Qual é o país, qual é ele, parecido com a Emma Watson?

Now… I actually changed my mind, just about a year after saying this particular dumb thing.

Paul Krugman

‘Health of the economy’ is defined in such a way that the economy can be extremely healthy while just about everybody is starving to death. Those two things are uncorrelated.

Noam Chomsky

I’d rather ride a horse than drive a car.

— Sam Shepard

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Quanto ao país parecido com a Emma Watson, efectivamente, o país é… Portugal!

Há cerca de uma semana, Emma Watson «usou tatuagem com erro ortográfico».

No outro dia (muito obrigado ao extraordinário leitor do costume), o jornal A Bola voltou a impressionar-nos com questões de alfaiataria, confrontando o porta-voz do FCP com um fato a usar.

Sim, porque o original da revista Sábado não tem fatos.

No mesmo jornal, também houve estes aborrecimentos com uma grafia (‘factor’) problemática em traduções, como sabemos desde os “human fator issues”:

Hoje, temos o panorama habitual, no sítio do costume.

Pegando num dos assuntos da semana passada, [Read more…]

Ao cuidado da revista Sábado

Porquê usar a fotografia de um centro de emprego português numa peça sobre o aumento de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA? Isso é um bocado desonesto da vossa parte, não é?

Da série: as cocas que andam por aí (2)

Aqui, na sábado. Toda a gente sabe que um português acorda louquinho por um latte de 4 dólares, tem 146,4€ diários dispensáveis aos 55 anos e bancos saudáveis para conceder taxas de juro de 12%. 

Candidatos ao Prémio Quinta de Cabriz 2017

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Dito “na pedra”: “Eu só bebia por amor à Bárbara e para diminuir a dose dela. Porque ela bebia uma garrafa inteira”

Revista Sábado em versão Correio da Manhã

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Nem vou perder tempo com a forma reles e baixa como a revista Sábado procura transformar as declarações da Mariana Mortágua num ataque a quem poupa, como se as mesmas visassem o comum dos mortais que, ao longo de uma vida de trabalho, acumulou um pequeno pé-de-meia. Só quem está nisto de má-fé pode afirmar tal barbaridade. Mas usar o pai da deputada do BE para justificar este pseudo-argumento, como se Mariana Mortágua fosse responsável por aquilo que o pai fez ou deixou de fazer, está ao nível do mais tóxico esgoto jornalístico. Isto sim, é deprimente. E perigoso.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

A tentativa de “relvização” de Tiago Brandão Rodrigues

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A revista Sábado deu o mote, o ministério da propaganda fez o resto. De um momento para o outro, Tiago Brandão Rodrigues é o Relvas do governo socialista, o gajo que deu o golpe na academia. Com a diferença que, ao contrário do que aconteceu com o ex-braço direito de Passos Coelho, a academia saiu em defesa do ministro da Educação e desmentiu o professor que acusou Brandão Rodrigues de se ter apropriado ilegalmente de 18 mil euros atribuídos pela FCT: [Read more…]

” Os Predadores ” políticos.

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Hoje estará disponível nas livrarias o livro intitulado ” Os Predadores ” da autoria do meu amigo e jornalista da revista Sábado, Vitor Matos. O livro aborda a temática do funciomento dos partidos políticos.

Tudo o que os políticos são capazes de fazer para conquistarem o poder e como, desta forma, os partidos políticos colocam em causa a Democracia. Um livro muito interessante que recomendo vivamente a sua leitura, ainda por cima, em tempo de uma campanha eleitoral.

Business as usual?

Lembram-se deste flop, faz agora um ano, em que um fuzileiro lança um drone e este cai directo no Tejo? Trata-se de um AR4 Light Ray da empresa Tekever, cujo CFO é Rodrigo Adão da Fonseca (RAF), homem da blogosfera (O Insurgente) que tem uma ligação de longa data com o actual  Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco (JPAB), que remonta a 2010 quando assumiu funções de assessor do então líder da bancada parlamentar do PSD e coordenou a moção estratégica de JPAB nas internas do PSD. Após a vitoria de Pedro Passos Coelho,  JPAB abandonou a liderança parlamentar social democrata e RAF deixou de ser seu assessor, sem que tal o colocasse em situação de ruptura ideológica com o PSD. Pelo contrário.

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Passos Coelho, o deputado empreendedor

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A revista Sábado publicou uma  entrevista ao ex-patrão de Passos Coelho na Tecnoforma, Fernando Madeira de seu nome, onde se revela como o actual primeiro-ministro, então deputado em exclusividade de funções, chegou a utilizar o parlamento para reuniões de negócios. Não confessa ter-lhe pago, o que terá sido crime, mas nem a Madre Teresa de Calcutá era assim tão generosa  no seu voluntariado.

Fica aqui a entrevista (ficheiro pdf). O escândalo nem é o conteúdo, já o país percebeu que para Pedro Passos Coelho leis, república e ética são o chão que pisa. Vergonha é que isto não abriu nenhum telejornal, não teve desenvolvimentos, ninguém perguntou onde anda o Ministério Público. E aqui chegados, desta vez digo eu que tivesse tal sucedido com Sócrates outro chinfrim cantaria. Eu, que publiquei aqui mesmo uma outros materiais de imprensa dedicados ao anterior primeiro-ministro, repito a dose para este.

Esse é o escândalo a que chegámos, que só se pode entender pelos interesses dos proprietários da comunicação social que temos, pela irónica liberdade de imprensa com quem vivemos.

