Desta vez é que é

Os outros seis anos foram só para aquecer os motores e para a malta se divertir. Desta vez não, desta vez é que é. Eu e o Lello acreditamos.

Os herdeiros de Abril – que merda de gente!

Já o escrevi aqui há uns anos. O 25 de Abril morreu há muito. Ressuscitá-lo agora seria mais ou menos o mesmo que acreditar, hoje, que Cristo ressuscitou ao terceiro dia. No entanto, há quem queira fazê-lo, ano após ano, seja em editoriais indigentes ou em comemorações pífias, de circunstância. Insistindo num saudosismo estúpido de slogan, convencidos ainda de que “o povo é quem mais ordena”. Aquele povo cantado por Zeca Afonso morreu com esse 25 de Abril mítico que não volta mais. É só ver os seus herdeiros. Que se passeiam por aí, transformando este “sítio” num estendal de transformistas, de eunucos, de saltimbancos políticos, de corruptos, de travestis mentais. Enfim, uma verdadeira comédia humana. Deprimente. [Read more…]

José Lello, o infobruto

O vídeo exibido mais abaixo explica a magna questão do deslize facebookiano que está na berra e que traz os portugueses preocupados. Na verdade, a avaliar a violência com que José Lello, irritado com os jornalistas, fechou o computador em Março de 2010, imagina-se como não tratará o Blackberry, instrumento delicado que exige a disponibilidade de um polegar oponível. Um especialista consultado pelo Aventar afirmou que a motricidade grossa do deputado socialista terá provocado um problema no carburador do “facebook”, tornando possível alternar descontroladamente as mensagens privadas com as públicas e vice-versa. Lello, mais do que um cibernabo, é apenas um infobruto ou um troglodigital. Estranha-se, portanto, que o mesmo José Lello tenha declarado que o parlamento não é a aldeia dos macacos.

 

Nas próximas eleições vou votar… (I)

Voto desde 1992 e nunca faltei. Só votei em dois partidos – PS e BE; Para a presidência, só votei em candidatos de Esquerda (Jorge Sampaio e Manuel Alegre!). Umas vezes ganhei, quase sempre perdi…

Mas, terá que haver uma primeira vez… Para não votar. Também me agrada a sugestão de Saramago no “Ensaio sobre a Lucidez”: votar em branco.

Mas, antes, tenho que me decidir e a coisa não está fácil.

E para me organizar, vamos ao ponto de partida:

– que funções deve ter o estado? O que é ou deve ser o estado? Onde deve estar presente e onde deve estar ausente ou apenas a moderar? [Read more…]

Lellinho, queridinho, e se estivesses caladinho?

Não lhe bastam as deficiências tecnológicas. Agora amuou e armou-se em engraçadinho. De caminho, para ficar de bem com o chefinho, afinfou (linguagem a la Lello) no Carrilho. Já só lhe falta engraxar sapatos. Os de Sócrates, está visto.

O mapa das dívidas: vamos lá brincar com os dominós

A Espanha é já a seguir. A Grécia é a primeira a não pagar.

Onde se entende muita coisa sobre mercados & especuladores &  se revela o efeito dominó & como a Europa deixou que lhe fizessem a cama onde se vai deitar & uma vez deitada acordará & será tarde & os seus mandantes meterão as mãos na cabeça que não tiveram & chamarão as carpideiras & ficarão em longos prantos & rasgarão suas vestes caso ainda as tenham e ficarão nus aos olhos dos povos delapidados.

roubado no Vias de Facto

To be or not to be “The Queen” will be the question

O casamento do príncipe William com  Kate Middleton, na próxima 6.ª feira, será acontecimento de arromba. Mesmo antes de consumado, está a gerar críticas, polémicas e certa especulação sobre a competição pelo acesso ao majestático trono de futura Rainha Britânica – esposa do Rei, entenda-se.

