A Alemanha tem as mãos sujas, também de pepinos

A irresponsabilidade de atribuir, sem provas, um surto infeccioso que se vai espalhando pela Alemanha a pepinos importado de Espanha é um episódio revelador de como vai a Europa.

Alguém imagina a Espanha a acusar sem mais nem menos salsichas alemãs pela difusão de uma qualquer doença?

A doença imperial de que sofre a Alemanha não tem cura.  A hipótese de afinal tudo não passar de um problema de higiene na manipulação alemã dos vegetais importados seria a suprema das ironias: a Alemanha tem as mãos sujas, já sabemos, e para isso a forma como está a lidar com a crise grega, e o mesmo fará a Portugal e à Irlanda, já chegava como prova. Não havia necessidade de uma doença fatal para darmos por isso.

O Facebook e a idade das trevas

Hoje escrevi este post pensando precisamente no fenómeno a que aí me refiro. Entretanto, mais tarde e a propósito do caso de violência adolescente que agita os media, ocorreu-me que o título se ajusta perfeitamente também a isso -o chamado caso Facebook- especialmente no que ao autor das filmagens concerne. Quero dizer: alguns podem ter Facebook (coisa de que não sou grande admirador, mas não diabolizo) e toda a tecnologia do mundo, que não é por isso que abandonaram a idade das trevas. Às vezes, até bem pelo contrário…

blogger convidado – Carlos Rebelo

1979 – FMI por José Mario Branco

E tu fizeste como a avestruz, enfiaste a cabeça na areia, “não é nada comigo…não é nada comigo”, não é?! e os da frente que se lixem, e é por isso que a tua solução é não Ver, é não Ouvir, é não querer Ver, é não querer Entender nada…

Não há Português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho?! todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade?! (…) A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é verdade?! Quer-se dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular… [Read more…]

O branqueamento da máquina de campanha socialista feito na TSF

Parte dos 20 monovolumes em permanência na campanha PSDiário de campanha da TSF, pelas 19h10m de hoje. A reportagem diz que foi ver como funciona a máquina da campanha socialista de que se fala. Foi entrevistado o “Director de Caravana”, Rui Pereira.

O repórter começou por dar o mote. “Nestas legislativas o PS reduzudiu os meios em relação a outros anos. Força da crise, que obriga a contenção.” O entrevistado continuou e descreveu a dita máquina de campanha assim: “1 autocarro; cenário dos comícios; 3 automóveis; 6 carrinhas”. Acrescenta o repórter que “a comitiva, a chamada máquina, move-se no terreno a voluntarismo e militância” e complementa o entrevistado afirmando que há “algumas empresas contratadas nas funções técnicas (som, luz, essas coisas)”.

Nenhum destes meios foi referido:

  • 5 (cinco!) autocarros em permanência
  • 20 (vinte!) monovolumes em permanência
  • 1 camião TIR com palco, régie, ecrã gigante e 3 técnicos
  • 3 bancadas para 250 pessoas sentadas
  • 2 estruturas com som profissional
  • t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, flyers, autocolantes, etc.
  • mobilização constante de dezenas de autocarros para levar “apoiantes” aos comícios

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Ou será, packardemrodagem, que preferes este:

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

 

Sinceramente, dia 5 o que prefere? Votar no PC ou no BE é indirectamente votar na gente do CDS e do PSD e contribuir para finalmente concretizar o sonho da direita –  nunca conseguido em 37 anos de Democracia: “uma maioria, um governo, um presidente!”. E o problema é você ter a consciência que assim é!

Testes de Virgindade: O Facebook e a idade das trevas

Enquanto muitos egípcios – usando o Facebook, as redes sociais e a tecnologia digital – procuravam uma revolução modernizadora que os catapultasse para a contemporaneidade, os militares mostravam como se pode viver na idade das trevas, mesmo com armas modernas na mão, telemóvel no bolso e coca-cola nos momentos de descanso.

