A diferença, meu caro Ricardo:

A diferença, meu caro Ricardo (o Master do Aventar) é muito simples. Todos nós, em todos os blogues (ou quase) fazemos o mesmo mas não devemos, nem precisamos, de aldrabar o leitor. Cumprimos as regras do jogo. Repara, aqui na casa faz-se a coisa desta forma:

Sabendo que o PS defendeu (e bem) a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não fez o mesmo para a bigamia, não podemos deixar de reparar que, na primeira oportunidade, o governo de Sócrates preferiu juntar os trapinhos com as duas princesas sentadas à direita na mesa. Só não sei se o novo orçamento foi redigido recorrendo ao Magalhães ou se preferiram utilizar o novo tablet da Apple.

Depois, amigo Ricardo e seguindo os bons ensinamentos do grande Pedroto, a bola é tratada com o devido respeito e cumprindo sempre a regra do jogo:

Pois no Aventar estamos sempre ao lado dos homens do Norte que não hesitam em dar uns bons tabefes às vedetas. Porém, já não gostamos quando preferem armar-se em calimeros e afirmar que só bateram no gajo em defesa da massa adepta, ou seja, anónima. Quando, na verdade, nada como um bom arraial de porrada para aliviar a tensão pós-traumática de um péssimo jogo de futebol como aquele que o SCP realizou. Mas sublinhamos a bravura daqueles que reconhecem o erro e pedem desculpa ao seu colega – mesmo quando, como é o caso, não lhe perdoe, nunca, jamais, aquele golo contra o meu F.C.P.

Felizmente, o Aventar não é uma empresa (mas cumpre as regras do jogo). Mas se fosse ganhava, por muitos, à REMAX. Eles vendem casas, nós vendemos sonhos! Agora compara e diz-me se estou enganado

Steve Jobs e o Tablet PC: O profeta e a sua tábua

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

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Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

Cada evento da Apple é um momento especial. De tal forma que deve ser catalogado de EVENTO. As letras minúsculas ficam para outros. A empresa californiana vale hoje mais de 178 mil milhões de dólares.

Quase sem se dar por isso, porque aparentemente nem existe, a estratégia de marketing é digna dos melhores especialistas. Há uma linha determinada e seguida ao milímetro. Quando a Apple anuncia um evento, perdão, EVENTO, nasce um processo.

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A "opinião pública" de dois ou três zangados convivas


Os habituais fazedores daquilo a que abusivamente se chama opinião pública, desesperam no final de cada verão que como é regra, sempre foi a estação em notícias capazes de atrair um mínimo de atenção. Passada a fase seca, os frios que sopram do norte e do leste, fazem recrudescer o manancial para o espectáculo do entretenimento.
De facto, não existe em Portugal, uma opinião pública tal como a conhecemos em alguns grandes centros urbanos na Europa ou nos Estados Unidos. No nosso país, essa opinativa actividade, é reservada a uma dúzia de participantes no jogo político que aparentemente criticam. Os habituais amigos, filhos, primos ou amantes de “personalidades de relevo”, entram-nos em casa todos os dias, perturbam-nos a digestão e obrigam os telespectadores à maçada muito pequeno burguesa do zapping, na esperança de uma fuga às pequenas misérias que pelo passe prestidigitador desses opinion makers – é assim que se reconhecem e se comunicam, sempre em inglês -, sobem às alturas e transcendências dos outstanding events ou breaking news.

