A psicanálise e os seus heróis: As minhas memórias

Simund Freud

Bem sabemos que o nosso pensamento não é livre, como gostaríamos que fosse. Não apenas por causa das descobertas de Sigmund Freud da existência das faculdades dos actos conscientes ou ego, o inconsciente ou superego ou do vigiante destas faculdades.
Cada uma destas faculdades das capacidades humanas tem uma tarefa a cumprir, como o define o nosso herói do pensamento humano. É verdade que era médico, mas a sua prática fê-lo descobrir que muitos doentes queixosos de mal-estares não tinham outra doença que não chamar a atenção de parentes, vizinhos ou amigos, porque, como comentava no meu ensaio sobre a resiliência, essa surpresa para mim, estavam faltos de carinho, emoção ou de alguém que amasse a pessoa ou, simplesmente, que tivera um intimidade que leva-se a pessoa até ao orgasmo.
A grande descoberta do médico da Checoslováquia sob domínio do Império da Áustria foi reparar que a falta de erotismo satisfeito com o orgasmo, causava o que ele denominava um mal-estar dentro da sua cultura, sendo orgasmo a satisfação da libido que fazia tremer o corpo de prazer.

Como definir o prazer da libido? Primeiro, entender o que é a libido: para Freud e os seus discípulos como Karl Jung, Melanie Klein, a sua filha Ana Feud, que estudava crianças, e Wilfred Bion, a libido era a atracção sexuada, erótica da necessidade de amar a outro/a e penetrar essa pessoas o que levava a um êxtases de paixão que fundia um corpo com outro, até não se saber quem era quem. Sendo a libido a atracção do prazer, ou o prazer desejo sexual, luxúria. Em Psicanálise, e libido é a e [Psicanálise]  nergia fundamental do ser vivo que se manifesta pela sexualidade. Freud faz dela a expressão do instinto de viver [eros], e opõe-na ao instinto da morte ou tanatos [desejo de autodestruição].Conforme as análises de Freud e estudantes, haveria duas pulsoes contrapostas, a da vida e a da morte. A teoria psicanalítica define pulsão como  f [Psicanálise]  orça no limite do orgânico e do psíquico que impele o indivíduo a cumprir uma acção açãoação com o fim de resolver uma tensão vinda do seu próprio organismo por meio de um objecto objetoobjeto, e cujo protótipo é a pulsão sexual. Pulsão sexual é uma pulsão interna (endógena + psíquica) que, segundo a psicanálise, actua num campo muito mais vasto do que o das actividades sexuais, no sentido corrente do termo (pénis x vagina), ligadas a um objecto eleito. Nas pulsões sexuais se desenvolvem algumas características específicas, ou seja, o seu objecto não é pré-determinado biologicamente, como no instinto do animal, sendo as suas modalidades de satisfação (metas ou objectivos) variáveis, mais especificamente ligadas ao funcionamento de zonas corporais determinadas (zonas erógenas).   A psicanálise mostra que a pulsão sexual está também estreitamente ligada ao Id e a um conjunto de representações inconscientes e pré-conscientes (memórias com um determinado nível de excitação), bem como as fantasias que a especificam. Do ponto de vista económico, Freud postula a existência de uma energia unificada (endógena + psíquica), no desenvolvimento da pulsão sexual: a libido, ou seja, o desejo sexual. Do ponto de vista dinâmico, Freud vê na pulsão sexual um pólo, necessariamente presente, do conflito psíquico. É o desejo que especifica a pulsão, decorrente de uma tendência arcaica e de uma representação recalcada, ligada a um representante psíquico, sofrendo a acção das restrições e do ideal de ego/superego, ao se aproximar do campo consciente (Ego).
   As operações de recalque ocorrem preferencialmente sobre a qualificação da pulsão sexual, consequentemente, atribui-se a ela um papel primordial no conflito psíquico (ideal de ego). Contudo nada impede que pensemos que qualquer outra exigência pulsional que não seja sexual, seja ela qual for, possa também provocar recalcamentos, uma vez que isto só dependerá da acção da censura (Superego, ideal de ego). Importante ressaltar que as pulsões sexuais tentam se satisfazer através das fantasias, permanecendo por mais tempo sob o domínio exclusivo do princípio imaginário de prazer, sem levar em conta a realidade, uma parte essencial da predisposição psíquica para a neurose.  
Fonte:http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/2070121-puls%C3%A3o-sexual/#ixzz1T6am8YFWHá, porém, uma teoria que explica o nosso comportamento, as nossas ideias e ideais, conforme a cultura em que vivemos, além de curar um corpo doente: experimenta explicar as ideias que orientam o nosso afazer. Esta realidade a denomina cultura e é dessa forma de agir, que os psicanalistas retiram a sua teoria, que, com palavras caras, pretendem explicar o comportamento individual e em interacção com os indivíduos do seu grupo social.Um grupo de eruditos criaram a forma de penetrar na mente humana, para a entender, curar caso estiver doente, e por meio da psicanálise, curar o corpo e explicar o anseio de encontrar outros corpos para o prazer e a reprodução de seres humanos e bens, a partir da inteligência de uma mente sã.

Sigmund Freud foi esse pioneiro. Freud iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente[4] Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Freud acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em pacientes com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente.

Comments


  1. Só para saber e antes de ler:
    Isto é história ou ficção? Vou esperar pelo visto da censura e depois logo leio para não estar a perder tempo!


  2. “Bem sabemos que o nosso pensamento não é livre, como gostaríamos que fosse”, e logo a seguir, “não apenas por causa das descobertas de Sigmund Freud da existência das faculdades dos actos conscientes ou ego, o inconsciente ou superego ou do vigiante destas faculdades”, levou-me a ler este seu escrito, ao contrário de outros em que me fiquei pelo meio ou nem cheguei a tanto. E fi-lo com a curiosidade de saber qual era o suporte em que assentava a ideia capital de haver um antes e um depois de Freud para termos ou não, um pensamento livre. Bem, eu antes de ler o seu ilustre artigo já sabia, como toda gente, de que não havia um antes e um depois no que se refere ao pensamento por ingerência de Freud ou de qualquer outro ser. Livre, sim, de muitas doenças através das descobertas no ramo da medicina a que se dedicou, conforme realça na sua entrada neste blogue e nos links que nos direccionam para diversas wikipédias.
    Gostei mais desta sua entrada do que “a depressão de Fátima”. Mas estou de acordo com algumas coisas que diz por lá.

    • Raul Iturra says:

      Agradeço o ânimo que instila na minha ama. Se erteza é um analista como eu. Há esse antes e esse depóis, e no meio, o ID para vigiar a nossa líbibido. Era a minha intenção com Fátima. Se não for pelo auto aálises de reud, não saberiamos andar no meio dos comentário que nada dixem, excepto ironias baratas.
      Agradeço, António Lourenço. Mais tarde, vou +rocurar os seus outros comentários. Raramente recebo porque, como diz um Aventar, os guardam!
      Cumprimentos
      Raúl Iturra
      lautaro@netcabo.pt

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