Aguiar Branco vs Passos Coelho: que comece o jogo

Com a questão do orçamento resolvida, o PSD começa a olhar de forma mais atenta para o umbigo. Ao que tudo indica, Aguiar Branco deve mesmo entrar na corrida pela sucessão de Manuela Ferreira Leite, responsável por um período de retrocesso político e social do maior partido da oposição.

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O líder parlamentar deu, há tempos, sinais de que poderia ser candidato, depois pareceu recuar mas agora estará determinado a avançar. Se, claro, recolher os inevitáveis apoios de notáveis. Se, claro, não houver outros empecilhos, como outras candidaturas na mesma área de influência do partido laranja.

Este é um dos problemas dos políticos em Portugal. Precisam sempre de garantias, sustentadas em apoios de uns quantos nobres feudais, para tentar ganhar uns votos junto dos militantes que seguem os seus senhores ou como certeza de, pelo menos, não fazerem má figura. Dizem-me que é assim, que tem mesmo de ser. Que ter ideias, propostas, um rumo, não chega nestas campanhas internas. É preciso mais. É preciso influência. Na realidade só tem mesmo de ser se assim o quiserem. Esta é a face ‘escura’ da política. As influências, os lobbys. Se todos forem mais honestos, ficaremos a ganhar. Os partidos e os eleitores.

Passos Coelho está em pré-campanha eleitoral há muito e tem a estratégia bem definida. Os contactos com os blogues de âmbito político, entre os quais o Aventar, e o lançamento do livro “Mudar”, a par da entrevista televisiva, mostraram que o ex-líder da JSD está melhor preparado que na anterior candidatura. Está em vantagem. Pelo que consta, não tem muitos notáveis a dar-lhe palmadas nas costas. Por enquanto.

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