
O William de Silva dá-vos as boas vidas A Q U I
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

O William de Silva dá-vos as boas vidas A Q U I

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Onze inicial do Benfica no jogo de apresentação da época 1982/83, numa vitória por 4-2 frente ao Ferencvaros. Em cima, da esquerda para a direita: Nené, Filipovic, Humberto Coelho, António Bastos Lopes, Shéu e Bento. Em baixo: Veloso, Chalana, Carlos Manuel, Alves e Pietra.

“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
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Nestas alturas é que me lembro que já fomos um grande país.
Mas não é com esta gente derrotista que iremos sê.lo uma vez mais. Um bom exemplo daquilo que o Frederico disse noutro post, via-se em Lourenço Marques. Existiam igrejas, pagodes chineses, a mesquita da rua Salazar, a mesquita ismaelita Príncipe Aga Khan. Frequentávamos todos esses locais sem qualquer problema. A realidade era bem diversa daquilo que dizem parlapatões privilegiados, ignorantes – NUNCA viveram em África! – e atrevidos como as chusmas de doutores Soares e afins deste mundo. Os meus colegas de escola eram de várias cores e credos e tenho as minhas fotografias de miúdo que comprovam bem quem eram os meus amigos. O Cheng, o Patel, o Matavele, etc. Quer a verdade? Consulte livros de imagens de Lourenço Marques dos anos 60 e 70 e dê especial atenção às fotos das praias e escolas públicas.
Adorávamos devorar comida indiana, chinesa, paquistanesa, goesa e claro, especialidades “da Metrópole”. Estou FARTO de escutar convenientes estorietas de cordel acerca de situações que jamais vi, embora ainda pontualmente existissem longe da vista da esmagadora maioria dos naturais. E cá, como é que são tratados os negros, brasileiros e tantos outros hoje marginalizados, sem papéis, contratos de trabalho, direitos de saúde, etc?
A verdade é clara, indesmentível. Hoje, Moçambique e Angola ainda não atingiram nem de longe, qualquer um dos níveis reconhecidos pela ONU em 1974. Nem de longe e em nenhum sector. Deixaram de dar assistência sanitária às populações, ninguém é vacinado para coisa alguma. Um poder despótico e explorador como não há memória. E passo a vida a ouvir falar em “trolarós” ecuménicos que servem perfeitamente para dar o tom politicamente correcto. Ora esse “encontro de civilizações” já o vi e em vários sítios onde estivemos. Por exemplo, em Goa, Damão e Diu, a comunidade muçulmana era fidelíssima a Portugal e assim se manteve até à invasão de 17 de Dezembro de 1961. Fidelíssima a Portugal, não querendo isso dizer que fosse seguidista fanática do regime instalado. Até porque em Portugal via uma tolerância que não existia para lá da fronteira, onde a separação Índia-Paquistão deu no que se sabe.
Basta de mistificação. A situação colonial estava numa fase final e em que inevitavelmente seria ultrapassada. Acabou por sê-lo, mas da pior maneira possível de imaginar e disso tenho uma certeza tão absoluta quanto irredutível.
Estou habituado a conviver com outras gentes, outras religiões. Isso não quer dizer que tenha de abdicar do essencial substracto que queiramos ou não, nos tornou portugueses. Se a gente de Malaca, Goa, Macau, Bangkok ou Colombo entende isso, o que se passará na cabecinha dos nossos donos “metropolitanos” ? Agora dizem que são europeus? Alguma vez deixámos de sê-lo?