Que jogadores são aqueles que fazem sombra na Luz?

Na época transacta o Benfica podia ter feito a festa do campeonato no Estádio do Dragão. Não conseguiu. Esta época o FC Porto teve oportunidade de confirmar o título de campeão no Estádio da Luz. Conseguiu.

Segundos depois do fim do jogo, as luzes da Luz deram ‘kaput’. Os holofotes deram o berro, a escuridão tomou conta do relvado e das bancadas, qual Ptolomeu dos tempos modernos que roubou o fogo da celebração dos ‘deuses’ do relvado. O sistema de rega foi accionado. Muitos espectadores devem ter entrado em pânico. A polícia também.

E, assim, dos palermas ainda vai rezar esta história.

É que, para o futuro, fica o resultado, o título de campeão do FC Porto e a atitude patética e infantil da direcção do Benfica. O que vale é que o clube em causa é maior que alguns imbecis que o dizem representar.

*Título adaptado de um romance de António Lobo Antunes

Vamos todos ajudar o Benfica

Um clube de bairro que já não consegue pagar a conta da luz à EDP, embora ainda tenha crédito camarário para gastar em água, merece a nossa solidariedade.

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Rotinas

CAMPEÕES

Também votam

Levam porrada fiscal e são uns cordeiros obedientes. Há um pico de adrenalina nos jogos e voam pedras. Os romanos sabiam o que estavam a fazer.

Dicionário do futebolês – o árbitro não quis ver

Diante de uma falta que se torna evidente na décima repetição em câmara lenta, são muitos os comentadores, de filiação clubística assumida ou não, que sentenciam: “O árbitro não quis ver.” Não é a única frase que corresponde a um processo de intenções no universo do comentário futebolístico. Os comentadores são, muitas vezes, autênticas cassandras que adivinham os mais secretos pensamentos de tudo quanto é participante no mundo da bola pontapeada, pelo que também não é menos frequente assistirmos à tradução quase simultânea dos gestos de um treinador, cujo significado pode ser desconhecido para o comum dos telespectadores, mas não é segredo para os adivinhos que tudo sabem e tudo vêem.

Já se sabe que o futebol português reflecte a mentalidade imaturamente lusa que atribui sempre as culpas aos outros, sendo o árbitro o bode expiatório preferido. Num contexto como este, uma frase destas é de uma irresponsabilidade absoluta, porque reforça a ideia de que o árbitro é, sempre, alguém mal-intencionado que escolhe as faltas que apita, a não ser que se engane a nosso favor: nesse caso, o árbitro é apenas humano e, por uma única vez, fomos beneficiados.

O fundamentalismo cristão e a queima do Corão

A “nova inquisição” fundamentalista cristã, após uma farsa sem pés nem cabeça que decorreu de um simulacro de “julgamento“, queimou um exemplar do Corão por ter sido culpado de “crimes contra a humanidade”. Dando de barato que estes senhores pretendem ignorar os crimes cometidos em nome da Bíblia, ou de outras religiões, não posso ficar indiferente ao facto de, este mesmo pastor e seus seguidores, já terem sido alertados para as consequências possíveis de atitudes como esta.

E também não fico indiferente às “razões” e “conclusões” do dito “julgamento” (o texto vai cheio de aspas porque esta é uma “realidade” absolutamente ficcionada, em que a estupidez recorre e faz uso de palavras que pressupõem um mínimo de inteligência e entendimento) em que o “pastor”, a dado momento, conclui: se você for culpado de assassínio, não vai em liberdade para casa… e acrescenta … porque matou alguém e, por causa disso, tem de ser punido.

Pois bem, já morreram 23 pessoas como resultado deste acto premeditado cujas consequências eram previsíveis. Para quando a punição destes manipuladores disfarçados de santinhos?

Portugal é um grande caso BPN

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“Portugal é um grande caso BPN”, Medina Carreira no Negócios da Semana, da SIC Notícias, 13.08.2009. Um programa emitido antes das legislativas de 2009. A ouvir de novo, especialmente agora que se preparam os programas eleitorais. Apenas três destaques:

  1. Ao minuto 25:00 – Em 2007 endividamos-nos 22 mil milhões, mais do que em quaisquer dos anteriores 12 anos, milhões esses que  insuflaram a procura interna. Este brutal endividamento trouxe um crescimento de 1.9% mas não nos podemos endividar nesta ordem de grandeza todos os anos.
  2. Ao minuto 42:00 – Em 15 anos, a dívida de português ao exterior subiu 10 vezes, de mil e tal para quarenta e tal mil euros. Temos um português a trabalhar para outro português, que o Estado mantém.
  3. Ao minuto 46:15 – O keynesianismo não é possível em Portugal. O keynesianismo surgiu em economias fechadas e protegidas. Dantes, o dinheiro que o Estado gastava na economia servia para comprar um produto português. Agora, com o mercado aberto e como estamos a comprar sobretudo produtos estrangeiros, quando o Estado injecta dinheiro na economia, está a financiar a economia estrangeira.

