :
1. Estar sentados
2. Ler
3. Conversar
4. Estar fora da sala de exame

Os professores vigilantes não podem estar sentados durante o exame?! Mas terá esta gente ensandecido com esta recomendação em forma de ordem (note-se no uso de “não podem” em vez de “não devem”)? Duas horas e meia em pé, e sem se transformar a sala de aula num espaço de marcha, não é pera doce. Para mim, pelo menos, não seria, graças a uns brindes com que a vida presenteou a minha coluna. Uma coisa me parece certa, quando aparentar que a burocracia chegou ao expoente máximo, alguém ainda terá um “e se…” para propor mais uma ou outra regra.

Síndrome da Ética Retardadamente Selectiva

ana gomesAna Gomes é uma mulher corajosa. Estou sensibilizado. Onde é que ela terá andado recentemente?

Depois de ler as suas declarações, mais uma vez me ocorre que a oposição é onde todos os políticos deveriam estar pois  parece que lhes apura o sentimento de ética. É um fenómeno a que poderíamos chamar de Síndrome da Ética Retardadamente Selectiva e que se caracteriza por uma súbita perda de cegueira para os defeitos daqueles que deixaram de ser oposição. Atinge de forma particularmente violenta os que saíram do poder e tem por efeito secundário amnésia aguda quanto a poucas vergonhas dos seus correligionários. Os pacientes costumam encontrar alívio dos sintomas descansando em cadeiras tipo Parlamentarium Europerium.

Mistérios RTP

Ontem no telejornal da RTP fez-se a análise da evolução do voto nas sondagens com base num gráfico com uma escolha de cores curiosa, como aqui se vê:

mistérios RTP

Estará alguém na RTP a precisar duma  Novas Oportunidades em termos de, por exemplo, grafismo e cores partidárias? O vídeo em causa pode ser visto aqui: A evolução do voto nas sondagens.

via A Educação do meu Umbigo