O que eles querem é que não votes

A abstenção, o voto em branco e o voto nulo são o seguro de vida dos que nos (des)governam. Queres apoiar PS/PSD/CDS? fica em casa. A troika agradece.

Recordar para Mudar #1:

Taxa de desemprego em Portugal chega aos 12.6%

Taxas de desemprego na UE em Abril 2011

Fonte: Relatório OCDE, Abril 2011, via PÚBLICO

Zona euro (EA17)  = Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia.

EU27=Bélgica (BE), Bulgária (BG), República Checa (CZ), Dinamarca (DK), Alemanha (DE), Estónia (EE),Irlanda (IE), Grécia (EL), Espanha (ES), França (FR), Itália (IT), Chipre (CY), Letónia (LV), Lituânia (LT), Luxemburgo (LU),
Hungria (HU), Malta (MT), Holanda (NL), Áustria (AT), Polónia(PL), Portugal (PT), Roménia (RO), Eslovénia (SI),
Eslováquia (SK), Finlândia (FI), Suécia (SE) e Reino Unido (UK).

Portugal está com uma taxa de desemprego de 12.6%. Mas atenção, há pujantes economias como as da Estónia, Eslováquia, Letónia e Lituânia que estão piores do que as nossas! E temos a solidariedade da Espanha (com um histórico de altas taxas de desemprego desde há muito) e da Grécia e da Irlanda (a braços com o FMI).

E no entanto aí temos o campeão da defesa do Estado Social que nos governou 13 dos últimos 15 anos. E que ainda em 2005 usou como argumento para ganhar as eleições a deixa “7,1% de taxa de desemprego são a marca de uma governação falhada e de uma economia mal conduzida”. Será preciso fazer um desenho?

Sócrates declara que irá impor medidas de austeridade

Sócrates promete: “Não serão precisas mais medidas de austeridade”

Aprender línguas exige algum trabalho, mas a prática permite, verdadeiramente, a criação de uma segunda natureza. É por isso que, ao fim destes anos todos, consigo ler com fluência em Inglês e é também graças à prática que estou apto a perceber o que, efectivamente, quer dizer José Sócrates.

Confesso que nem sempre foi assim: há uns anos, por falta de atenção, pensava que as acções de José Sócrates iriam corresponder àquilo que prometia. Ao fim de pouco tempo, percebi que o ainda Primeiro-Ministro prefere exprimir-se através de um mecanismo semelhante à ironia: promete o contrário do que irá fazer.

Tal defeito na linguagem poderá derivar de desonestidade, de mitomania ou poderá ser apenas um problema na fala que terá como única terapia a derrota nas urnas. É por entender plenamente a linguagem do líder socialista que tenho alguma esperança quando o ouço dizer que vai ganhar as eleições.

Declaração de Voto: PORTUGAL A VOTOS NO DIA 5 DE JUNHO

Manuel Oliveira

Este texto que se segue é de um cidadão preocupado, consciente da situação actual, sonha com uma mudança profunda. Apartidário, apela à reflexão séria e profunda, evitando tendências de esquerda ou de direita, evocando verdades que facilmente conseguem ser corroboradas através de uma curta pesquisa no espaço global virtual, relembrando situações há muito ocorridas, que nos continuam a assombrar…

são estes os factos que nos têm acompanhado a par e passo nas últimas décadas:

DÉFICE
O défice para 2010 de 8,6%, muito responsabilizado pela nacionalização do BPN, apoios ao BPP e a inclusão no perímetro das Administrações Públicas de três empresas de transporte – a REFER, o Metro de Lisboa e o Metro do Porto.
Estamos, e iremos pagar o resultado da gestão danosa, correndo de uma ponta do PS, terminando no PSD – recordo que um dos administradores do BPN era o conselheiro de estado do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

EMPRESAS PÚBLICAS
Metro de Lisboa – presidente Francisco José Cardoso dos Reis, tem no seu currículo a presidência da CP – Comboios de Portugal, EP, e durante o Governo de António Guterres foi Presidente da REFER, cargo que se demitiu após vitória do PSD nas eleições legislativas de 2002. Já agora, e referente à REFER, o seu lugar foi sucedido José Braamcamp Sobral (PSD), que após derrota do PSD em 2005, preside de momento Luís Filipe Pardal, filiado do PS… coincidências! [Read more…]