Na Luz ganha o Benfica,

de acordo com as estatísticas

Benfica em casa Jogos PortugalFC Porto Empates PortugalBenfica
Total 103 17 (17%) 27 (26%) 59 (57%)
Liga Portuguesa 76 12 (16%) 23 (30%) 41 (54%)
Taça de Portugal 12 0 (0%) 2 (17%) 10 (83%)
Supertaça 11 4 (36%) 2 (18%) 5 (45%)
Campeonato de Portugal 4 1 (25%) 0 (0%) 3 (75%)

Se a tradição ainda for o que era, o FCP festeja sim, mas no Dragão. Mas não celebra invicto na Invicta, ou seja, hoje, para os azuis e para aquele rapaz que os treina e sonha sempre com o Benfica, está um belo dia para perder.

(Há coisas em que sou conservador e gosto da tradição. Esta é uma delas. O pior, em certos assuntos, são as modernices.)

Até mais logo…

…que hoje é dia de Festa!

 

Opções de campanha

Depois de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter apelado a uma campanha “sóbria nos meios”, o PSD e o CDS garantem que não vão utilizar cartazes, I

Para os meus netos, em tempo de crise

Netos.jpg

Meus meninos,

Quem me dera ser capaz de vós explicar com palavras simples e calmas, esta época pela que estamos a passar. Explicação entregue nas vossas línguas britânica e neerlandesa, ou holandesa, como também a denominam. Mas, como tenho sido privado de escrever em outra língua que não seja a luso portuguesa, vamos a essa. De certeza, os vós pais podem traduzir línguas que os meus pequenos não conhecem… ainda: os Isley, à língua britânica, os van Emden, ao Neerdanlends. Assim May ouvirá mas nada será capaz de entender por ser muita nova, apenas um ano e três meses… Os van Emden, é diferente: esta Tomas com quase onze anos e que é um sábio e pode explicar a Maira Rose, sua irmã dois anos mais nova que ele.

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Portugal: Prozac ou Viagra?

O País, na lógica de ciclos e contra-ciclos da vida colectiva, está a sofrer de uma patologia grave. Grave e difusa. Os especialistas da cura, principais líderes políticos do regime, discordam, entre si, dos métodos e meios terapêuticos a aplicar. Andam em quente disputa pelo mérito de quem tem a milagrosa receita.

Sócrates, o terapeuta dotado da capacidade de tranquilizar um País vergastado pela crise nacional de que é um dos protagonistas, acusa de leviandade a concorrência. Se o povo o acompanhar – quer ele que se acredite – os portugueses, a sua economia, os mercados e os investidores, no conjunto, todos se quedarão calmos e entregues a noites de profundo descanso. Sem a preocupação de intervenção financeira externa, acentue-se. Sócrates, representa, deste modo, o papel do ‘Prozac’, uma vez que estamos todos perturbados e a necessitar de recuperar a saúde mental. Com tranquilidade…

Do outro lado, Pedro Passos Coelho teme que não existam terapias eficazes em território nacional, promovendo, se necessário, a ajuda do FMI para reerguer a nação. E, de facto, porque de um problema de erigir se trata, temos o Coelho a desempenhar o papel do Viagra.

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Como foi possível fazer isto ao país? A nacionalização do BPN

2 de Novembro de 2008. O governo liderado por José Sócrates anuncia a intenção de nacionalizar o BPN, em plena contra-corrente com as sucessivas privatizações que ano após ano, governo após governo, têm sido levadas a cabo.  Apenas alguns dias depois, a 11 de Novembro, já a lei de nacionalização do BPN  estava publicada no Diário da República.

A primeira nacionalização do pós 25 de Abril foi uma lei prematura, tanto pelo curto período de gestação, como pela decisão precipitada. Com efeito, apesar de Teixeira dos Santos ter taxativamente afirmado que  “o Estado não gastou nem envolveu dinheiro dos contribuintes” e de Sócrates ainda no mês passado ter garantido que o registo do buraco do BPN não terá reflexos no défice de 2011 e dos próximos dois anos, o facto é que o défice de 2010 foi agravado em 1,3 pontos percentuais porque 1,8 mil milhões de euros de despesa, referentes ao BPN e às empresas de transportes, foram colocados debaixo do tapete.

Mas teria sido possível não nacionalizar o BPN?

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