Simulação optimista do esquema de pensamento do funcionário público

maria_luis_albuquerque

 reciclado pelo senhor dos passos e pela senhora das portas:

Mais 6%, pá? Ora mais 12% de castigo sobre o estatuto, o corte dos subsídios de férias e de natal, a reposição de um deles subtraída do aumento do IRS e reduzida pela revisão da dedução à colecta e dos escalões, a sobretaxa e a taxa de solidariedade, o congelamento salarial e a inflação, o IVA… Isso dá… Bem, é fazer as contas…

Os outros sacanas é que tiveram culpa, é muita despesa pública. Nos outros países não há concerteza esta despesa com os salários no Estado, aqui é que é o regabofe. O que vale é que há cada vez menos funcionários públicos, bem, postos de trabalho. Mas o pior é que quem fica passa a trabalhar por si e pelos despedidos… É a economia, pá. Não há dinheiro, pé… Temos que compreender, pi. E Deus nos guarde de ficar desempregados, pó. E se for eu a seguir, pu? Ta que pariu, não seria melhor trocar de camisa de forças, que esta já cheira mal?

As verdadeiras gorduras do Estado

Só em jacarandás e em carros é logo 3.2 milhões de euros. Percorrendo o restante país…

Diz que é preciso despedir funcionários públicos (1)

Cavaco Silva entre os chefes de Estado mais gastadores da Europa

É a Economia, Estúpido!

camilo_lourencoUma análise que até o Camilo percebe!

Diz Passos Coelho, acompanhado pelo Coro de vozes dos principais responsáveis Europeus, que “o que está a acontecer em Portugal é consequência do que se passa na Europa”. É na diminuição do crescimento das exportações que o Governo encontra a tíbia explicação que dá para o fracasso das suas políticas.

Mas, não seria este abrandamento previsível? Era! Mais que previsível era mesmo uma consequência inevitável e uma “tragédia anunciada”. Senão vejamos:

O Plano (em Teoria) [Read more…]

Os números torturados do nosso dia a dia

torturem os numerosSabia que em 2008 a dívida pública de Portugal “era inferior quer à da Alemanha, quer à da França, quer à média da Zona Euro, obviamente em proporção dos respetivos PIB”?

Que “a despesa pública não atingiu em momento algum 50% do PIB”?

Como nas “estatísticas oficiais algumas despesas que têm uma dupla função são contabilizadas duas vezes”?

Parece-lhe possível concluir que os impostos não aumentaram em Portugal nos últimos anos, uma vez tido em conta que os rendimentos, esses sim, aumentaram?

Sabe que “o número de horas trabalhadas por ano por cada trabalhador português excede em 1,1% o esforço de trabalho dos norte-americanos,e excede largamente,  (…) as horas trabalhadas nos países europeus”? [Read more…]

Outra vez as despesas de educação

Em suma, a redução na despesa em educação em rácio do PIB parece ter sido acompanhada pela melhoria dos indicadores de educação, o que sugere um progresso ao nível da eficiência da despesa no setor. Para este resultado terão contribuído as medidas adotadas no período mais recente, sendo de destacar o encerramento de escolas com número reduzido de alunos e a redução do rácio professor–aluno. No entanto, existe claramente margem para redução da despesa e ganhos adicionais ao nível da eficiência neste setor.

O sublinhado é meu, a citação de um estudo publicado no Boletim de Inverno do Banco de Portugal (A Evolução da Despesa Pública: Portugal no Contexto da Área do Euro, de Jorge Correia da Cunha e Cláudia Braz). [Read more…]

Cortemos na despesa onde ela é ilegítima

Já é recorrente, listar organismos do estado onde cortar na despesa. Não nego que muitos são inexistentes, o estado desperdiça os seus recursos  (gastos com estudos e pareceres orçamentados em 2012: 128,4 milhões de euros), parcerias público privadas (vd hospitais para não falarmos sempre de estradas) etc. etc.

Esta listagem de serviços e fundos autónomos é mais uma que delira: as universidades levam um corte de 20% porque são “serviços onde são sobejamente reconhecidas ineficiências”, e o resto é arrasar na educação e formação, ambiente e cultura, para poupar uns míseros 2857 milhões de euros.

Sim míseros: eu encerrava o Ministério dos Juros da Dívida. Poupança: 7164,4 milhões.  A bem dizer, cruzando com os dados deste gráfico, a coisa ficava quase toda entre fronteiras. O BCP, o BPI e o BES* iam à vida? que chatice,  problema deles. É o mercado, estúpidos.