Declaração

Declaro que não me responsabilizo por dívidas contraídas ou a contrair por estes senhores
roubado no facebook a um submarino amarelo

 

 

Vieira da Silva descobre a pólvora

veira da silva descobre a pólvora

Vieira da Silva acusa Marcelo Rebelo de Sousa de apelar ao voto

Uma Maioria, um Governo, um Presidente!

Em 1986 Álvaro Cunhal confrontou-se com a inevitabilidade da opção entre a candidatura de Freitas e a de Mário Soares. Para ultrapassar o melindre da situação convocou um Congresso Extraordinário do PC, recalcando o ódio quase ancestral que dedicava ao PS e a Mário Soares. Desse congresso saiu a deliberação de votar em Soares, traduzida na expressão “quando forem votar, tapem a cara com a mão esquerda e votem com a mão direita”. Neste momento enfrentamos um dilema em tudo semelhante. Ou votamos no PS e teremos um governo dirigido por Sócrates, ou votamos outra coisa qualquer e teremos um governo presidido por Passos Coelho concretizando o sonho da direita de “uma maioria, um governo, um presidente”. A decisão acaba por ser simples.

Tempos de austeridade

O que pensará a Troika-Regente acerca de todo este aparato? De onde vem a “massa”?

A máquina está bem montada,com sandecas, refrigerantes, autocarros, velhas gaiteiras, boa segurança “parte-megafones dos outros”, bandeiras extra-large, etc. As máquinas de propaganda dos camaradas da Internacional Socialista, os Ben Ali, Mubarak e Zapatero – não, não são “tudo a mesma coisa” -, estavam firmes que nem rochas e naqueles países não tão distantes, os chefes também chegavam ás festas, a bordo  de limusinas do governo.

Onde estacionam agora?

The praise of folly

O CDS-PP é um partido que antigamente me divertia e agora irrita-me um bocadinho. Devo para já dizer, antes que venham com as costumeiras intervenções que é muito provável que vá votar em branco nestas eleições, isto se me deixarem votar (não tenho ainda o cartão de cidadão pronto).
Posto isto. O CDS nomeadamente na pessoa de Paulo Portas e de outros comentadores/bloggers acham que os 10 a 12% lhes vão dar o céu, o inferno e o governo de Portugal. Antigamente, esta era malta que até apreciava o professor Marcelo agora acham terrível que ele ande a usar o seu tempo de antena para fazer os seus comentários. Ainda por cima sendo ele conselheiro de Estado! Terrível. Como se o professor Marcelo não fosse conselheiro de Estado há anos e comentador ainda há mais anos, já passando nas duas funções, por várias campanhas eleitorais. Não ouvi nada disto na última.
Mas o problema não é o professor Marcelo que, acredito, se deve estar bem a marimbar para este tipo de opiniões. O CDS acha que vai ser Governo. Até aqui tudo bem. Agora, Paulo Portas, alucinado com os seus 12% deve achar que vai ser primeiro-ministro ou coisa parecida. Não vá ele ficar outra vez com a defesa e comprar mais submarinos. A questão é: por muito mais que o PSD (já nem falo do PS, porque cruzes canhoto) precise do CDS, o CDS precisa muito mais do PSD. Tudo bem que sem o CDS pode até não haver Governo e que vá ser necessária uma coligação. Mas os 12% sozinhos do CDS não são nada sem os 30 e qualquer coisa porcento do PSD. E mesmo que seja o CDS a viabilizar esta governo, o PSD vai ter sempre mais votos. Eu pensava que isto era básico. Mas pelo o que vejo, o CDS anda-se a comportar como se fosse ao contrário. Portanto, senhor Paulo Portas, compreendo que as feiras lhe dêem uma euforia que as lutas Parlamentares não dão, mas acalme-se.

