Pedir ao BCE ou ao Credibom?

caramelos de vinagre

O Estado pediu hoje emprestado 1.242 milhões de euros a uma taxa média de 6,8 por cento. Mais um pouco e parece o crédito obtido junto das credibons e afins.

E para que serve este dinheiro? Para pagar, por exemplo, 33 milhões de euros estoirados em brinquedos eleitorais. E para manter o rol de boys, como estes antigos e outros mais recentes. E ainda para as empresas do regime. E ainda… e ainda para muita coisa que para nada nos servirá, já que os serviços que o Estado nos presta (educação, saúde, segurança, etc.) são cada vez mais escassos. Ou inexistentes. (Estou a lembrar-me, por exemplo, do facto de eu não ter médico de família e, querendo consulta, só gastando um dia de trabalho para a fila no posto médico ou pagando 70 a 100 euros no privado.)

Dizem que é sacanice dos mercados. Será? Como diz o povo, quem não deve, não teme! O que os apologistas deste assobiar para o lado (a culpa é sempre "deles") parecem procurar disfarçar é que só estamos como estamos porque o Estado gastou muito, mas mesmo muito, mais do que tem.

Chegados aqui, vamos apontar dedos a quem caros leitores? Aos políticos? Ora pensem lá em que programas eleitorais votaram nos últimos 30 anos. Pois é, as promessas eleitorais têm preço. Houve rebuçados e agora há vinagre. Como dizia o outro, é a vida…

Comments


  1. Jorge, é mesmo este o problema.

    O difícil agora é, em primeiro lugar, saber como vamos baixar o nível de vida do pessoal todo até estarmos a viver de acordo com os nossos rendimentos.

    Muitas pessoas, legitimamente, clamam para que se tire o dinheiro aos ricos e afins, infelizmente não creio que os ricos tenham dinheiro suficiente para manter o status quo… Ou seja, vai-se mesmo ter de reinventar a forma como vivemos.

    O segundo grande problema é termos os políticos com a cultura e saber suficiente para puderem assumir compromissos de longo prazo (uns 20 anos) por forma a termos um sistema de ensino que forme pessoas que saibam trabalhar (neste momento formamos artistas com desequilíbrios emocionais), termos um sistema de justiça rápido e eficiente e termos um sistema financeiro equilibrado. Quando conseguirmos ter tudo isto, só nessa altura, poderá a nossa qualidade de vida começar a melhorar em termos materiais.


  2. Antigamente (antes do euro) desvalorizava-se a moeda. Agora cortam-se salários. Mas se a primeira opção afectava todos por igual, já a segunda é bem mais injusta.

    Quanto a planos para futuro, o melhor é lermos os “Contos Proibidos” de Rui Mateus…

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