*Não incluo a CGD, pelo simples facto de, esta sim, ter emprestado ao estado por ser gerida pelo estado. Os restantes bancos andaram à procura de lã. Que saiam tosquiados.

Carta de um investigador a Angela Merkel

Querida Ângela,

Desculpa que te escreva em castelhano, mas o meu nível de alemão é similar ao de um orangotango de Bornéu em tempo de acasalamento. Podes pedir aos teus colegas Zapatero ou Rajoy que te traduzam esta carta. Ambos são célebres poliglotas, como deves ter descoberto nas reuniões do Conselho Europeu.

Agora a sério… Um dos aspectos, que pouca gente conhece de ti, é que és doutorada em física. Entre 1978 e 1990, foste investigadora na prestigiada Academia de Ciências de Berlim e publicaste importantes artigos no campo da química quántica. Suponho que isso ajuda a explicar porque, enquanto a Espanha cortava 35% nas ciências, desde o começo da crise, a Alemanha aumentava 20%.

Ângela, envio-te esta carta, porque estou cada dia mais preocupado que o teu governo nos faça de gregos. Sim, já sabes, que virás ao “resgate” e nos imporás reformas similares às que fizeram à Grécia: mudança da Constituição para que o pagamento da dívida tenha prioridade sobre qualquer despesa social, descida de 23% do salário mínimo, corte de pensões e despesas da saúde, etc. [Read more…]

O que temos aqui é uma falha de comunicação

Compreendo a revolta do nosso Jorge quando pede ao Governo para não cortar mais na despesa porque a sua carteira já não aguenta mais.

Afinal de contas,  estava tudo à espera que este Governo se referisse à despesa pública quando fala em cortar na despesa.

Talvez não seja bem assim.

O Governo parece estar preocupado, sim, em cortar na despesa privada. E não há melhor modo para isso do que tirar o dinheiro da carteira das pessoas.

Sem dinheiro o pessoal não gasta. A não ser que peça emprestado e se endivide ainda mais, além do tutano, e se agudize ainda mais a crise financeira e tal e coisa…

Pois…

Por favor, parem de cortar na despesa

Qualquer ilusionista sabe que um truque não se repete. Mas o nosso querido ministro das finanças já deve ser a terceira vez que faz o brilharete de anunciar que vai comunicar cortes na despesa pública e depois, com tremenda lata, tira novos impostos da cartola.

E ao certo, porque vamos pagar mais impostos? Porque temos boa saúde? Porque a justiça é célere? Porque estamos a formar uma geração altamente qualificada? Porque temos um país seguro? Porque vamos ter as reformas para as quais estamos a descontar?

Não. Estamos a pagar mais impostos porque a banca deu o golpe do baú, porque se fizeram obras públicas sem dinheiro para as pagar, porque se deram computadores como se fossem brindes de campanha, porque a torneira para a Madeira  continua aberta, porque alguém terá que pagar as eólicas, porque… A lista parece infindável mas pode resumir-se em meia dúzia de palavras: uns poucos pagam a mama de muitos.

Por isso, senhor Vítor Gaspar, deixe de cortar na despesa. A minha carteira está nas últimas.

First things, first*

image

Ah!, sim, vamos a uma drástica, drasticíssima até, redução das entidades públicas. Depois de, claro, alguns pressupostos estarem resolvidos.  Antes cedo, do que seja tarde.

 

* inglês technicolor, como diria uma certa pessoa que eu cá sei, entusiasta de linhas paralelas 😉

Proposta para cortar radicalmente na despesa pública

Abdicarmos de todos os cargos de eleição ou escolha políticas e respectivos assessores, passando a ter apenas uma só eleição de 4 em 4 anos para eleger a agência de rating mais favorável para nos governar e deixar o resto com a banca.

Quem São e o Que Dizem os nossos Deputados


Já está disponível um novo serviço público da chamada sociedade civil.
Chama-se demo.cratica e permite visualizar de uma forma mais apelativa alguma da informação do site da nossa Assembleia da República.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal.

Surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar, evento que inspirou também a criação do projecto DespesaPublica.com.

E assim, aos poucos, vamos ficando com ferramentas para um Portugal melhor.

Para onde vão os nossos impostos?

Compilo neste post alguns dados sobre a despesa do Estado.

Administrações Públicas: despesas por tipo , 1995 – 2010 Administrações Públicas: despesas por tipo , 1995 – 2010

Administrações Públicas: despesas por tipo , 1995 – 2010. Gráfico 1: 2010; Gráfico 2: evolução temporal
Fonte de Dados: INE–MFAP; Fonte:
PORDATA; Última actualização: 2011-04-06

A seguir, uma animação a mostrar a evolução do gráfico 1 no período 1995-2010:

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Com letras garrafais, será que lá vai?