No espelho até poderá ser verdade…

portas à esquerda mas no espelho

 

Descodificação: êta-lê-lê, ki-bê-lêza…

Declaração de Voto: Pronuncie-se

Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui

As mais-valias urbanistícas

A família Silva tem um terreno, agrícola, herdado, comprado, não interessa. De repente por alma e graça de um município que decide alterar o PDM, não interessa agora sem com ou sem razão, o terreno passa a solo urbano, passível de levar com umas casinhas em cima.

O que valia x passa a valer 10 vezes mais (estou  a ser muito moderado).

Sorte grande? Não, umas das maiores injustiças da nossa legislação sobre solos.

Dei propositadamente um exemplo pacato. Podia, e todos os nós os conhecemos, dar outros, em que o terreno mudou de mãos pouco tempo antes de o PDM ser alterado. Podia fazer assim a história da destruição do nosso património natural, do facto de termos muito mais casas do que gente para as habitar (e esperemos pelos resultados do censos), de todos assistirmos a um crescimento urbano desenfreado e louco, de assim se explicarem fortunas espantosas e o grosso da corrupção autárquica (já alguém foi condenado por um cambalacho destes?). Podia, mas não vale a pena. Limito-me a apontar, com o exemplo dado, uma fonte de receitas para o estado, mais que justa e urgente. Uma luta que tem sido desenvolvida pelo meu conterrâneo Pedro Bingre, um perigoso militante do… PS.

E agora procurem lá uma proposta para resolver esta vergonha no programa da troika, ou se quiserem, nos programas do PP/PS/PSD.

Imagem roubada ao Pastel de Vouzela

Não se escreve “acampada”, escreve-se “acampamento”.

Já percebemos que discutir a questão das acampadas (a propósito, acampada é termo que não se regista nos dicionários portugueses) é questão ingrata. Os que estão a favor, estão a favor, os que estão contra, estão errados. Não são admitidas contradições (até Torquemada era mais tolerante). A democracia gerida das escadas de uma estátua, ou das cadeiras do parlamento pode ser tão ou mais opressora consoante a habilidade oratória ou literária dos tribunos. A única coisa que os distingue mesmo é a água de colónia. Ou a falta dela. Que o diga Daniel Oliveira que acha anedóticos os 136 debates partidários exigidos pelo tribunal. Vejam lá o topete! A mudança operada nesta criatura, outrora sentada num frio degrau da praça (no tempo em que a liberdade era para todos) até ao assento de pele das tribunas parlamentares é de espantar. Quando o BE (ou aquele grupo heterógeneo de barbudos e oculizados trotskistas) precisava de apanhar beatas do chão para saciar o seu vício de poder, os pequenos partidos eram as forças oprimidas do sistema capitalista neoliberal. Hoje, já gordo e bem fornecido de todos os carregamentos de charutos habaneses acha que os pequenos partidos são um engodo do sistema capitalista neoliberal. O que chateia não são as acampadas em Lisboa, em Madrid e o diabo a 4. É que esta gente, ao fim de um ou dois banhos está igualzinha aos outros.

O que (não) quero ouvir dia 5 de Junho

Não faço apostas sobre vencedores ou sound bites discursivos, mas sei o que (não) quero ouvir da boca do vencedor das eleições na noite de 5 de Junho de 2011. Não quero um discurso virado para o passado, de dedo apontado, mas palavras maturadas por uma longa reflexão sobre o caminho que nos trouxe até aqui. Não quero a responsabilização, mas a responsabilidade de quem sabe que o Estado serviu mal e se tem servido enquanto as assimetrias crescem. Não quero o discurso milagreiro – anos de políticas erradas não se solucionam a 5 de Junho, numa noite, nem provavelmente num mandato eleitoral. Não quero a apologia do fácil, o discurso da ilusão, a negação dos problemas – só uma radiografia honesta poderá evitar falsas partidas. Não quero a diabolização, a exploração do medo, mitos bafientos sobre esquerda e direita ou dicotomias ultrapassadas. Não quero unanimismo, mas promessa de diálogo e decisão firme na discórdia. Não quero um vencedor diminuído por imposições externas ou pronto a sacudir a responsabilidade dos sacrifícios para Bruxelas. Não quero um discurso vazio de prioridades ou de soluções. Não quero um discurso economicista, de números, preso ao défice, à dívida, sem rostos, sem gente, sem histórias – quando a troika nos dá as metas, cabe-nos a nós cuidar das pessoas. Não quero um discurso paternalista, que não lance desafios, que não seja exigente – o mediano não é bom, o bom não é o muito bom, o muito bom não é o excepcional. Não quero um discurso choramingas, de país incompreendido pela Europa, vítima de calculismo interno de outras nações.

