Ex Votos, para recordar, no dia da morte de Zé Leonel

Outra vez a mentira dos feriados

Sendo certo que tolerância de ponto nem é feriado, volta a mentira de sermos o país da Europa com mais feriados.

Não é verdade: temos 12 feriados por ano, a média europeia é de 11,92.

Certo, não conto com as 3 tolerâncias de ponto habituais (Natal, Carnaval e Páscoa). Duvido muito é que sejam um exclusivo nacional.

Quanto ao que Pedro Passos Coelho hoje diz é de uma hipocrisia espantosa: sabe perfeitamente que se chegar ao governo fará o mesmo. Como sabe perfeitamente que o problema da produtividade tem outras causas: empresários analfabetos, por exemplo.

E você, “negociava” com estes gajos?

Zé Leonel, 196?/2011

Zé Leonel, fundador dos Xutos & Pontapés e dos Ex Votos. R.I.P.

*

Nota pessoal: Há alguns dias tive a oportunidade de assistir a um ensaio dos Ex Votos para o concerto de homenagem a Zé Leonel na Malaposta. Nessa altura, dado o seu estado de saúde, não se sabia se o músico poderia participar ou até assistir ao concerto. Felizmente foi possível. Os Ex Votos prepararam o seu primeiro espectáculo acústico de sempre para esta homenagem, numa atitude que chamaram de “à homem”. Ainda bem que o fizeram. Deram a Zé Leonel, estou certo disso, uma das últimas grandes alegrias. À Homem.

O povo é burro

Segundo o último barómetro da TSF, PS e PSD estão em situação de empate técnico e a Esquerda, em conjunto, não chega aos 15%.
Pelos vistos, o povo português está numa de voltar a dar a sua confiança àquele que levou o país praticamente à bancarrota. O pior primeiro-ministro da nossa história vai indo de vitória em vitória até quando lhe apetecer. Ri-se dos portugueses, engana-os todos os dias numa enorme patranha e eles gostam.
Ao mesmo tempo, os Partidos de Esquerda continuam a descer. Para o povo, boas mesmo são as receitas do FMI e as receitas dos últimos 30 anos, que nos levaram ao ponto em que estamos hoje: redução dos salários e das reformas, aumento dos impostos, facilitamento dos despedimentos, cortes na Educação e na Saúde e por aí fora.
Gostam de Sócrates e vão reelegê-lo? Pois bem, então esfreguem-se com ele e depois não se queixem. É bem feito.

Benfica e “benfica”:

Ontem o meu FCPorto deu uma enorme lição ao seu principal e histórico adversário.

Alguns, mais entusiastas, falam em humilhação. Erro. OFCP não humilhou o Benfica, apenas lhe deu uma enorme lição. Não ao Benfica enquanto Instituição, merecedora de todo o respeito, mas a um certo “benfica“: aquele que olha para a superioridade do FCPorto como mera batota. Aquele que não vê, ou não quer ver, três décadas de trabalho, de sangue, suor e lágrimas, de esforço e dedicação, de razão e paixão.

O “benfica” acha que tudo o que o FCPorto ganha é fruto da “fruta e da meia-de-leite” fingindo-se virgem pura nestas matérias, fazendo de conta que só existem processos contra dirigentes do FCPorto e os seus são uns puros. O melhor exemplo de pureza deste “benfica” é aquele senhor, advogado, que o representa num programa televisivo da SICN, todo ele um modelo de educação e moderação, a mesma moderação tida quando se apanhou com poder público e procurou sanear o Prof. Marcelo pelo crime de delito de opinião.

Esse “benfica” não é o Benfica. Este é uma Instituição de respeito e respeitável, o outro é uma espécie de casa de alterne mal frequentada onde se apaga a luz e se incita os “seguranças” a não deixar os adversários festejar com os seus adeptos. O Benfica é um clube que já deu muito ao desporto português, o “benfica” é uma espécie de calamidade que lhe aconteceu, assim como nas famílias existe sempre um parente que nos envergonha. O “benfica” é a vergonha do respeitável Benfica.

