O fundamentalismo cristão e a queima do Corão

A “nova inquisição” fundamentalista cristã, após uma farsa sem pés nem cabeça que decorreu de um simulacro de “julgamento“, queimou um exemplar do Corão por ter sido culpado de “crimes contra a humanidade”. Dando de barato que estes senhores pretendem ignorar os crimes cometidos em nome da Bíblia, ou de outras religiões, não posso ficar indiferente ao facto de, este mesmo pastor e seus seguidores, já terem sido alertados para as consequências possíveis de atitudes como esta.

E também não fico indiferente às “razões” e “conclusões” do dito “julgamento” (o texto vai cheio de aspas porque esta é uma “realidade” absolutamente ficcionada, em que a estupidez recorre e faz uso de palavras que pressupõem um mínimo de inteligência e entendimento) em que o “pastor”, a dado momento, conclui: se você for culpado de assassínio, não vai em liberdade para casa… e acrescenta … porque matou alguém e, por causa disso, tem de ser punido.

Pois bem, já morreram 23 pessoas como resultado deste acto premeditado cujas consequências eram previsíveis. Para quando a punição destes manipuladores disfarçados de santinhos?

Comments

  1. Deixa lá ver se eu entendi:
    Um anormal queima um livro na Florida é que é o responsável pela morte de 23 pessoas no Afeganistão? Isso quer dizer que posso ir, neste momento para a rua matar 23 portistas por queimaram uma bandeira do Benfica algures no norte do país?

    Achar que as 23 pessoas morreram porque um pastor imbecil queimou umas paginas escritas e encadernadas é reconhecer que esse Livro afinal era Sagrado e nesse caso este post transforma-se em fundamentalismo islâmico.

  2. A. Pedro says:

    Eu, que não sou adepto de teorias da conspiração, tenho para mim que este indivíduo tinha a perfeita noção das consequências, que as mediu, previu e provocou.

    Quanto ao livro ser sagrado, é-o, para os muçulmanos, toda a gente sabe isso. Eu, que não o tenho por sagrado, sei que vou afrontar os sentimentos profundos de milhões se o queimar. Além, claro, de manifestar o meu total desprezo pelas suas crenças (o que é diferente de manifestar a minha não crença, coisa que faço sempre que vem a propósito).

    Mas, para mim, queimar livros tem um valor simbólico não desprezível que é equivalente a queimar quem os escreve ou neles se revê. Se fosse psicanalista, coisa que não sou, não descartava a leitura de que este indivíduo foi por aí. Além disso há uma provocação assumida e uma vontade fundamentalista de destruir a religião do outro. Por parte de quem? De outro religioso, adepto de uma religião “concorrente”. Podemos estar em terrenos de um certo primarismo, mas as mortes são bem reais.

  3. No islam, maomé queimou o próprio allah ao deixá-lo sem fala e sem espírito.
    Pior!
    No islam, maomé só deixou os bota-fogo à solta, satan e os génios maus.
    No islam, são os únicos que existem e que sussurram aos maometas.

    Só fora do islam, Deus pode existir e ser fonte e garante do bem e da vida.

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