Quem fizer o discurso de vitória dia 5 de Junho terá que ter a consciência de que tempos de excepção requerem palavras de excepção.

Renegociação da Dívida: a somar

Prometi, num post anterior, ir actualizando uma lista de organizações e personalidades que começam a defender a renegociação (reestruturação) da dívida portuguesa. Como disse então, aposto que esta lista vai crescer muito e juntará cada vez mais pessoas oriundas de diferentes quadrantes políticos.

Agora chegou a vez do economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, falar nisso.  [Read more…]

A viagem de campanha

Viagem de campanha

Gil Vicente Campeão

Os de Barcelos são campeões…

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Ditadura da mediocridade

O (chamado) Partido Socialista tem sido dirigido por um Secretário – Geral cujo lema é a ditadura da mediocridade.

José Sócrates, bajulado e instruído pelo seu núcleo duro (os “ideólogos” que com ele colaboram na alienação do real), considera [e os muitos factos identificáveis ao longo destes anos de governação (dita) socialista confirmam-no] que a ditadura da mediocridade é a modernidade que o PS tem para dar a Portugal!

A realidade indesmentível e incontornável da situação do país impõe assumir uma atitude clara e inequívoca que impeça que as próximas eleições sejam uma legitimação democrática formal de um poder socialista que se tem servido da democracia para a diminuir e perverter.

É muito claro que se o (chamado) Partido Socialista ganhar as próximas eleições verá legitimada a sua “modernidade” e desenvolverá até ao máximo expoente possível a identificação do Estado com o Partido!

Para Sócrates a sociedade civil só existe quando pode utilizar algum cidadão que se tenha notabilizado nalgum sector da vida social para o exibir como troféu! No Estado Socialista em que Sócrates quer transformar Portugal, só há lugar para Sócrates, para os turiferários e para os ideólogos (teólogos do Estado Socrático).

No Estado Socrático a única existência reconhecida aos cidadãos é a de funcionários de Sócrates! [Read more…]

Estilo vietnamita

 

(Em Hanói)

© packardemrodagem

Erros nossos, má gestão, poder ardente

Amado Camões e os erros socialistas

Amado assume que governo cometeu erros num comício do PS

Os brioches de Fernanda Câncio

Ao 12 de março Fernanda Câncio reagiu assim:

ao acampamento do Rossio assim:

Quando a multidão do 12 de março se juntar à ideia de que a rua é nossa, ocupada a tempo inteiro até à mudança, quando a elite do regime tremer porque os desempregados, e muitos dos precários descobriram na Tunísia uma fórmula de mudar o regime, quando os que durante estes anos alimentaram a corrupção, as negociatas, os especuladores, as famílias donas de Portugal, a democracia bipartidária + 1 (alimentada pela comunicação social com as diárias mentiras repetidas de tal forma que um empréstimo com juros elevados se chama ajuda), quando as coisas ficarem mesmo pretas, quando lhe cair uma verdadeira democracia em cima, Fernanda Câncio, a empregada do amigo Oliveira, publicará uma foto com o título

“Não têm pão comam brioches”

ou talvez não. De qualquer forma Maria Antonieta, no seu tempo, ao que parece, também não a disse.

Leitura recomendada:  O dia em que a Madame Mubarak desce à Praça Tahir de Lisboa

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