Procura-se: independente e com obra feita

“Algo é só impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário” (Albert Einstein)

Passo a traduzir uma notícia tão pequena como notável que encontrei em DER SPIEGEL 53/2009, como segue.

O SUPLENTE

“Não sou político”, diz Gordon Bajnai – uma confissão algo estranha para um primeiro-ministro, por cima para um bem sucedido. Bajnai, de 41 anos, em Abril tornou-se PM na Hungria quando ninguém mais quis o cargo, pois o estado estava falido. O FMI, o Banco Mundial e a UE disponibilizaram 20 mil milhões de euros e exigiram uma estrita economia.

Durante muitos anos o país tinha vivido de empréstimos. Agora procurava-se alguém que fosse radical. Alguém sem planos de carreira política, pois a sua reputação perante o povo ficaria arruinada depois de executada a terapia de choque. A escolha recaiu em Gordon Bajnai, um antigo gestor:

“Era o último candidato na fila”, diz Bajnai. Aumentou a idade da reforma, aumentou o IVA. Entretanto, um ano depois da depressão, a OCDE confirma à Hungria a melhor governação de todos os países membros e já em 2011 o país poderia cumprir os critérios de Maastricht. Bajnai quer demitir-se na primavera, após cumprimento da sua missão – também isso é invulgar.

Rolf Dohmer

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