FUTaventar S.L. BENFICA

Saviola e mais dez!

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A morgadinha dos Canavilhas

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Já corriam sérios rumores acerca da incapacidade funcional da detentora da pasta da Cultura. Para se ocupar um posto desta responsabilidade, há que beneficiar daquela vontade de conhecer que só a pesquisa da informação pode proporcionar. Sendo inegavelmente uma pasta política, o ministro da Cultura tem a obrigação de saber rodear-se de um staff capaz de proceder à filtragem – antes de pública divulgação – das posições oficiais da tutela, evitando o ridículo a que por vezes a infelicidade de um momento expõe o governo no seu todo. A sra. Dª Gabriela Canavilhas poderá teclar os pianos a duas mãos, a vários dedos, ou em momentos de pouca inspiração, tocar uma Polonaise a dois indicadores. Como queira, está no seu direito e é-nos indiferente aquilo a que se dedica nos seus tempos livres. Outro tanto já não merece o nosso encolher de ombros, quando está em causa uma talvez inconsciente falta de discernimento. Parece ser este o caso, pois não podemos crer numa tão ostensiva ignorância. A ministra não está só e adivinha-se o desonesto plano.

A escandalosa ligeireza interpretativa que a ministra Gabriela Canavilhas tem da História, torna-se patente nas declarações prestadas, quando do lançamento oficial das comemorações do Centenário da República. A futura exposição “Resistência. Lutar pela Liberdade. Da alternativa republicana à resistência à ditadura (1891-1974)”, não passa de mais um exercício de falsificação oficial da História, desonrando os patrocinadores da iniciativa e aqueles que em nome da investigação aporão a assinatura colaboracionista. De facto, o abuso em que consiste esta insistência de querer fazer crer na existência de um longo período ditatorial que terá existido entre 1891 e 1974 – com o interregno da 1º república! -, só pode confirmar a estranha coligação existente entre os promotores da iniciativa comemorativa – os poderes fácticos ligados à finança que controla a política do regime – e os náufragos das várias canoas do marxismo.

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Vou mostrar-te como eu era

Naquilo a que agora se chama “redes sociais” encontra-se a cada passo quem utilize como imagem para o seu perfil uma foto da infância. E já ninguém se espanta quando, ao descobrir um amigo ou conhecido nesses espaços virtuais, se depara não com o quarentão que conhece mas com um rapazito sardento e de franja, com vagas semelhanças com aquele que virá a ser.

Recuperadas para um espaço que não é o seu, surgem sempre um pouco tristonhas, essas imagens dos anos sessenta ou setenta, quando não mais antigas, como se se envergonhassem dos calções tão fora de moda ou das trancinhas ingénuas. Estão como peixe fora de água, acabrunhadas por terem sido arrancadas das gavetas ou dos álbuns que as avós foram guardando, e trazidas para ali, tantas décadas depois, e em representação de alguém que não reconhecem. [Read more…]

O mar é o nosso berço

(adão cruz)

 

 

O mar é o nosso berço

Segundo Richard Dawkins, se recuarmos bastante no tempo, encontramos toda a vida no mar. Em vários pontos da história evolutiva os animais mudaram-se para terra, atingindo por vezes os desertos mais áridos e levando no sangue a água do mar.

Os estágios de transição do êxodo destes nossos pais, isto é, os nossos antepassados peixes, estão amplamente documentados nos registos fósseis. Toda a evolução inicial dos vertebrados decorreu na água, pelo que a maioria dos ramos sobreviventes dos vertebrados continua no mar.

Compreendo agora porque gostamos tanto do mar. Não deve ser fácil encontrar alguém que não goste do mar. Fazer poemas sobre a terra, à beira-mar, ou fazer poemas na terra, sobre o mar, é quase inevitável em qualquer poeta. Não há poeta que não fale em algas e areia, em ondas e maresia. [Read more…]

Avatar, um prodígio visual sem história

“Avatar” é um bom filme. Começa por ser um prodígio visual. É das mais impressionantes e belas coisas que o cinema já construiu. Só por isso, já vale a pena o preço do bilhete. Onde falha é na história. Simples mas fraquinha, cheia de clichés e ideias feitas. Mas, sejamos realistas, “Avatar” não existe por causa da história, que não passa de artifício, um veículo para os belos delírios visuais de um realizador que mostrou querer entrar para a história da sétima arte.