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A Regra do Jogo e a manipulação das visitas no Sitemeter

O meu querido Fernando Moreira de Sá publicou há dias, no Aventar, um «post» em que brincava com «A Regra do Jogo» e com os «links» em demasia que, na sua opinião, são feitos por aquele blogue.
Compreendo a sua posição e aceito-a. No entanto, conhecendo o Carlos Santos e sabendo que é uma excelente pessoa, não ficaria de bem comigo próprio se não escrevesse este «post». É verdade que o Carlos Santos faz muitos «links» e alguns deles, por vezes, de forma menos criteriosa. O resultado, talvez, do seu grande empenho no blogue que criou e da forma intensa como vive o fenómeno da blogosfera.
O Carlos Santos procura audiências? Acredito que sim. Mas e os outros, andam à procura de quê? Cada um utiliza as armas que tem à mão. Uns falam de futilidades, outros falam de coisas de mulheres em que não se percebe muito bem o que é ou não publicidade, outros põem mulheres nuas, outros especializam-se em downloads de tudo e mais alguma coisa, outros andam a substituir bandeiras de Portugal e por aí fora.
Não é o caso de A Regra do Jogo. É um blogue sério que fala de coisas sérias. E de uma coisa podemos ter a certeza: as suas visitas no Sitemeter correspondem exactamente ao número de pessoas que o visitam. «A Regra do Jogo» não manipula os dados do Sitemeter. Infelizmente, certos blogues que andam na parte superior da tabela, e que se especializaram em defender tudo o que o Governo diz e tudo o que o Governo faz, não podem dizer o mesmo.

7 000 000 de dependentes…

Esse é o número de pessoas que estão dependentes do Estado, melhor, à mercê do Estado ! Das suas políticas sociais, das suas políticas económicas, das suas políticas de repartição…

Este número representa 70% da população, e explica os silêncios, os escândalos sem castigo, a sociedade civil fraca e medrosa, a falta de homens e mulheres livres para criticar, para exigir respostas…

É a esta situação envergonhada que levam as políticas dos investimentos do Estado, as parcerias público/privadas cujos contornos são escandalosos, como ainda há dias um Juiz jubilado do Tribunal de Contas revelava.

A visão centralista e centralizadora dos governos do PS, em que os negócios são feitos à sombra do Estado, em que o dinheiro envolvido é dos contribuintes, abraçando como a jibóia, pagando favores e silêncios.

A livre iniciativa é filha bastarda, pode resultar em criação de riqueza e em mercados livres e regulados, não pelo Estado e os seus reguladores dependentes, mas pelo livre exercício do mérito e da competência. E essa liberdade não é consentida!

Silenciam-se os cidadãos, formata-se a comunicação social, nega-se uma justiça célere e transparente, lançam-se megainvestimentos que não deixam nada para mais nada, de que dependem empresários, banqueiros e trabalhadores, todos accionistas do regime, todos dependentes porque o Estado tudo controla, tudo filtra, tudo orienta…

E, para além da dependência financeira, temos a dependência na Saúde, na Segurança, na Educação e em vastas áreas sem as quais não vivemos, como a actividade dos transportes, da água, da luz, dos combustíveis, dos telefones, e até os serviços bancários já estão, em grande parte, dependentes do Estado!

Um Estado afundado em escândados e em corrupção, compadrios, partidarite, amiguismos, com a mentira das contas públicas e das contrapartidas dos negócios que ninguem explica. Há treze anos que o PS está no governo, há trinta que o PSD partilha a governação com o mesmo PS, chegamos ao fundo, somos os mais pobres, estamos condenados a empobrecer!

Sete milhões de pessoas, 70% da população, à mercê de um Estado corrupto e corruptor !

Por onde anda a indignação ?

O Hip-Hop Improvisa

Estávamos em casa de amigos. O rapazinho, acometido de urgência criativa, pediu papel, lápis e estendeu-se no chão a escrever. Contava sílabas, riscava, corrigia,voltava a riscar, enquanto os adultos conversavam. Às tantas levanta-se, pede uma guitarra, senta-se, ensaia uns acordes (?) e explica o que pretende como acompanhamento. -Acabei de fazer o meu primeiro hip-hop, diz.

Eu só tive tempo para pegar na máquina de filmar e registar o momento ao primeiro take, sem direito a repetição.

Isto passou-se há algumas semanas. O “artista” é meu filho e faz hoje dez anos, um número redondinho. Parabéns, rapaz.