Ricardo Rodrigues apropriar-se-á da toga do juiz

Sentença do deputado Ricardo Rodrigues é hoje conhecida

Cavaco Silva, o simples

Se os Presidentes da República vierem a ter cognome, penso que “Simples” se adaptará à figura de Cavaco e não configurará, propriamente, um elogio.

Na seu discurso de vitória, Cavaco Silva conseguiu proferir palavras que dividiram, numa noite que se desejava de união. Como se isso não bastasse, transformou uma eleição num simples substituto de um hipotético julgamento, porque, na sua opinião, ficaram ali resolvidas todas as dúvidas acerca das acções da SLN, entre outros assuntos. Foi esta mesma figura que, recentemente, interpretou de maneira simples a Constituição, ao retirar o direito de protestar a todos os que se abstiveram nas eleições.

De acordo com esta notícia, requereu que fosse instaurado um processo a Miguel Pinheiro, o director da Sábado, que, acerca do discurso de vitória de Cavaco, escreveu o seguinte: “Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas”. É mais uma prova da falta de estatura de Cavaco, o mais simples dos Presidentes na História da Democracia Portuguesa.

Uma afronta ao 25 de Abril

Na revista Sábado da quinta – feira passada, o título em destaque na primeira página, era a prisão dos milionários portugueses, durante o PREC. Estes senhores que estiveram presos e que constituiam, juntamente com a Igreja e as Forças Armadas, os três principais pilares do Regime Salazarento, são apresentados como vítimas inocentes e, veladamente, como alguem que passou por momentos dificeis com humor e dignidade.

Não sei se foi assim, o que sei é que o regime do qual lucravam e eram íntimos, amordaçou todo um povo durante quase 45 anos e em 25 de Abril de 1974 as cadeias estavam pejadas de pessoas inocentes. Muito mais inocentes que eles próprios que , até pela descrição que fazem, a sua prisão não passou de umas férias, com celas especiais e grandes almoços vindos do exterior. Nenhum foi molestado, e a democracia que nos negaram durante tantos anos, foi tão generosa com eles, que hoje em dia estão novamente milionários e a usufruirem de liberdade e proventos que a esmagadoria maioria não teve, não tem, nem terá.

A Sábado, aproveita sempre o 25 de Abril, não para se juntar à alegria de uma data histórica, mas à révanche de gente que não esquece os agravos apesar de terem recuperado a anterior influência, dinheiro e poder.

Antes do 25 de Abril, cada família milionária recebia de Salazar um banco, uma indústria ou mordomias no aparelho de Estado. Estão todos como estariam se não houvesse 25 de Abril!

Onde está a grandiosidade?

Arrastão de Carácter:

O Daniel Oliveira ficou muito irritado com o CAA por algo absolutamente simples: o Carlos denunciou uma verdade, a encenação a que genialmente Alberto Gonçalves chamou de “O Casamento Postiço”, hoje na Sábado.

Claro que o motivo apresentado pelo Daniel Oliveira para tanta indignação contra o CAA não foi ESSE mas na verdade ESTE post. Uma boa técnica de disfarce. Aquilo que CAA escreveu e que muitos repararam é simples: o defensor da família conservadora, o paladino dos usos e costumes sociais de certa direita retrógrada preferiu esconder-se na última fila da sua bancada em vez de, com coragem e determinação, defender as suas convicções. E não, caro Daniel, nada disso significa uma opção de vida nem ingerência na sua esfera privada. Aliás, a reacção de Daniel Oliveira e de outras virgens ofendidas de certa esquerda caviar é que nos leva para caminhos de ingerência na vida privada de Paulo Portas.

Que eu saiba, não existem dois Paulo Portas, o Portas do Independente e o Paulo do CDS. Eles são uma e a mesma pessoa. O Portas do Independente era um liberal nos costumes representando uma direita diferente, para melhor. Já o Paulo do CDS e pós PP prefere seguir um caminho conservador, escondendo-se em falsos moralismos. Mas não deixa de ser o Paulo Portas, apenas utiliza uma personagem diferente por diferentes serem as circunstâncias. Claro que prefiro o primeiro.

Pertenço a uma direita que abomina o conservadorismo nos costumes, uma direita que defendeu e defende a liberdade de opção das mulheres no aborto, que não se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seja, a mesma direita do CAA.

Provavelmente, por isso mesmo, somos mais duros quando confrontados com estas hipocrisias da direita dita conservadora. E o facto de o CAA ter escrito DESTA forma, a qual subscrevo palavra por palavra, desencadear semelhante ataque de carácter por parte de Daniel Oliveira cheira-me a, como costumo dizer ironicamente, a “rabo escondido com o gato de fora”.

Verdadeiramente, o que irritou Daniel Oliveira foi ESTA posta e irritou-o por um motivo muito simples, mesmo que não queira assumir, por lhe reconhecer toda a razão. Eu que defendi aqui no Aventar esta lei, ao ponto de ter irritado alguns leitores e chocado um ou outro amigo de direita, fico envergonhado com a estupidez da encenação, do folclore a que alguns se prestam na defesa de certos direitos – que são tão óbvios que nem deveriam, num país civilizado, necessitar de tanto alarido. Foi, como escreveu hoje Alberto Gonçalves, uma forma de achincalhar não apenas o casamento entre pessoas do mesmo sexo como, igualmente, todos aqueles que defenderam a decisão do Parlamento.

O ataque de carácter a CAA só demonstra, isso sim, a falta de carácter de certa esquerda que prefere matar o mensageiro a condenar quem anda entretido em paródias vexatórias como essas.