Francis Ford Coppola entrou na história do cinema na década de 70, dirigindo filmes que vão ficar no patamar da glória da sétima arte. Para ele, o cinema e a magia estavam associados de uma forma muito próxima. “As primeiras pessoas que fizeram filmes eram mágicos”, disse. As imagens em movimento eram, no final do século XIX, encaradas como magia. Para muitos, hoje, o cinema continua a ser pura magia. Para esses, entre os quais me incluo, James Cameron é um excelente mágico.

Avatar

Recuando ainda um pouco, a outra era faceta desta arte, recordo um dos criadores da Nouvelle Vague do cinema francês. Jean Luc Goddard apresentou há mais de vinte anos o que ainda hoje é uma premissa com grande fundo de verdade: “É uma pena que o cinema francês não tenha dinheiro e é uma pena que o cinema americano não tenha ideias”.

Em “Avatar”, que se deve tornar em breve o filme com melhor receita de bilheteira de sempre, houve dinheiro e houve ideias, muitas ideias. Não houve foi história para encher as ideias.

James Cameron sonhou com “Avatar” ao longo de 14 anos longos anos. Teve tempo para tudo. Para criar toda a sua magia, limar as ideias da maquinaria bélica, estabelecer as linhas detalhadas de um magnífico planeta, da fauna e da flora e, sobretudo, para deixar a tecnologia desenvolver-se a ponto de estarem reunidas as condições que considerava necessárias para realizar a película que imaginou. Não teve tempo apenas para construir uma história melhor.

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Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte IV

(Parte I, II, III)

3- Avaliação

Sempre defendi que a questão central da nossa luta era a divisão na carreira (impossibilidade de chegar ao topo) e não a avaliação. Neste aspecto, o acordo resolve.
Entendo as dúvidas dos professores – que são também as minhas. Muito em particular no que diz respeito à avaliação.

Maria de Lurdes construiu um modelo IMPOSSÍVEL de aplicar – só isso explica o aparecimento dos SIMPLEX’s que lhe seguiram. Pois bem, este acordo, o que garante é a continuidade do SIMPLEX, mais coisa menos coisa e isso é muito mau para as escolas, e por isso, péssimo para os alunos.
Ciclos de avaliação de dois anos é um absurdo (“pelo menos duas por ano lectivo” é uma formulação infeliz que tem de ser clarificada em sede de regulamentação). Não vamos fazer mais nada na escola e isso vai condicionar as práticas e com isso prejudicar os alunos.
A introdução de uma lógica de competição na escola também não ajuda nada, a Escola, claro. Não tenhamos dúvidas – os Professores vão competir e vão tentar ter Muito Bom e Excelente. Acontece que isso seria o mesmo que o Cristiano Ronaldo competir com o Iker Cassillas (guarda-redes do Real): precisam um do outro e o trabalho de ambos é complementar. Não faz qualquer sentido que elementos da mesma equipa tenham que competir, principalmente quando o “objecto” dessa competição é o trabalho com pessoas, neste caso com crianças e jovens.
Esta mudança conceptual nas práticas docentes vai arrebentar a curto prazo e como o António Avelãs, estou convencido que mais cedo do que tarde vamos ter que mudar este sistema de avaliação.
Ao contrário do que defendem os do costume, ele não distingue, não permite identificar os melhores e não ajuda a melhorar. Um exemplo para ilustrar: “Um colega que nas férias e fins-de-semana vai à escola tratar dos jardins, que durante um ano não deu qualquer falta, foi avaliado com BOM na assiduidade. Argumento do Director: “porque sim!”.
E há ainda uma questão central: o modelo de gestão. Reparem. No pedagógico, 13 / 14 pessoas, mais de metade são nomeadas pelo Director, que é também, à luz deste acordo o responsável principal pela avaliação.
O Paulo Guinote sugere que a formulação do acordo pode implicar a revisão do 75/2008 – porque, creio, usa a palavra eleitos. Penso, salvo melhor leitura, que isto se refere à eleição dentro do próprio pedagógico.
De qualquer modo o problema central está lá – uma só pessoa ( e reitero a opinião de que neste momento a maioria são umas bestas!) fica com o poder total sobre a vida das pessoas!
Neste aspecto o acordo é péssimo, ainda que a porta para a revisão do modelo de gestão fique aberta!
Assim, entendo porque se assinou (todos até ao topo), mas não deixo de considerar como MUITO NEGATIVA a manutenção deste modelo de avaliação que vai continuar a prejudicar os alunos porque é burocrático, sem sentido e permeável a todo o tipo de burrice, como foi possível verificar num passado recente!
Nota: tenho dúvidas se o que realmente levou as pessoas para a rua não foi a carga burocrática que a avaliação trouxe. Temo, que a manter-se o modelo, o inferno vá continuar… e a Paz longe das escolas

