Passos Coelho, o deputado empreendedor

passos-e-mendes

A revista Sábado publicou uma  entrevista ao ex-patrão de Passos Coelho na Tecnoforma, Fernando Madeira de seu nome, onde se revela como o actual primeiro-ministro, então deputado em exclusividade de funções, chegou a utilizar o parlamento para reuniões de negócios. Não confessa ter-lhe pago, o que terá sido crime, mas nem a Madre Teresa de Calcutá era assim tão generosa  no seu voluntariado.

Fica aqui a entrevista (ficheiro pdf). O escândalo nem é o conteúdo, já o país percebeu que para Pedro Passos Coelho leis, república e ética são o chão que pisa. Vergonha é que isto não abriu nenhum telejornal, não teve desenvolvimentos, ninguém perguntou onde anda o Ministério Público. E aqui chegados, desta vez digo eu que tivesse tal sucedido com Sócrates outro chinfrim cantaria. Eu, que publiquei aqui mesmo uma outros materiais de imprensa dedicados ao anterior primeiro-ministro, repito a dose para este.

Esse é o escândalo a que chegámos, que só se pode entender pelos interesses dos proprietários da comunicação social que temos, pela irónica liberdade de imprensa com quem vivemos.

The Miguel Relvas Connection

E as festas de Tecno(forma) para todos.

O Grande Tecnoformador

Olhando para esta vergonhosa promiscuidade estado / subsídios / formação profissional, em menor escala mas a fazer lembrar  a inocentada página negra UGT/Torres Couto (recompensado com a prateleira dourada de deputado europeu), percebo porque é que Passos Coelho tarda em fazer uma remodelação da qual resulte a saída de Relvas. A ligação entre os dois vai muito além dos cargos que ocupam: é uma espécie de mão esquerda que lava a mão direita. Suspeito até que, a haver uma remodelação, Relvas nem sequer saia.

Por outro lado, Portas está a ver o seu eleitorado, aquele que vota na promessa de menos impostos e melhores reformas, ser sistematicamente torpedado. Quando este governo cair, a possibilidade do partido do táxi estar de volta é, quanto a mim, enorme. Depois deste orçamento aprovado, aposto que veremos Portas em busca da mais propícia ocasião para abandonar o barco. Talvez antes de Março, altura de apresentação da execução orçamental do primeiro trimestre.

[Read more…]

A Tecnoforma, os aeroportos vazios e mais uma ajuda de Relvas a Passos Coelho

Mais um artigo do jornalista quase despedido José António Cerejo no Público, sobre a as aventuras de Miguel Relvas ajudando Passos Coelho a ganhar uns cobres à custa do estado, que como todos sabemos é gordo e assim emagreceu mais um bocado para outros bolsos. Em formato Pdf.

Pode também ler o artigo anterior sobre estas burlas ao estado.

Cerejo, Passos Coelho e a campanha negra

No governo anterior as notícias que Cerejo trazia a lume levavam a etiqueta de campanha negra contra Sócrates. E agora, ó vozes da propaganda, que dizeis?

«Seis meses depois, a 23 de Janeiro de 2003, Miguel Relvas e Jorge Costa, então secretário de Estado das Obras Públicas (com a tutela do INAC) assinaram um protocolo que visava criar as condições para que o INAC aprovasse um conjunto de cursos para técnicos de aeródromos e heliportos municipais, que eram, palavra por palavra, os anteriormente propostos pelas Tecnoforma; e arranjar maneira de o programa Foral os pagar.
(…)
Dezassete dias depois, a 9 de Fevereiro, a Tecnoforma, invocando aquele protocolo, candidatou-se, com dossiers de centenas de páginas, a financiamentos do Foral para realizar aqueles mesmos cursos nas cinco regiões do país. A candidatura maior, que previa 1063 formandos (correspondentes a um total entre 300 e 400 pessoas distintas, porque algumas poderiam frequentar vários cursos) foi entregue na região Centro e apontava para um custo global de 1,2 milhões de euros. E foi a única, que foi aprovada.» (Público)

Uma procuradora com muito trabalho à frente

No dia em que é anunciada, Joana Marques Vidal já tem o caso Tecnoforma para investigar.

Silêncios

Na mouche.

O caso Passos, Relvas, dois coelhos e muitas cajadadas no estado

Em formato pdf e como foi investigado por José António Cerejo, vindo hoje a Público enquanto não o despedem.

As cunhas do Relvas

Bem tentaram assobiar para o lado quando Helena roseta falou: Relvas enquanto secretário de estado andou a tratar da vidinha do amigo Coelho e sua empresa Tecnoforma.

E o ainda primeiro-ministro já meteu as mãos pelos pés, os pés pelas mãos é já a seguir.

Nada de novo no reino da podridão dos que nos governam. Para mim a única surpresa é ter agora entendido porque foi o jornalista José António Cerejo convidado pela administração do Público a rescindir o seu contrato. Já não bastava o que tinha feito ao ora exilado em Paris. A dois seguidos é muita fruta para um Belmiro, nem lhe cabe nos hipermercados.