Porque os dirigentes já cá não estarão….

 

Ultimamente tem havido vários casos em que os tribunais puxaram as orelhas aos governos e parlamentos para que levem a sério a crise climática e tomem medidas à altura. O acórdão  do Tribunal Constitucional alemão é um importante exemplo, tendo decidido que a protecção do clima é um direito fundamental – e que as medidas preconizadas na Lei do Clima aprovada pelo parlamento alemão foram consideradas insuficientes.
O “Tribunal na cidade de Karlsruhe disse, em comunicado, ser necessário “aliviar o peso” que se antevê para a população na próxima década, uma vez que a falta de regulação agora implicará “reduções com cada vez mais urgência e a curto prazo” no futuro.“

Ou seja, a continuação dos abusos que praticamos contra o Planeta vão exigir das gerações futuras uma austeridade desproporcionada – já não falando em worst case scenarios. Quem continua a ignorar isto – por exemplo, os liberais – assume-se como enorme egoísta.

No passado dia 2 de Setembro, houve mais uma decisão judicial importante, a que os governos da UE deveriam finalmente dar ouvidos:

o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que o obsoleto Tratado da Carta da Energia (TCE) não é aplicável entre os estados-membros da EU e, como tal, as empresas e investidores europeus do sector da energia não o podem utilizar para processar os governos da UE pela perda de receitas que atribuem a medidas políticas em prol do Clima, usando o ISDS (tribunais arbitrais privados).

Isso é o que está a acontecer, por exemplo, no caso das gigantes energéticas RWE e Uniper contra o governo holandês pela decisão do governo holandês, de Dezembro de 2019, de proibir até 2030 a produção de energia a partir do carvão.

Mais de um milhão de cidadãos e mais de 400 organizações da sociedade civil exigem que os estados europeus abandonem o TCE, uma arma das multinacionais para bloquear a transição energética.

O governo português é um dos que não quer sair, remetendo para uma modernização nada-morta.

Studying fake news about Voltaire, spread by the New York Times

Un calife autrefois, à son heure dernière,
Au Dieu qu’il adorait dit pour toute prière :
« Je t’apporte, ô seul roi, seul être illimité,
Tout ce que tu n’as pas dans ton immensité,
Les défauts, les regrets, les maux, et l’ignorance. »
Mais il pouvait encore ajouter l’espérance.

Voltaire

O projeto-piloto da Comissão, que visa assegurar a correta aplicação da legislação da UE por parte dos Estados-Membros, sem o recurso a processos de infração, é objeto de um inquérito estratégico que teve início em maio.

Relatório Anual 2016 do Provedor de Justiça Europeu

***

1. É no mínimo curioso — e paradoxal q.b. — que, numa notícia sobre ‘fake news’ espalhadas por Voltaire, o New York Times espalhe ‘fake news’ sobre Voltaire.

Os leitores do Aventar conhecem o caso ‘Voltaire vs. S.G. Tallentyre/Evelyn Beatrice Hall’, logo, sabem que Voltaire nunca escreveu em francês — «Je déteste vos idées mais je suis prêt à mourir pour votre droit de les exprimer»— aquilo que em inglês — «I disagree with what you say, but will defend to the death your right to say it.» — o New York Times apresenta como dado adquirido:

 

2. Mudando de assunto, segundo o Público,   [Read more…]