Kissinger- Clínton

Kissinger-Clinton

A Newsweek traz um diálogo entre Kissinger e Hillary Clinton. Tudo paleio de chacha, daquele que estamos fartos de ouvir desde Nixon e mesmo antes. A conversa de Kissinger cheira a ranço. As tretas de Clinton cheiram a requentados em micro-ondas.

Mas numa coisa, apenas, me detive. Diz Kissinger, aquele Nobel da Paz (?!), amigo de Soares, que foi um dos principais responsáveis pelo vergonhoso e sujo golpe do Chile, e pelo assassínio de tanta gente bem intencionada, boa e pacífica, que, terminar a guerra, passou a ser considerado, segundo muitos, como a retirada das forças, única estratégia de saída. Ou então, segundo este santo estratega, após a vitória pelas armas, ou a vitória decorrente da diplomacia ou da extinção da guerra a pouco e pouco.

Coitados, andam todos a tentar sair de cara lavada, desta fossa onde se enfiaram e enfiaram o mundo. Mas não há detergente capaz de limpar a merda que vão deixar nas páginas da história. [Read more…]

Apontamentos de Inverno (15)

Rio Caldo

(Rio Caldo, Terras de Bouro)

Mais um padre a vir à tona

Mais um padre a vir à tona…

Gaston Borges, nascido em Paris e filho de pais portugueses, foi detido a 27 de Dezembro, acusado de pedofilia.

Não serve de muito o Sr. Alberto Mateus, presidente da Amicale Franco-Portuguaise, de Sens, confessar que ficou perplexo. Hoje em dia já ninguém fica perplexo perante os crimes de pedofilia dentro da igreja. O que urge é puni-los.

O que interessa neste caso, como em todos os outros, é que o Sr. Gaston Borges seja entregue à justiça, julgado e condenado se assim for decidido. O Sr. Gaston Borges é um criminoso como qualquer outro que não seja padre, e a igreja não pode, pelo inadmissível poder que detém, abafar o caso, como tem sido a sua prática.

Não tem nada a ver com o caso, e digo isto a talhe de foice, mas a minha consideração e o meu apoio a Manuel Alegre estão definitivamente comprometidos, depois de saber, pela boca de Namora, que ele foi um dos que tudo fizeram para abafar o escândalo pedófilo dentro do PS. Até parece que foi ensinado pela igreja. Inadmissível!!!

Professores : perplexidades que o acordo gera…

Carta de Rui M. Alves, publicada no DN

As negociações em curso entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores sobre a respectiva carreira, estão a deixar muitos quadros superiores da função pública na mais absoluta das perplexidade, tal é a disparidade entre as condições que já vigoram para estes últimos e aquelas em discussão com a classe docente.

Em cima da mesa está uma versão light de avaliação e progressão, que, ao  invés das restantes carreiras, pretende abolir as quotas na avaliação, consagrar a contagem de tempo de serviço entre 2005 e 2007, e até, pasme-se, manter um período de permanência de 4 anos entre cada escalão, enquanto nas restantes carreiras os quadros qualificados com “bom” no seu desempenho são forçados a esperar cerca de 10 anos até poderem subir de nível remuneratório.

A serem concretizadas tais medidas aos 140 mil professores do ensino público, estes seriam detentores de um estatuto previligiado, relativamente a…outros servidores do Estado, o que seria de todo inadmissivel, pelo que teria de existir obrigatoriamente uma equiparação extensível às outras carreiras.

E isto pela simples razão de que o Ministro das Finanças declarou, aquando da implementação do PRACE, que um dos objectivos do programa consistia na uniformização da multiplicidade dos sistemas remuneratórios e de progressão, até aí existentes no sector público.

PS: que é como quem diz, nós tambem queremos ser tratados tão mal como os professores…

LAC – DIA ABERTO

Até amanhã no LAC.

                    A. Pedro Correia                                              Jorge Pereira                                     

                     Sofia Fortunato                                                   Cruzes

                             Xana                                                       Catarina Nunes

Já há manifestações de protesto

A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues é a nova presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), confirmou à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.