Será que a miopia portuguesa é tanta que só em grande se vê?

Para baixar o défice,
basta não pagar o que se deve!

Realidade (um de tantos exemplos):

Maternidade Alfredo da Costa está a pedir donativos aos utentes
15.04.2011 – PÚBLICO
A Maternidade Alfredo da Costa está a pedir donativos aos seus utentes para fazer face à situação de crise que o sector da saúde atravessa.

Propaganda:

Governo revela melhoria de 1.750 milhões nas contas públicas
15.04.2011 – PÚBLICO
O Governo vai apresentar uma melhoria de cerca de 1.750 milhões de euros nas contas da administração central na sua execução orçamental do primeiro trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período de 2010, disse à Lusa fonte governamental.

Tristes charlatões estes que nos conduzem ao abismo e, ainda mais tristes, os que os põem lá. A democracia também passa pelas escolhas erradas. Mas têm um preço, como será ainda mais notório nos próximos anos.

Descarrilamento

Adaptado daqui

Nota: a imagem é também um labirinto, com uma solução.

Sócrates e a fuga: guião de uma legislatura (I)

a grande fuga

Onde o nosso herói decide fugir quando colocado sob os holofotes da iminente necessidade de recorrer ao FMI. O filme de uma legislatura incapaz de controlar a despesa pública.

Ficha técnica:

Ou dito de outra forma, Governo tem desperdiçado 5 milhões de euros em cargos dirigentes

A notícia como vem no DN A tradução feita por um pagador de impostos
Governo poupa 5 ME com extinção de cargos dirigentes

O Governo anunciou hoje que foram extintos nos últimos tempos 100 cargos dirigentes na Segurança Social e poderão ser extintos outros 70 ainda este ano, o que levará a uma redução de despesa de cerca de cinco milhões de euros.
  
“No quadro do Orçamento do Estado, a Segurança Social tem feito um grande esforço de modernização mas ao mesmo tempo tem conseguido reduzir o número de dirigentes sem pôr em causa a qualidade dos serviços prestados”, disse aos jornalistas o secretário de Estado da Segurança social Pedro marques.

Segundo Pedro Marques, a redução de 100 lugares de dirigentes correspondem a uma redução de 2,8 milhões de euros.

A redução foi conseguida à custa de aposentações, não renovação de comissões de serviços e transferência de funcionários para Instituições Privadas de Solidariedade Social, no âmbito de externalizaçõa de competências, como aconteceu com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Governo andou a desperdiçar 5 ME com cargos de dirigentes

O Governo anunciou hoje que manteve nos últimos tempos 100 cargos dirigentes na Segurança Social e que outros 70 continuarão a existir, pelo menos, este ano, o que tem levado a uma despesa de cerca de cinco milhões de euros.

“No quadro do Orçamento do Estado, a Segurança Social tem mudado umas coisas que deixaram tudo na mesma e a prova é que um certo número de dirigentes poderia sair sem que a qualidade dos serviços prestados fosse beliscada”,  disse aos jornalistas o secretário de Estado da Segurança Social Pedro Marques.

Segundo Pedro Marques, os 100 lugares de dirigentes que têm sido mantidos correspondem a uma despesa de 2,8 milhões de euros.

Estes cargos têm sido mantidos à conta de contratações, comissões de serviços e duplicação de serviços já prestados por outras instituições, como tem acontecido com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Sócrates negou três vezes

socrates-nega-3-vezes

Se não foi vender dívida foi fugir da campanha eleitoral. Ou as duas, pela ordem que se preferir.

IC-19-Tales #34 Ajudar quem precisa

IC-19-Tales #34 Ajudar quem precisa

A notícia: Carlos César acusa Cavaco Silva de “dividir os portugueses

Vêm a tempo para quarta-feira

Blindados chegaram a PortugalHá quem por aí quem se indigne face aos indispensáveis blindados comprados para a cimeira da NATO terem chegado tarde demais. Será mesmo assim?

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Pedir ao BCE ou ao Credibom?

caramelos de vinagre

O Estado pediu hoje emprestado 1.242 milhões de euros a uma taxa média de 6,8 por cento. Mais um pouco e parece o crédito obtido junto das credibons e afins.

