Para reflectir

Esta semana dei por mim a ter uma conversa com uns colegas sobre os cursos que vamos tirar. Se têm ou não saída. Sobre o que nos vai acontecer. Sobre o que queremos na vida, sobre a felicidade e a falta dela. Sobre tudo o que pode correr terrivelmente mal. Estamos em humanidades, bolas, estas preocupações são justificadas em todas as áreas e especialmente na nossa. Contudo, ás tantas alguém mencionou o terramoto no Haiti, e nós percebemos que as nossas preocupações, apesar de perfeitamente justificáveis para a nossa idade, e para o nosso contexto, são pouco comparado com as preocupações daqueles desgraçados. Depois de um silêncio há um colega que diz: “a pergunta que eu faço todos os dias, mas mesmo todos os dias, é: se eu morresse hoje, será que moria feliz?”

Hoje em dia, há muito a noção de que toda a gente tem é que ser feliz, e de que tudo tem que ser fácil, e este sentimento está generalizado, especialmente entre os jovens. Eu não concordo nada com isto. Acho que a vida não é fácil, e não é para ser fácil, e não vai ser fácil. E é preciso esforço, muito esforço, e lutar e muito. E no meio disto a chamada felicidade pode ficar pelo caminho. Mas também acho que é bom relativizar as coisas. Parar um pouco, para pensar, realmente, se moressemos hoje, será que morríamos felizes.

Comments

  1. maria monteiro says:

    também há aquela expressão, muito usada pelos jovens, que é “morrer de tédio”

  2. Carla Romualdo says:

    Curiosamente, acabei há bocado de escrever um post para publicar amanhã ou depois no Aventar sobre a busca da felicidade. Que boa surpresa chegar aqui e encontrar este texto, Daniela.

  3. Miguel Dias says:

    Excelente

  4. Luis Moreira says:

    Daniela, na tua idade essa questão é muito dificil. Deixa isso para quando não tiver a dimensão que tem hoje para ti. No tempo certo não é drama nenhum…

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