Camila, duquesa da Cornualha, e Kate (Catherine Elizabeth), ao que se diz, são duas rivais na pretensão ao trono. Precisamente duas plebeias a disputar o nobiliário cargo. As monarquias, em evidente decomposição, que monárquicos alegam ser democrática, têm vindo a ser contaminadas pela absorção (indevida?) da plebe, segundo os mais ortodoxos.

Na expectativa de que o reinado da Rainha Elizabeth II, 85 anos, tenda a terminar, ambas se dispõem a exercer pressão sobre os cônjuges, Carlos e William, com o objectivo de serem coroadas. Fora o resto que é de somenos, é uma das complexas causas que traz o povo britânico em sofrido suspense:  “Camila or Kate, to be or not to be “The Queen” will be the question”.

Será por dificuldades diversas, entre as quais financeiras, que o ‘Sol’ anuncia que, no conjunto dos cerca de 1900 convidados, de portugueses, só estará o embaixador João de Vallera, sem direito a levar acompanhante. Enfim, um casamento plebeu, com desfile em Rolls-Royce, em vez de charrete, coche ou caleche. Todos estes equipamentos, de resto, são demasiado conservadores e um Rolls-Royce é a ostentação que se impõe, pensou a Kate.

Be happy Kate and William! Os otários que paguem.

Expresso censura telegramas divulgados pela Wikileaks – II

A dois de Março do corrente, publicou o Expresso um primeiro conjunto de “telegramas Wikileaks” sobre Portugal. Ironicamente, resolveu este jornal censurar parte desses mesmos telegramas. Mas, uns dias depois, Ricardo Costa, director deste semanário, esteve presente num debate/chat com os leitores do Expresso onde afirmou categoricamente: «No site vamos publicar na integra todos os telegramas. Quem quiser pode ler tudo. No jornal, enquadramos, editamos e corrigimos».

Passados quase dois meses, passei pelo site do Expresso e continuam esses telegramas com a mesma censura. Será falta tempo por andarem a falar com os 47 interessados no regresso do bloco central?

Os telegramas em causa:

 

Para memória futura, aqui fica o dito texto dos 47.

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Diogo Leite de Campos explica o que não é um rico e o que é a miséria

Acho isto enorme.

Sorry, old republican chaps!

Royal Wedding Posting

Pode ser um exagero, pode ser uma lamechice, pode ser excessivo em tempos de crise. Mas a euforia não se esconde, só os mais tristes não gostam de uma história de amor e dinheiro gera dinheiro. Lamento muito pelos republicanos que nos dias que correm espumam mais raiva do que o habitual mas, caros amigos, a cerimónia vais ser transmitida a biliões de pessoas, milhões vão estar presentes e, provavelmente a maior parte do mundo (que é feminina) queria estar no lugar da Kate. É certo que segundo as últimas sondagens 10 por cento dos britânicos queria ter uma república, mas acho melhor não passarem pelo vexame republicano da Austrália que viu negado os seus “democráticos” intentos pelo referendo de 2005. E certo é também que nestes dias aumentam os clamores moralistas sobre os gastos daquela gente que vive o conto de fadas. Porém, no país de Oscar Wilde, toda a publicidade, mesmo a má, é boa. Sugiro aos que nunca sonharam que no próximo dia 29 desliguem a televisão, a rádio e que nos dias a seguir não leiam jornais. Vai ser doloroso.

Solidariedade com o camarada José Lello

Que coisa irritante. O camarada José Lello, eu, e mais uns dois terços dos portugueses achamos que Cavaco Silva é foleiro em geral, e foleiro enquanto PR em particular. Os presidentes da República não são nenhuns reizinhos, à prova de bocas, incluindo as foleiras. Fossemos agora recordar os epítetos que recebeu, a seu tempo, Mário Soares, nomeadamente do actual cabeça de lista do PS por Leiria, e nunca mais parávamos.

Em solidariedade reponho aqui um souvenir do baladeiro José Lello, um Mendes Bota precoce, desde  muito jovem um artista promissor:

Já o tinha publicado. E ameaço voltar a fazê-lo se não param de dizer mal do camarada José Lello, que penso ter sido uma inspiração para Raul Solnado.

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