O que se diz por aí

A afirmação de Pinto Balsemão que o PSD “está vivo”, poderá ser tranquilizadora para algumas pessoas – até mesmo para o Governo que diz que a Regionalização depende do PSD -, mas penso que é algo preocupante para qualquer social-democrata: é muito mau sinal quando é preciso vir um fundador afirmar que o partido está vivo.
Já o PS parece estar muito vivo, até demais para o gosto de José Sócrates: a alegada insconstitucionalidade (pela exclusão da adopção) do regime legal do casamento homossexual ontem aprovado, mostram, que a matéria até entre socialistas é fracturante, ao contrário da versão oficial.
Interessante é saber que a Barragem do Alqueva está no limite e não se sabe o que fazer a tanta água. Eu estava em crer que faltava água em Évora, mas deve ser imaginação minha.
Ficou-se a saber agora que o Governo vai construir 400 novas creches. José Sócrates escusava era de exagerar quando afirmou que assim ficará assegurado que os jovens casais “podem ter os filhos que quiserem”. É que para se criar filhos não basta ter quem tome conta deles…

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte III

Parte I – Dimensão político-partidária
Parte II – A duração das carreiras

Escrevi nos textos anteriores que o acordo é bom do ponto de vista político, para sindicatos, para o Ministério, para as escolas… Mas, escrevi também que a carreira me parece excessivamente longa. Acredito que será possível, em momentos mais positivos do ponto de vista económico, voltar a esta questão.

Se me permite, car@ leitor@, pretendia agora reflectir sobre o modo como se vai processar a progressão na carreira.
A questão central do acordo foi a necessidade de garantir que TODOS os professores avaliados com BOM podessem chegar ao topo da carreira. Com este acordo isso fica garantido. Na carreira Maria de Lurdes a nossa expectativa de carreira terminava no 7º escalão (índice 245 ao fim de 18 anos). Agora temos uma carreira que nos permite chegar ao índice 370, sendo que isso é muito tempo… demasiado tempo… Com o congelamento (28 meses que o ME insiste em não considerar – rouba-nos um tempo de serviço que efectivamente trabalhamos!) pode ir até aos 42, 5 anos. É muito, demasiado…
Para progredir (pt 4 do acordo) os professores deverão reunir 3 condições: tempo de serviço, avaliação de Bom / Muito Bom / Excelente e formação. Aqui, nada de novo em relação ao que temos.
Os cenários possíveis: [Read more…]

Memória descritiva: Luta armada contra a ditadura (6) – debate com operacionais da LUAR, BR e ARA-

«Muitas pessoas de outros estratos, como os católicos, que se tinham radicalizado por via da luta anti-colonial, aderiram às Brigadas e deram um contributo importante sem que as questões ideológicas tenham contribuído para nos afastar», disse Carlos Antunes, dirigente operacional das BR.

CL – Já agora, e embora possa parecer uma pergunta um tanto provocatória, não resisto à tentação de lha colocar – se a acção directa sempre foi condenada pelo PCP, como se explica que o Partido tenha criado uma organização destinada a conduzir um tipo de luta que reprovava?

JB – As condições históricas justificam essa contradição. Desde 1962 que a luta contra a ditadura se vinha radicalizando aceleradamente. Junto da direcção do PCP cresciam as pressões para a luta armada. Pressões exteriores decorrentes do ambiente político e pressões da própria organização. Em 1964 Álvaro Cunhal mostrou-se favorável às «acções especiais» no contexto da «luta de massas» e empenhou-se, ainda que de forma cautelosa, na criação da estrutura que as pudessem desencadear sem envolver directamente as organizações do PCP. A ARA apareceu em 1970 principalmente porque o PCP não podia deixar o espaço da resistência armada nas mãos de outras organizações como a LUAR ou as BR, que entretanto surgiam. [Read more…]

Alentejanos sábios…

“Os maiores pensadores que conheci, eram precisamente no meio de todos os eruditos aqueles que menos livros tinham lido”.

Georg Christoph Lichtenberg (1742 – 1799), físico e filósofo alemão

Seria bom se também a nível da governação tivessemos um grupo de “bombeiros” temerários que devido aos travões frouxos não têm alternativa senão apagar o incêndio. O essencial é a mola do potencial de diferença entre altos louvores acompanhados por prémios avultados e a perspectiva de ficar chamuscado.