Por isso, ontem, o meu Porto humilhou esse “benfica” reduzindo-o à sua insignificância. E não o fez dentro das quatro linhas, não. Nessas apenas existiu futebol. A humilhação concretizou-se pelas palavras moderadas, pelo elogio ao treinador adversário, pelos festejos contidos na casa deste. Pela forma como o meu Porto soube ganhar mesmo olhando para aqueles que, uma vez mais, não souberam perder.

Ontem, no Estádio da Luz, na casa do SLBenfica, o meu Porto foi grande, foi gigantesco e não o escrevo motivado pela vitória mas pela grandeza de como soube ganhar e dar uma valente bofetada de luva branca nessa coisa a que chamo simplesmente e em letra do tamanho dos seus protagonistas, “benfica”.

O resto? O resto é pontapé na bola. São onze contra onze e no fim ganha o Porto. Tão simples como isto.

Este programa teve ajuda à produção de

Esta frase tem-se espalhado pelo final da maioria ou mesmo da totalidade dos programas televisivos portugueses. O que se segue a esta expressão é, invariavelmente, uma série de marcas comerciais, o que me faz pensar que estamos diante de patrocínios, conceito bastante diferente de ajudas, sobretudo se desinteressadas.

Dando de barato essa questão quiçá ética, não consigo perceber, por mais que me esforce, em que língua está esta frase, porque, embora as palavras sejam portuguesas, parece uma daquelas traduções estapafúrdias feitas directamente na internet. Fará sentido, por exemplo, dizer-se algo como “Este pudim de abade de Priscos teve ajuda à confecção da minha mãe” ou “Este trabalho teve ajuda à elaboração dos meus colegas Fulano e Sicrano”? Não será mais propriamente português dizer que “A minha mãe ajudou-me a fazer este pudim.”ou “Fulano e Sicrano ajudaram-me a fazer este trabalho.”?

Mesmo invertendo a ordem e colocando as entidades adjuvantes no fim da proposição, não seria suficiente escrever “A produção deste programa teve a ajuda de…”, por exemplo?

Que alguma mente luminosamente ignorante se tenha lembrado, num programa qualquer, de inventar esta coisa, ainda vá. O que, para mim, permanece um mistério é o de se saber como é que isto se disseminou a ponto de invadir todo e qualquer genérico final. Proponho que se volte a escrever em português nos programas portugueses, pelo menos no final. Será pedir muito?

Uma pesquisa rápida pela Internet levou-me a descobrir que, como era previsível, não estou sozinho nesta perplexidade: vão aqui e participem.

Os jornais desportivos de Lisboa mudaram-se para Madrid

O bode respiratório

Ainda hesitei.

Seguir a via religiosa neste post e usar a metáfora do beijo de Judas, que apontou o responsável por todos os males a troco de 30 dinheiros. Ou optar pela conjugação da metáfora caprina / desportiva, seguindo os ditâmes de Jaime Pacheco.

Optei pelo segundo. Aqui vai: José Sócrates já apontou o responsável pelo estado lamentável em que o país se encontra (depois da crise internacional, dos especulares, agências de rating e da oposição, claro). Senhores e senhoras, o culpado, o judas, o bode respiratório é Teixeira dos Santos. Sim, aquele ministro que um outro ministro fez questão de dizer, de forma clara e acintosa, que não tinha sido convidado para as listas de deputados.

amar e ser feliz

amar e ser feliz

Brevemente deves estar comigo, minha querida neta May Malen. Enquanto não chegas, andam todos a correr porque me amam e querem que seja feliz com a tua visita. Quando Friedrich Engels, companheiro de escrita e de luta de Karl Marx, escreveu A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1a. Edição: 1884 ; 4a. Edição Revisada: 1892), nunca imaginou o ardente carinho que um pai de família, como eu, pode sentir pela sua neta mais nova, talvez porque não tinha filhos nem netos, e como o elo do texto era a relação entre a propriedade e a família, centrou o seu livro (que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/Engels_friedrich/Origine_famille/Origine_famille.html) mais na propriedade que devia ser comum para todas as pessoas, como acontecia nas famílias mais antigas da sua época. O autor não fala de emoções ou emotividades, não era necessário, porque partilhar tudo o que se tem ou se possa adquirir dentro do grupo doméstico, é bem emotivo sem dar mais explicações.

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