E para que serve este dinheiro? Para pagar, por exemplo, 33 milhões de euros estoirados em brinquedos eleitorais. E para manter o rol de boys, como estes antigos e outros mais recentes. E ainda para as empresas do regime. E ainda… e ainda para muita coisa que para nada nos servirá, já que os serviços que o Estado nos presta (educação, saúde, segurança, etc.) são cada vez mais escassos. Ou inexistentes. (Estou a lembrar-me, por exemplo, do facto de eu não ter médico de família e, querendo consulta, só gastando um dia de trabalho para a fila no posto médico ou pagando 70 a 100 euros no privado.)

Dizem que é sacanice dos mercados. Será? Como diz o povo, quem não deve, não teme! O que os apologistas deste assobiar para o lado (a culpa é sempre "deles") parecem procurar disfarçar é que só estamos como estamos porque o Estado gastou muito, mas mesmo muito, mais do que tem.

Chegados aqui, vamos apontar dedos a quem caros leitores? Aos políticos? Ora pensem lá em que programas eleitorais votaram nos últimos 30 anos. Pois é, as promessas eleitorais têm preço. Houve rebuçados e agora há vinagre. Como dizia o outro, é a vida…

Também eu, renuncio

  • Renuncio a boa parte dos institutos públicos criados com o propósito de me servir;
  • Renuncio à maior parte das fundações públicas, privadas e àquelas que não se sabe se são públicas se privadas, mas generosamente alimentadas para meu proveito, com dinheiros públicos;
  • Renuncio ao serviço público de televisão e aceito, contrariado, assistir às mesmas sessões de publicidade na RTP, agora nas mãos de um qualquer grupo privado;

Mais no 4R. Renuncie também!

Mira Amaral – um homem sem vergonha

Mira Amaral, engenheiro de base e economista por pós-graduação, resolveu sair também a terreiro e proclamar: “a economia portuguesa não aguenta mais impostos”. Ao estilo de sábio membro do ‘Conselho de Anciãos’, a ilustre figura avisa: “é urgente, é imperioso fazer cortes do lado da despesa…”. O aviso, claramente dirigido ao seu partido, é redundante, se tivermos em conta as posições da direcção do PSD, a quem, Mira Amaral, se pretende colar.

De há muito, a falta de vergonha dos homens públicos é fenómeno comum, mas Mira Amaral é um destro praticante da ignomínia. Integrou os quadros do BPI, transitando do adquirido Banco de Fomento, privatizado nos anos 90. No início da década actual, reformou-se do BPI com indemnização e pensão substanciais. Algum tempo depois, ingressou na CGD, por influência do PSD; porém, ao final de 18 meses, viria a deixar a instituição do Estado, com uma obscena pensão de reforma de mais de 18.000 euros mensais; e não foi o único, porquanto também o seu ajudante de campo e ex-secretário de estado, Eng.º Alves Monteiro, teve percurso semelhante, embora a valores mais baixos. Até Bagão Félix, então Ministro das Finanças, benfiquista de alma e coração, ficou verde.

Hoje, Mira Amaral, administra o Banco BIC, ao serviço de Amorim e de Isabel dos Santos, a princesa do reino corrupto de Angola. Um homem que, além de retribuições de privados que não discuto, em função da desfaçatez de arrecadar cerca de 250.000 euros anuais de uma instituição pública, perdeu a moral – e igualmente a vergonha – para falar em desperdícios de dinheiros públicos, mormente em cortes de despesas. Sr. Mira Amaral: ajude o País, prescindindo da abjecta situação de reformado da CGD!

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A memória é lixada

2010-02-02
Impostos não vão subir, garante José Sócrates

"Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa", declarou José Sócrates aos jornalistas, depois de confrontado com uma posição pública hoje assumida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.

2010-05-10
Como tudo mudou em poucos meses

"Não há aumento de impostos, concentraremos os nossos esforços na contenção e na redução da despesa, seguindo uma política financeira de rigor".
27 de Janeiro

23.09.2010
Ministro das Finanças diz que tomará as "medidas necessárias" para cumprir défice
"Tomaremos as medidas indispensáveis para neutralizar estes factores de risco. Não podemos falhar esse objectivo, faremos o necessário para que o défice não ultrapasse os 7,3 por cento", disse hoje Teixeira dos Santos no Parlamento.
O ministro das Finanças defendeu mesmo que não será possível atingir o objectivo orçamental "sem receita adicional". E prometeu cortes significativos na despesa pública em todas as rubricas no próximo Orçamento do Estado.


Ministro diz que sem aumentar a receita "não vamos cumprir o défice"
No debate na Assembleia da República, o ministro das Finanças explicou que "não é possível atingirmos o nosso objectivo sem melhoria na receita. Sem ela não vamos alcançar o nosso objectivo".