Mas estes “bombeiros” existem e esperam a sua oportunidade. Talvez sejam da Vidigueira, quem sabe?

Rolf Rohmer

BOMBÊROS DA VIDIGUÊRA

Necessidade óbvia…

Um fogo deflagra numa grande herdade Alentejana.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo de voluntários da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, sempre seria mais uma forma de auxilio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate. Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Entraram pelo fogo adentro e só pararam mesmo no meio das chamas.
Estupefacta, a população assistiu a tudo. [Read more…]

Centenário da República: a génese do movimento republicano

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Adiante explicarei porque comecei com o hino da «Maria da Fonte», interpretado pelo Vitorino, esta crónica, a primeira de uma série que, ao longo do ano, irei dedicando ao Centenário da proclamação da República em Portugal que, como sabemos, se celebra em 5 de Outubro. Sem a preocupação de ordenação cronológica, irei dedicando textos a momentos significativos no caminho para a queda do regime monárquico que vigorava desde a fundação do País. Hoje, falarei dos alvores do movimento republicano. [Read more…]

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte II

2- A duração das carreiras (cont. do Post I: Dimensão político-partidária)

Em Custóias, algures no fim do século passado, o meu colega Luís diz que a carreira de professor era muito curta. Chegava-se demasiado depressa (26 anos de serviço) ao topo e depois estávamos muitos anos no 10ºescalão. Se calhar ele teve razão antes do tempo.
Com a carreira de Maria de Lurdes, saltamos para mais de 30 anos, isto não considerando que o 7º escalão seria o limite porque 2/3 dos professores ficariam parados. Escrito de outro modo, 2/3 dos professores tinham o seu topo da carreira com 18 anos… mas 3 escalões abaixo do que tinham na carreira Pré-Lurdes.
Com o acordo agora alcançado, ficamos com uma carreira com 10 escalões: 9 de 4 anos e 1, o 5º, de 2 anos. A carreira, a correr “normalmente” fica com 38 anos.

Os 10 escalões da carreira docente
Muito bem a reflexão de António Avelãs (Coordenador do SPGL – o maior sindicato da FENPROF) no Circo Lusitano: [Read more…]

Uma cantiga

que não ponho por acaso porque tudo tem uma razão para ser.

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte I

Declaração de interesses: Car@s leitor@s, sou membro do Conselho Nacional da FENPROF, professor efectivo numa escola à porta de casa.

O Acordo entre o ME e os Sindicatos é um momento complexo, fortemente prismático porque tem um conjunto de dimensões de tal modo diversificado que não é fácil fazer a sua análise. Vou por isso procurar, durante o fim-de-semana fazer uma análise tão exaustiva quanto me for possível. Por partes, pois claro.

1. Dimensão política e partidária.
Durante a mais dura maioria absoluta da nossa democracia, uma classe, a dos professores, levantou-se e assumiu na rua, em toda a sua plenitude, o papel de líder exclusiva da oposição. Graças aos Professores, o PS perdeu a maioria. Por isto, todos perceberam a importância que temos.
Depois das eleições surgiu o acordo PS / PSD: a estratégia do PSD poderia ter sido excelente se o acordo não parecer uma vitória do PS. Ou seja, se de ontem resultar uma vitória dos professores, ganha o PSD. Se depois da espuma, resultar uma vitória do PS, então o PSD perdeu. O PC está refém do meu camarada Mário e por isso não podem dizer nada contra o acordo. O BE, estando mais livre, também não fica comprometido… Espero que não corra a dar gás a alguns movimentos só para fazer de conta…
Neste cenário, tudo concorria para um acordo. Tudo… ou nada… [Read more…]

A vidinha

Nas últimas semanas, tenho lido uma contra argumentação interessante face a um argumento que algumas pessoas utilizam em relação aos casamentos dos homossexuais. O argumento é que com tantos problemas que o país já tem, estar-se a discutir isto a esta altura do campeonato é ridículo. Eu não sou uma partidária desta opinião mas também não concordo com a contra argumentação. E não concordo com a contra argumentação, ou seja, com aquelas pessoas que dizem que os que acham que o país tem mais em que pensar, estão no fundo contra o casamento e acham que tem que se dar a devida importância aos direitos individuais e civis, porque me parece que os primeiros não estão assim tão despromovidos de razão.

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