A memória é lixada. Com a volatilidade das propostas políticas, faz todo o sentido perguntar para que queremos campanha eleitoral. Se é para fixar cartazes e lançar promessas vãs, mais vale apenas ir à urna de voto.

O chapéu dos impostos

o chapéu dos impostos

O certo é que a solução será sempre a mesma enquanto se puder aumentar a receita e não houver coragem para enfrentar os que tenham a perder com cortes na despesa. Especialmente quando um país inteiro vive à sombra do orçamento de estado.

Um pouco de honestidade, sff

Um tal de Pedro Romano, escriturário num tal de Jornal de Negócios, produziu uma peça escrabrosa na qual se afirma

A despesa do Estado não pára de crescer, apesar de o ano ser de consolidação orçamental. E cerca de um terço deste crescimento – que atingiu os 3,8% em Julho – vem da educação, em parte devido à melhoria das remunerações de professores, no seguimento do processo de avaliação.

Conforme o mesmo P. Romano tenta explicar na caixa de comentários tirou esta conclusão do “Boletim de Execução Orçamental, publicado mensalmente pela Direcção Geral do Orçamento. Os dados são públicos e podem ser confirmados por quem tiver tempo e paciência para consultar o site da DGO.”

Nem é preciso muito tempo. No boletim afirma-se sobre o aumento da despesa:

Remunerações certas e permanentes” (+1,5%), reflectindo o impacto orçamental associado à implementação dos novos sistemas remuneratórios das forças de segurança e dos militares, bem como às alterações de posições remuneratórias de docentes do ensino não superior associadas ao processo de avaliação;

O sublinhado é meu. A incompetência do jornal e de quem nele mente. O reflexo pavloviano do costume é do sr. Vital Moreira, que se queixa de ser

evidente desde o início que o acordo com os professores tinha de se traduzir num agravamento da factura da despesa de pessoal do sector público.

Resta saber porque não quantifica o Ministério das Finanças qual foi o impacto de pagar mais à tropa e policias, e quanto custou a subida de escalão de alguns professores. Eu, e qualquer professor, sabe porquê: o número dos que mudaram de escalão é perfeitamente residual. Mas prepara-se mais um ataque aos professores, e todas as mentiras contam. Negócios.

PS, PSD e CDS de acordo: é preciso cortar na despesa pública

O submarino Tridente vai ficar fundeado em frente ao Ministério das Finanças: dali não sai nem mais um milhão.

Chama-se Tridente em homenagem ao trio partidário que o adquiriu. As instalações sanitárias foram batizadas Sala Portucale, por sugestão do líder do CDS, e serão inauguradas pelo seu conhecido apoiante Jacinto Leite Capelo Rego, ele mesmo, numa homenagem à sociedade civil e à forma como voluntariamente contribui para o financiamento partidário.

Rapidinha – a crise

“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”

” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.

“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”

” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.

Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,

À socapa os impostos vão subindo…

Como quem não quer a coisa o Estado vai sacando tudo o que pode. Agora os chamados "brings benefits" tambem já pagam descontos para a Segurança Social e as empresas contribuem com a sua parte.

 

Se até sou capaz de estar de acordo ( são os carros, os almoços, os cartões de crédito…) quanto às empresas é que não é ajuda nenhuma, quando o que se discute na UE é baixar o peso das contribuições para o Estado. Mas aqui no nosso país não há margem para nada, a despesa pública cresce ( já é superior a 50% do PIB) e os impostos têm que subir.

 

Quem não sofre com os impostos é a banca que ganhou, nos últimos três meses, cinco milhões de euros por dia ,e que no ano passado não pagou mais de 15% de IRC, enquanto as empresas falidas pagam mais do dobro. E se lhe juntarmos o que se esconde nas off shores, o IRC não atinge os dois dígitos. Enfim, justiça e equidade fiscal à Partido Socialista.

 

Contra os 5.9% de déficite de Teixeira dos Santos aí estão os 9% da UE e a tenaz começa a apertar com a redução do déficite a começar já em 2010. E a Dívida Pública, e o desemprego, está tudo a subir e não controlado.

 

O mais depressa que lhes seja possível, vão começar a retirar as ajudas específicas da crise. Nos BPP, BPN e BCP é que não vão retirar nada, nos apoios ao desemprego vão começar a apertar porque a situação não é sustentável, embora isso seja um terramoto social, porque a retirar é a quem não tem outros rendimentos.

 

E a criação de emprego com as grandes obras só tem efeito lá para mais adiante, 2011?

 

A crise internacional está a melhorar, mas a crise nossa, muito nossa, está a agravar-se.

 

Desta vez quem será o culpado?